Ocupação sem fim à vista
A presença militar de Washington no Iraque é para continuar nas próximas décadas. Essa é a única leitura possível das palavras proferidas recentemente por altos responsáveis dos EUA, isto apesar da oposição dos povos iraquiano e norte-americano à manutenção de um contingente militar no território e do crescente desgaste da administração Bush em resultado da política externa belicista.
Em declarações ao Washington Post, a semana passada, o secretário da Defesa, Robert Gates, confirmou as anteriores declarações de Tony Snow, ex-jornalista e actual porta-voz da Casa Branca, segundo as quais os EUA pretendem sustentar um forte dispositivo militar no Iraque à imagem do que mantêm no Japão e na Coreia do Sul.
Para o responsável do Pentágono, o objectivo é não cometer o mesmo «erro» que no Vietname, antevendo um papel de «instrução» e «reequipamento» do exército local, tudo, é claro, atendendo ao «pedido do governo iraquiano».
Situação caótica
Os últimos números divulgados pelo executivo colaboracionista de Bagdad parecem desmentir a tese da importância da presença militar estrangeira para assegurar a segurança e a ordem públicas no Iraque.
Os dados oficiais de Maio são paradigmáticos neste aspecto ao revelarem que, face a Abril, o número de civis mortos aumentou 30 por cento. Das mais de duas mil vítimas, 173 são soldados e polícias iraquianos, valor significativo ao qual acrescem os 124 soldados Yankees abatidos, fazendo do mês de Maio o terceiro mais mortífero para os homens do Pentágono desde o início da ocupação.
Entretanto, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA, na sigla inglesa) informou que a situação humanitária no país é caótica. De acordo com um relatório da UNRWA, o número de refugiados que ainda não abandonou o Iraque é de mais de 800 mil pessoas. Nas cidades, vilas e aldeias, mas também nos os campos de acolhimento, falta um pouco de tudo: água potável, medicamentos, comida (quase 50 por cento dos deslocados de guerra não acedem ao programa alimentar da ONU).
Relatos recolhidos pela agência garantem ainda como fidedigno outro dado preocupante no quotidiano das populações. «Não há um único lugar seguro no Iraque» - diz quem teve que escapar aos combates, à violência sectária, aos bombardeamentos, às execuções sumárias e ao desemprego.
Em declarações ao Washington Post, a semana passada, o secretário da Defesa, Robert Gates, confirmou as anteriores declarações de Tony Snow, ex-jornalista e actual porta-voz da Casa Branca, segundo as quais os EUA pretendem sustentar um forte dispositivo militar no Iraque à imagem do que mantêm no Japão e na Coreia do Sul.
Para o responsável do Pentágono, o objectivo é não cometer o mesmo «erro» que no Vietname, antevendo um papel de «instrução» e «reequipamento» do exército local, tudo, é claro, atendendo ao «pedido do governo iraquiano».
Situação caótica
Os últimos números divulgados pelo executivo colaboracionista de Bagdad parecem desmentir a tese da importância da presença militar estrangeira para assegurar a segurança e a ordem públicas no Iraque.
Os dados oficiais de Maio são paradigmáticos neste aspecto ao revelarem que, face a Abril, o número de civis mortos aumentou 30 por cento. Das mais de duas mil vítimas, 173 são soldados e polícias iraquianos, valor significativo ao qual acrescem os 124 soldados Yankees abatidos, fazendo do mês de Maio o terceiro mais mortífero para os homens do Pentágono desde o início da ocupação.
Entretanto, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA, na sigla inglesa) informou que a situação humanitária no país é caótica. De acordo com um relatório da UNRWA, o número de refugiados que ainda não abandonou o Iraque é de mais de 800 mil pessoas. Nas cidades, vilas e aldeias, mas também nos os campos de acolhimento, falta um pouco de tudo: água potável, medicamentos, comida (quase 50 por cento dos deslocados de guerra não acedem ao programa alimentar da ONU).
Relatos recolhidos pela agência garantem ainda como fidedigno outro dado preocupante no quotidiano das populações. «Não há um único lugar seguro no Iraque» - diz quem teve que escapar aos combates, à violência sectária, aos bombardeamentos, às execuções sumárias e ao desemprego.