Em luta pelo futuro!
JCP debate a situação política e social do país e da juventude portuguesa, na reunião da Direcção Nacional, que se realizou, na passada semana, na Atalaia, Seixal.
A esta ofensiva os alunos têm dado uma importante resposta
«Em pleno final do ano lectivo, de período de exames e férias para milhares de estudantes e trabalhadores, o Governo procura reforçar a ofensiva contra os direitos do povo e da juventude portuguesa, desenvolvendo uma linha de actuação contrária às promessas eleitorais e às necessidades do país, a política de direita de clara inspiração neo-liberal avança contra tudo o que sejam direitos adquiridos e contra todos os sectores públicos», denuncia, em nota aos órgãos de comunicação social, a JCP.
Em relação à nova proposta de Lei de Bases do Sistema Educativo, discutida no inicio do mês na Assembleia da República, os jovens comunistas avançam com a ideia que o Governo PSD/CDS-PP pretende pôr fim à gestão democrática nas escolas, num profundo ataque à Constituição e à educação como direito e bem público.
«A JCP e o PCP sempre tem defendido o alargamento ao 12.º ano da escolaridade obrigatória, numa perspectiva de garantir a elevação dos níveis de ensino ao maior número de jovens», continuam os jovens, desmascarando que «o Governo alarga demagogicamente a escolaridade obrigatória até ao 12.º ano, ao mesmo tempo que reforça a componente tecnológica no 3.º ciclo, no sentido de encaminhar precocemente os estudantes para o mercado de trabalho».
Recorde-se que o PCP apresentou recentemente, na Assembleia da República, um projecto de Lei de Bases do Sistema Educativo ideologicamente distinto de todos os outros, onde defende uma educação pública, gratuita e de qualidade com um direito individual e colectivo a defender e a aprofundar, o qual foi chumbado.
Aumento das propinas
Na mesma linha privatizadora e de quem quer direitos que os pague, continua a JCP, «a maioria PSD/CDS-PP aprovou no passado dia 3 de Julho, na Assembleia da República, a nova Lei de Financiamento do Ensino Superior, da qual consta um brutal aumento das propinas, transferido ainda maiores encargos para os estudantes e para as suas famílias, ao mesmo tempo que introduz o principio da gestão profissional das instituições». Ainda neste ponto, os jovens comunistas salientaram o facto de o Governo ter apresentado a proposta de lei de autonomia do Ensino Superior que representa «um assalto à gestão democrática das instituições».
«A esta ofensiva os alunos têm dado uma importante resposta», ressalta a JCP recordando a manifestação, no passado dia 7 de Maio, dos alunos do ensino secundário e a greve nacional dos estudantes do ensino superior, que se realizou no dia 22 do mesmo mês.
Durante o encontro, a JCP manifestou ainda a mais profunda preocupação com o aumento do desemprego, da precariedade e dos baixos salários «que afectam em particular os mais jovens». O pacote laboral e a reforma da Administração Pública foram outros dos problemas abordados.
«A resposta que os trabalhadores têm dado na luta contra o pacote laboral, o encerramento de empresas, pelo pagamento e pelo aumento dos salários, pelos seus direitos, a jornada do passado dia 26 de Junho contra as medidas em curso do Governo, a iniciativa promovida pela Interjovem no passado dia 24 de Junho contra o desemprego nos jovens recém formados, constituem importantes momentos de luta dos trabalhadores e da sua central sindical, a CGTP», conclui a tomada de posição política da Direcção Nacional da JCP, sublinhando que neste quadro difícil, «a organização, intervenção e a luta dos jovens trabalhadores deve ser intensificada».
Durante o encontro, os jovens comunistas aprofundaram ainda aspectos relacionados com a intensa actividade de Verão por parte da JCP, das quais se destaca a realização de 17 festivais de bandas por todo o país - com a participação de mais de 4500 jovens e de cerca de duas centenas de bandas no apuramento para o palco Novos Valores na Festa do Avante! -, 11 acampamentos regionais, a preparação da Festa da Alegria nos dias 26 e 27 de Julho em Braga e da Festa do Avante! a 5, 6 e 7 de Setembro.
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Linhas: 20
«Via Verde para o Ensino Superior»
A Organização do Ensino Secundário de Castelo Branco da JCP iniciou, aquando do começo dos exames nacionais do 12.º ano, uma campanha contra o actual sistema de acesso ao Ensino Superior sob o lema «Via Verde para o Ensino Superior».
«Esta campanha, que tem como objectivo de contactar a mil estudantes que tentam atravessar neste momento mais um obstáculo nos seus estudos, e afirmar a opinião pública da JCP em relação aos exames nacionais e aos numerus clausus, tem sido bem recebida pelos estudantes», relatam os jovens comunistas de Castelo Branco.
Entretanto, o colectivo da JCP esteve reunido, sábado, no Centro de Trabalho da Covilhã, em plenário para discutir a situação da política educativa actual e para perspectivar a intervenção dos jovens comunistas junto dos estudantes e dos jovens.
No dia anterior, sob o lema «Afundar os Exames Nacionais», a Direcção do Ensino Secundário de Castelo Branco realizou, na Escola Secundária Frei Heitor Pinto, um Torneio de Basquetebol 3 x 3. Esta iniciativa inseriu-se na campanha de combate às crescentes barreiras eliminatórias que os sucessivos governos têm colocado os estudantes do ensino básico e secundário.
Protesto contra aterro
A Organização Regional do Porto da JCP realizou, sábado, na freguesia de Rio Mau, Penafiel, uma iniciativa de protesto contra a existência de um aterro sanitário inacabado e abandonado de forma irresponsável pela autarquia, que poluí gravemente aquele afluente do rio Douro, «contaminando um importante recurso natural da zona, arruinando terrenos de cultivo na linha deste afluente e excluindo a população de uma zona que anteriormente ao aterro, era de lazer». A JCP organizou ainda um acampamento de dois dias para testemunhar tal situação.
«Recentemente a Junta de Freguesia procedeu à venda deste terreno, em flagrante violação da lei dos baldios e contra a vontade da população que se manifestou num abaixo-assinado, subscrito por mais de metade do eleitorado», acusam. A autarquia tenta desresponsabilizar-se «desta situação vergonhosa, que constitui um atentado ambiental e numa postura anti-democrática inaceitável», denunciam os jovens comunistas do Porto.
A agravar a situação, refere a JCP, «acresce um depósito de pneus ilegais na mesma freguesia e uma lixeira que sofreu uma intervenção inacabada e que continua a verter lixos poluentes, facto testemunhado pelo antigo ministro José Socrates que nada resolveu».
Em relação à nova proposta de Lei de Bases do Sistema Educativo, discutida no inicio do mês na Assembleia da República, os jovens comunistas avançam com a ideia que o Governo PSD/CDS-PP pretende pôr fim à gestão democrática nas escolas, num profundo ataque à Constituição e à educação como direito e bem público.
«A JCP e o PCP sempre tem defendido o alargamento ao 12.º ano da escolaridade obrigatória, numa perspectiva de garantir a elevação dos níveis de ensino ao maior número de jovens», continuam os jovens, desmascarando que «o Governo alarga demagogicamente a escolaridade obrigatória até ao 12.º ano, ao mesmo tempo que reforça a componente tecnológica no 3.º ciclo, no sentido de encaminhar precocemente os estudantes para o mercado de trabalho».
Recorde-se que o PCP apresentou recentemente, na Assembleia da República, um projecto de Lei de Bases do Sistema Educativo ideologicamente distinto de todos os outros, onde defende uma educação pública, gratuita e de qualidade com um direito individual e colectivo a defender e a aprofundar, o qual foi chumbado.
Aumento das propinas
Na mesma linha privatizadora e de quem quer direitos que os pague, continua a JCP, «a maioria PSD/CDS-PP aprovou no passado dia 3 de Julho, na Assembleia da República, a nova Lei de Financiamento do Ensino Superior, da qual consta um brutal aumento das propinas, transferido ainda maiores encargos para os estudantes e para as suas famílias, ao mesmo tempo que introduz o principio da gestão profissional das instituições». Ainda neste ponto, os jovens comunistas salientaram o facto de o Governo ter apresentado a proposta de lei de autonomia do Ensino Superior que representa «um assalto à gestão democrática das instituições».
«A esta ofensiva os alunos têm dado uma importante resposta», ressalta a JCP recordando a manifestação, no passado dia 7 de Maio, dos alunos do ensino secundário e a greve nacional dos estudantes do ensino superior, que se realizou no dia 22 do mesmo mês.
Durante o encontro, a JCP manifestou ainda a mais profunda preocupação com o aumento do desemprego, da precariedade e dos baixos salários «que afectam em particular os mais jovens». O pacote laboral e a reforma da Administração Pública foram outros dos problemas abordados.
«A resposta que os trabalhadores têm dado na luta contra o pacote laboral, o encerramento de empresas, pelo pagamento e pelo aumento dos salários, pelos seus direitos, a jornada do passado dia 26 de Junho contra as medidas em curso do Governo, a iniciativa promovida pela Interjovem no passado dia 24 de Junho contra o desemprego nos jovens recém formados, constituem importantes momentos de luta dos trabalhadores e da sua central sindical, a CGTP», conclui a tomada de posição política da Direcção Nacional da JCP, sublinhando que neste quadro difícil, «a organização, intervenção e a luta dos jovens trabalhadores deve ser intensificada».
Durante o encontro, os jovens comunistas aprofundaram ainda aspectos relacionados com a intensa actividade de Verão por parte da JCP, das quais se destaca a realização de 17 festivais de bandas por todo o país - com a participação de mais de 4500 jovens e de cerca de duas centenas de bandas no apuramento para o palco Novos Valores na Festa do Avante! -, 11 acampamentos regionais, a preparação da Festa da Alegria nos dias 26 e 27 de Julho em Braga e da Festa do Avante! a 5, 6 e 7 de Setembro.
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Linhas: 20
«Via Verde para o Ensino Superior»
A Organização do Ensino Secundário de Castelo Branco da JCP iniciou, aquando do começo dos exames nacionais do 12.º ano, uma campanha contra o actual sistema de acesso ao Ensino Superior sob o lema «Via Verde para o Ensino Superior».
«Esta campanha, que tem como objectivo de contactar a mil estudantes que tentam atravessar neste momento mais um obstáculo nos seus estudos, e afirmar a opinião pública da JCP em relação aos exames nacionais e aos numerus clausus, tem sido bem recebida pelos estudantes», relatam os jovens comunistas de Castelo Branco.
Entretanto, o colectivo da JCP esteve reunido, sábado, no Centro de Trabalho da Covilhã, em plenário para discutir a situação da política educativa actual e para perspectivar a intervenção dos jovens comunistas junto dos estudantes e dos jovens.
No dia anterior, sob o lema «Afundar os Exames Nacionais», a Direcção do Ensino Secundário de Castelo Branco realizou, na Escola Secundária Frei Heitor Pinto, um Torneio de Basquetebol 3 x 3. Esta iniciativa inseriu-se na campanha de combate às crescentes barreiras eliminatórias que os sucessivos governos têm colocado os estudantes do ensino básico e secundário.
A Organização Regional do Porto da JCP realizou, sábado, na freguesia de Rio Mau, Penafiel, uma iniciativa de protesto contra a existência de um aterro sanitário inacabado e abandonado de forma irresponsável pela autarquia, que poluí gravemente aquele afluente do rio Douro, «contaminando um importante recurso natural da zona, arruinando terrenos de cultivo na linha deste afluente e excluindo a população de uma zona que anteriormente ao aterro, era de lazer». A JCP organizou ainda um acampamento de dois dias para testemunhar tal situação.
«Recentemente a Junta de Freguesia procedeu à venda deste terreno, em flagrante violação da lei dos baldios e contra a vontade da população que se manifestou num abaixo-assinado, subscrito por mais de metade do eleitorado», acusam. A autarquia tenta desresponsabilizar-se «desta situação vergonhosa, que constitui um atentado ambiental e numa postura anti-democrática inaceitável», denunciam os jovens comunistas do Porto.
A agravar a situação, refere a JCP, «acresce um depósito de pneus ilegais na mesma freguesia e uma lixeira que sofreu uma intervenção inacabada e que continua a verter lixos poluentes, facto testemunhado pelo antigo ministro José Socrates que nada resolveu».