Hospital não paga Segurança Social
O Hospital de S. Sebastião, primeira experiência de gestão privada, entretanto transformado em Hospital Sociedade Anónima, não paga à Segurança Social desde Setembro de 2002, denunciou, sexta-feira, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses da Direcção Regional do Alentejo, informando que «esta situação já determinou o não pagamento do subsídio de doença a trabalhadores do hospital».
«Será à custa deste tipo de expedientes, de "contabilidade criativa" e de não assunção das suas responsabilidades para com a Segurança Social, que os Hospitais Sociedades Anónimas conseguem bons índices de desempenho economico-financeiro?», interroga-se o sindicato, em nota enviada à comunicação social.
De facto, continua, «nos apregoados "novos modelos de gestão" Sociedade Anónimas não se tem vislumbrado qualquer inovação ao nível da gestão, quer em termos de medidas quer na forma de as aplicar, que não se possam desenvolver no Sector Público Administrativo».
Sob o comando do Ministério das Finanças e com vista à redução da despesa, a propaganda da inovação gestionária tem-se traduzido na aplicação, quase exclusiva, de medidas de controlo dos custos onde é mais fácil poupar, nomeadamente, na «imposição central de cortes de 15 a 20 por cento nas horas extraordinárias», na «redução do número de enfermeiros por turno» e nos «contratos de 40 horas semanais pagando menos retribuição global relativamente aos que fazem 35 horas».
Neste contexto, «de fúria cega de redução de despesas, mesmo à custa dos necessários cuidados aos cidadãos, não admira que o ministro da Saúde anuncie a passagem de mais 47 hospitais a modelos empresariais e que os hospitais SA apareçam no topo do ranquing de desempenho económico-financeiro», sublinha o sindicato.
Resta questionar qual a forma que o Governo, Ministério da Saúde, do Trabalho e das Finanças vão encontrar para penalizar os prevaricadores num tempo em que tanto se fala em responsabilidades e responsabilização e em reconhecimento pelo mérito. «Será
«Será à custa deste tipo de expedientes, de "contabilidade criativa" e de não assunção das suas responsabilidades para com a Segurança Social, que os Hospitais Sociedades Anónimas conseguem bons índices de desempenho economico-financeiro?», interroga-se o sindicato, em nota enviada à comunicação social.
De facto, continua, «nos apregoados "novos modelos de gestão" Sociedade Anónimas não se tem vislumbrado qualquer inovação ao nível da gestão, quer em termos de medidas quer na forma de as aplicar, que não se possam desenvolver no Sector Público Administrativo».
Sob o comando do Ministério das Finanças e com vista à redução da despesa, a propaganda da inovação gestionária tem-se traduzido na aplicação, quase exclusiva, de medidas de controlo dos custos onde é mais fácil poupar, nomeadamente, na «imposição central de cortes de 15 a 20 por cento nas horas extraordinárias», na «redução do número de enfermeiros por turno» e nos «contratos de 40 horas semanais pagando menos retribuição global relativamente aos que fazem 35 horas».
Neste contexto, «de fúria cega de redução de despesas, mesmo à custa dos necessários cuidados aos cidadãos, não admira que o ministro da Saúde anuncie a passagem de mais 47 hospitais a modelos empresariais e que os hospitais SA apareçam no topo do ranquing de desempenho económico-financeiro», sublinha o sindicato.
Resta questionar qual a forma que o Governo, Ministério da Saúde, do Trabalho e das Finanças vão encontrar para penalizar os prevaricadores num tempo em que tanto se fala em responsabilidades e responsabilização e em reconhecimento pelo mérito. «Será