Trabalhadores da PT vão hoje a São Bento

A OPA não é futuro

Perante a evolução da operação bolsista da Sonaecom, «torna-se ainda mais imperioso que o Governo intervenha em defesa do Grupo PT, dos consumidores e dos trabalhadores».

A PT deve ficar ao serviço do País e dos consumidores

A afirmação da Comissão de Trabalhadores foi feita após o grupo de Belmiro de Azevedo ter anunciado, na semana passada, a subida, de 9,50 para 10,50 euros, da contrapartida por acção da Portugal Telecom. A CT, em comunicado, veio reafirmar a exigência de uma intervenção do Governo, utilizando os poderes da participação especial (golden share) que o Estado detém no capital da PT para impedir a desblindagem dos estatutos da empresa (que hoje limitam ao máximo de dez por cento os votos dos accionistas).
A CT afirma esperar que o aumento da contrapartida por acção «não ponha em causa, no futuro próximo, os interesses de Portugal e dos portugueses, nomeadamente na perda de receita fiscal, no abandono da investigação e desenvolvimento (PT Inovação), na degradação da rede por falta de investimento, na falta de alicerces do Plano Tecnológico, na universalidade dos serviços». De outra forma, seria «uma subversão completa da proposta da Sonaecom e da Sonaecom BV e representaria uma inqualificável provocação para todos os trabalhadores que, no dia-a-dia, lado a lado dão um contributo decisivo para que o Grupo PT seja o maior e o melhor grupo empresarial em Portugal».
A Frente Comum (constituída pela CT e os sindicatos STPT, SNTCT, STT e Sinquadros) tem vindo a mobilizar os trabalhadores da PT para hoje, às 15 horas, se concentrarem junto à residência oficial do primeiro-ministro, para exigirem que José Sócrates se pronuncie sobre estas matérias.
«Os direitos dos trabalhadores activos, suspensos, pré-reformados, reformados e aposentados têm que ser garantidos, com a intervenção directa do primeiro-ministro», reclama-se no comunicado da CT.
A par do veto à alteração dos estatutos, são apontadas algumas medidas urgentes, tais como: garantir o fundeamento imediato dos Fundos de Pensões (mais de 1,6 mil milhões de euros); assegurar que os 600 milhões de euros da PT Prestações (pagamento dos cuidados de saúde dos trabalhadores aposentados e reformados) não vão ser desviados para pagar dívida; respeitar os contratos celebrados com os trabalhadores em suspensão de contrato e pré-reforma; preservar os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores.


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