Professores mantêm a luta contra o Estatuto
Na data da publicação do novo Estatuto da Carreira Docente (ECD), 19 de Janeiro, proclamada pela Fenprof como «o Dia Nacional de Luto dos Professores e Educadores Portugueses», quase 2200 docentes transbordaram as salas onde decorreu a primeira ronda de plenários promovida pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC/CGTP-IN), repudiaram o ECD e manifestaram-se dispostos a prosseguir a luta pela sua revogação.
Frente ao Governo Civil de Viseu, quase duzentos docentes desempregados e contratados a prazo manifestaram-se, dia 24, e efectuaram um plenário, no auditório Mirita Casimiro, onde aprovaram uma moção intitulada «Melhor educação exige mais professores e estabilidade profissional», posteriormente entregue na representação do Governo. Convocado pelo SPRC/CGTP-IN, o plenário elegeu uma comissão de luta para coordenar as próximas acções reivindicativas da classe.
No mesmo dia, o Ministério da Educação (ME) rejeitou o apelo feito por 15 mil professores, num abaixo-assinado da Fenprof que exigiu um novo concurso de colocações, de forma a reparar as irregularidades constatadas no ano passado.
Com as novas regras, o concurso passa a efectuar-se apenas de três em três anos e não anualmente, como até aqui, tornando impossível, durante o triénio, a reparação de falhas que sejam detectadas na colocação.
No concurso do ano passado, a Fenprof constatou «um anormal e extraordinário conjunto de irregularidades e ilegalidades, em resultado do desaparecimento massivo de vagas e colocações», considera-se no abaixo-assinado.
Das irregularidades constam colocações feitas por telefone, à margem do próprio concurso e o ME é acusado de não as ter detectado nem esclarecido estas situações.
Profissão desfigurada
Também a Plataforma de Sindicatos de Professores considerou que o novo ECD é «mais um passo no sentido da desfiguração da profissão, da desvalorização do acto de ensinar e da degradação da escola pública» e será «um instrumento de ataque aos docentes, que remeterá muitos milhares para o desemprego e para o regime de mobilidade especial, o quadro de supranumerários». A Plataforma apresentou uma queixa na Organização Internacional do Trabalho (OIT) contra o Governo português, por considerar que, nas negociações, foram desrespeitadas normas da Convenção n.º 151 da OIT.
Frente ao Governo Civil de Viseu, quase duzentos docentes desempregados e contratados a prazo manifestaram-se, dia 24, e efectuaram um plenário, no auditório Mirita Casimiro, onde aprovaram uma moção intitulada «Melhor educação exige mais professores e estabilidade profissional», posteriormente entregue na representação do Governo. Convocado pelo SPRC/CGTP-IN, o plenário elegeu uma comissão de luta para coordenar as próximas acções reivindicativas da classe.
No mesmo dia, o Ministério da Educação (ME) rejeitou o apelo feito por 15 mil professores, num abaixo-assinado da Fenprof que exigiu um novo concurso de colocações, de forma a reparar as irregularidades constatadas no ano passado.
Com as novas regras, o concurso passa a efectuar-se apenas de três em três anos e não anualmente, como até aqui, tornando impossível, durante o triénio, a reparação de falhas que sejam detectadas na colocação.
No concurso do ano passado, a Fenprof constatou «um anormal e extraordinário conjunto de irregularidades e ilegalidades, em resultado do desaparecimento massivo de vagas e colocações», considera-se no abaixo-assinado.
Das irregularidades constam colocações feitas por telefone, à margem do próprio concurso e o ME é acusado de não as ter detectado nem esclarecido estas situações.
Profissão desfigurada
Também a Plataforma de Sindicatos de Professores considerou que o novo ECD é «mais um passo no sentido da desfiguração da profissão, da desvalorização do acto de ensinar e da degradação da escola pública» e será «um instrumento de ataque aos docentes, que remeterá muitos milhares para o desemprego e para o regime de mobilidade especial, o quadro de supranumerários». A Plataforma apresentou uma queixa na Organização Internacional do Trabalho (OIT) contra o Governo português, por considerar que, nas negociações, foram desrespeitadas normas da Convenção n.º 151 da OIT.