Há discriminação em Aveiro
A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da União dos Sindicatos de Aveiro efectuou, entre o início de Novembro e 15 de Dezembro, uma campanha contra a discriminação de género, nos sectores da cortiça e do calçado, sob o lema «discriminação entre mulheres e homens, não!».
A acção recolheu 5 mil assinaturas para um abaixo-assinado reivindicativo, afixaram-se cartazes e faixas pelo distrito contra a discriminação e fizeram-se bancas de rua.
A campanha terminou com uma iniciativa pública, dia 15, no Largo Dr. Jaime Magalhães, junto à Biblioteca Municipal de Aveiro.
Na cortiça, «a diferença salarial é de 99 euros por mês que equivalem a um quinto do salário», que é de apenas 500 euros. Neste sector, «um jovem rapaz de 18 anos é admitido com um salário de 485 euros, enquanto uma jovem na mesma situação recebe 396,35 euros», resultando uma diferença de 90 euros.
No calçado, a maior parte das mulheres são operadoras de costura de 2.ª classe e auferem de 425 euros por mês. Os homens costumam ter a categoria de operadores de corte ou montagem e ganham 490 euros, apesar de a união sindical ter constatado que muitas das tarefas destinadas aos homens são desempenhadas por operadoras de costura, enquanto o contrário não acontece.
As mulheres são mais exploradas
Além da remuneração, a diferença acaba por se reflectir em todas as prestações sociais, sejam de maternidade, doença, subsídio de desemprego e até pensões de reforma.
A análise da união sindical ao sector também evidenciou que são as mulheres que mais acompanham os filhos na doença e são também as principais vítimas do desemprego. Em Outubro, representavam 63 por cento dos desempregados no distrito de Aveiro.
Ao salientar que este é um problema bem mais vasto do que apenas nestes sectores, a Comissão para a Igualdade salienta que é o País que perde. Por este motivo, a estrutura distrital da CGTP-IN garante que «a luta vai ter de continuar» e solicitou audiências com os grupos parlamentares, associações patronais e o Governo Civil, para que se discutam estas matérias e se acabe com a desigualdade.
A acção recolheu 5 mil assinaturas para um abaixo-assinado reivindicativo, afixaram-se cartazes e faixas pelo distrito contra a discriminação e fizeram-se bancas de rua.
A campanha terminou com uma iniciativa pública, dia 15, no Largo Dr. Jaime Magalhães, junto à Biblioteca Municipal de Aveiro.
Na cortiça, «a diferença salarial é de 99 euros por mês que equivalem a um quinto do salário», que é de apenas 500 euros. Neste sector, «um jovem rapaz de 18 anos é admitido com um salário de 485 euros, enquanto uma jovem na mesma situação recebe 396,35 euros», resultando uma diferença de 90 euros.
No calçado, a maior parte das mulheres são operadoras de costura de 2.ª classe e auferem de 425 euros por mês. Os homens costumam ter a categoria de operadores de corte ou montagem e ganham 490 euros, apesar de a união sindical ter constatado que muitas das tarefas destinadas aos homens são desempenhadas por operadoras de costura, enquanto o contrário não acontece.
As mulheres são mais exploradas
Além da remuneração, a diferença acaba por se reflectir em todas as prestações sociais, sejam de maternidade, doença, subsídio de desemprego e até pensões de reforma.
A análise da união sindical ao sector também evidenciou que são as mulheres que mais acompanham os filhos na doença e são também as principais vítimas do desemprego. Em Outubro, representavam 63 por cento dos desempregados no distrito de Aveiro.
Ao salientar que este é um problema bem mais vasto do que apenas nestes sectores, a Comissão para a Igualdade salienta que é o País que perde. Por este motivo, a estrutura distrital da CGTP-IN garante que «a luta vai ter de continuar» e solicitou audiências com os grupos parlamentares, associações patronais e o Governo Civil, para que se discutam estas matérias e se acabe com a desigualdade.