Direita avança na Bélgica
A menos de um ano das eleições legislativas, a extrema direita ganha terreno na Bélgica. Nas eleições locais realizadas no passado domingo, o partido flamengo Vlaams Belang (VB- Interesse Flamengo) registou avanços em quase todos os 308 conselhos municipais da Flandres.
Apesar do VB não ter conseguido derrotar o Partido Socialista em Antuérpia, a segunda cidade do país, os extremistas conseguiram subir entre seis e oito por cento a votação em toda a Flandres, em relação às autárquicas de 2000.
Na capital flamenga, o VB conquistou 32,7 por cento dos votos, enquanto a coligação Spa-Spirit, no poder, alcançou 35,6 por cento. Sem maioria absoluta, a Spa-Spirit, de Patrick Janssens, vai agora negociar com os restantes partidos com assento nos concelhos municipais, cumprindo o entendimento prévio estabelecido de nenhum partido fazer alianças com o VB.
O grande derrotado de domingo foi o partido Liberal-Democrata flamengo do primeiro-ministro Guy Verhofstadt. Quanto ao Partido Socialista (PS) valão – parceiro dos liberais-democratas flamengos no Governo federal e recentemente abalado por escândalos de corrupção – conseguiu manter a sua votação, com destaque para a região de Bruxelas, onde foi o grande vencedor.
Na Valónia, a região francófona do país, a presidente do Centro Democrático Humanista (CDH), Joelle Milquet, congratulou-se pelos progressos do seu partido, no que foi seguida pelo PS que também reivindicou ganhos no escrutínio, segundo a Lusa.
Tendo em vista as legislativas de 2007, a principal preocupação da generalidade dos partidos belgas é evitar extrapolações do resultado das eleições locais para a realidade nacional, numa tentativa de esvaziar a capacidade de atracção da extrema-direita flamenga, que chegou mesmo a defender a independência da Flandres.
Às eleições autárquicas belgas candidataram-se 11 portugueses e uma luso-descendente.
Estas foram as primeiras eleições em que votaram estrangeiros oriundos de países fora da União Europeia.
Apesar do VB não ter conseguido derrotar o Partido Socialista em Antuérpia, a segunda cidade do país, os extremistas conseguiram subir entre seis e oito por cento a votação em toda a Flandres, em relação às autárquicas de 2000.
Na capital flamenga, o VB conquistou 32,7 por cento dos votos, enquanto a coligação Spa-Spirit, no poder, alcançou 35,6 por cento. Sem maioria absoluta, a Spa-Spirit, de Patrick Janssens, vai agora negociar com os restantes partidos com assento nos concelhos municipais, cumprindo o entendimento prévio estabelecido de nenhum partido fazer alianças com o VB.
O grande derrotado de domingo foi o partido Liberal-Democrata flamengo do primeiro-ministro Guy Verhofstadt. Quanto ao Partido Socialista (PS) valão – parceiro dos liberais-democratas flamengos no Governo federal e recentemente abalado por escândalos de corrupção – conseguiu manter a sua votação, com destaque para a região de Bruxelas, onde foi o grande vencedor.
Na Valónia, a região francófona do país, a presidente do Centro Democrático Humanista (CDH), Joelle Milquet, congratulou-se pelos progressos do seu partido, no que foi seguida pelo PS que também reivindicou ganhos no escrutínio, segundo a Lusa.
Tendo em vista as legislativas de 2007, a principal preocupação da generalidade dos partidos belgas é evitar extrapolações do resultado das eleições locais para a realidade nacional, numa tentativa de esvaziar a capacidade de atracção da extrema-direita flamenga, que chegou mesmo a defender a independência da Flandres.
Às eleições autárquicas belgas candidataram-se 11 portugueses e uma luso-descendente.
Estas foram as primeiras eleições em que votaram estrangeiros oriundos de países fora da União Europeia.