ETA regressa aos atentados

Paz necessária

Após o atentado no aeroporto de Madrid, no sábado, 30, reivindicado pela ETA, o partido Batasuna considerou que o processo de paz é agora mais necessário que nunca».

Governo espanhol suspende quaisquer contactos com a ETA

Nove meses passados sobre a declaração unilateral de «cessar-fogo permanente», em Março de 2006, a ETA, organização armada independentista basca, reivindicou a explosão de uma carrinha estacionada no segundo piso do parque do novo terminal 4 do aeroporto de Madrid-Barajas.
O veículo, que havia sido roubado três dias antes, estava carregado com várias centenas de quilos de explosivos, cuja detonação, cerca das 9 horas da manhã, provocou a derrocada do edifício de cinco andares.
Tentando evitar vítimas humanas, a organização efectuou três telefonemas que permitiram às forças de segurança evacuar o local. Contudo, dois cidadãos equatorianos, que supostamente dormiam num automóvel estacionado no parque, foram dados como desaparecidos nos escombros. Dezanove outras pessoas sofreram ferimentos ligeiros.
Nove horas após o atentado, o presidente do governo espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, anunciou a suspensão do diálogo com a ETA, oficialmente aberto em 29 Junho passado. Enquanto a organização não demonstrar «uma vontade inequívoca de renunciar à violência não haverá diálogo», declarou Zapatero.

Vontade clara

No mesmo dia, o partido independentista Batasuna manifestou a sua vontade «clara e inequívoca» de levar o processo até ao fim, embora, advertiu, o esforço de só uma das partes «não é suficiente».
Para Pernando Barrena, dirigente do Batasuna, é urgente que o PSOE dê passos no processo político, começando pelo respeito e igualdade de condições para a esquerda independentista.
Barrena considerou que «hoje em dia dificilmente se pode falar em processo de resolução», definindo a actual situação como «um processo de imposição». A este propósito, lembrou que no País Basco, continua-se a proibir e reprimir manifestações e mantêm-se encerradas sedes políticas.
Com esta actuação, as autoridades espanholas pretendem «condicionar em permanência uma das partes, negando assim o debate político necessário». «Depois deste triste balanço», Barrena considerou que a situação é «lamentável», imputando as responsabilidades ao governo espanhol e ao PSOE.


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