Israel e Líbano massacram palestinianos
O exército libanês lançou, sexta-feira, o assalto final ao campo de refugiados palestinianos de Nahar el Bared, utilizando meios que se disse não ter quando Israel invadiu o Sul do país.
Teme-se que o conflito alastre aos restantes campos
Duas semanas depois do início do ataque a um dos 12 campos de refugiados palestinianos existentes no Líbano, o governo do primeiro-ministro Fouad Siniora ordenou a mobilização da infantaria, da artilharia e das unidades de carros de blindados do exército para esmagar a resistência no campo de refugiados de Nahar el Bared.
Dos cerca de 40 mil palestinianos que o habitavam, estima-se que a esmagadora maioria, aproximadamente 75 por cento, terá abandonado as respectivas casas antes do cerco montado pelos militares. Muitos deixaram uma vida inteira para trás, mas outros mantêm-se no local, facto que corrobora os receios de um massacre de civis.
Lá dentro, milícias e grupos armados tidos como apoiantes da facção Fatah al Islam resistem como podem sob os mais intensos bombardeamentos desde o fim da guerra civil no país. Teme-se que o conflito alastre aos restantes campos, mas para já não foram registados levantamentos populares de repúdio contra a investida do executivo de Beirute, qualificado em amplas manifestações ocorridas no final de 2006 e início de 2007 como antipopular e refém dos interesses das grandes potências.
Israel com ordem para matar
Paralelamente ao conflito libanês, também Israel mantém a estratégia de «limpeza do terreno» numa campanha contra os palestinianos que, a ocorrer noutros territórios, seria imediatamente condenada internacionalmente como genocídio.
Dez dias de bombardeamentos na Faixa de Gaza deixaram um saldo de pelo menos meia centena de mortos e um número não determinado de feridos. As duas últimas vítimas palestinianas são crianças. Um outro menor foi transportado para o hospital e encontra-se em estado grave.
Na Cisjordânia, a campanha de Tel Avive concentra-se na detenção de activistas políticos. Só nos últimos dias foram sequestrados pelo exército sionista 40 dirigentes, entre os quais dois ministros do governo de unidade nacional, vários deputados e eleitos locais.
Face a mais uma escalada da violência no território, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, e Ismail Haniye, primeiro ministro e destacada figura do Hamas, apelaram aos independentistas para que aceitem negociar a trégua com Israel.
O governo de Ehud Olmert, tal como os seus predecessores, é que não se mostra interessado na paz e mandou dizer que rejeita totalmente encetar negociações com membros do Movimento Islâmico.
Síria condena tribunal
Entretanto, para adensar ainda mais a intrincada teia política envolvendo Israel, a Palestiniana e o Líbano, a ONU decidiu avançar com um tribunal internacional para julgar os alegados autores do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafic Hariri. A Síria manifestou-se imediatamente contra a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, posição semelhante à assumida pela Rússia, China, África do Sul, Indonésia e Qatar.
Dos cerca de 40 mil palestinianos que o habitavam, estima-se que a esmagadora maioria, aproximadamente 75 por cento, terá abandonado as respectivas casas antes do cerco montado pelos militares. Muitos deixaram uma vida inteira para trás, mas outros mantêm-se no local, facto que corrobora os receios de um massacre de civis.
Lá dentro, milícias e grupos armados tidos como apoiantes da facção Fatah al Islam resistem como podem sob os mais intensos bombardeamentos desde o fim da guerra civil no país. Teme-se que o conflito alastre aos restantes campos, mas para já não foram registados levantamentos populares de repúdio contra a investida do executivo de Beirute, qualificado em amplas manifestações ocorridas no final de 2006 e início de 2007 como antipopular e refém dos interesses das grandes potências.
Israel com ordem para matar
Paralelamente ao conflito libanês, também Israel mantém a estratégia de «limpeza do terreno» numa campanha contra os palestinianos que, a ocorrer noutros territórios, seria imediatamente condenada internacionalmente como genocídio.
Dez dias de bombardeamentos na Faixa de Gaza deixaram um saldo de pelo menos meia centena de mortos e um número não determinado de feridos. As duas últimas vítimas palestinianas são crianças. Um outro menor foi transportado para o hospital e encontra-se em estado grave.
Na Cisjordânia, a campanha de Tel Avive concentra-se na detenção de activistas políticos. Só nos últimos dias foram sequestrados pelo exército sionista 40 dirigentes, entre os quais dois ministros do governo de unidade nacional, vários deputados e eleitos locais.
Face a mais uma escalada da violência no território, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, e Ismail Haniye, primeiro ministro e destacada figura do Hamas, apelaram aos independentistas para que aceitem negociar a trégua com Israel.
O governo de Ehud Olmert, tal como os seus predecessores, é que não se mostra interessado na paz e mandou dizer que rejeita totalmente encetar negociações com membros do Movimento Islâmico.
Síria condena tribunal
Entretanto, para adensar ainda mais a intrincada teia política envolvendo Israel, a Palestiniana e o Líbano, a ONU decidiu avançar com um tribunal internacional para julgar os alegados autores do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafic Hariri. A Síria manifestou-se imediatamente contra a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, posição semelhante à assumida pela Rússia, China, África do Sul, Indonésia e Qatar.