Protesto geral a 12 de Outubro
A CGTP-IN convocou para o próximo dia 12 de Outubro, em Lisboa, uma grande concentração e manifestação. É um protesto geral onde os trabalhadores vão exigir nas ruas a mudança de políticas do Governo.
Há muitas razões para o protesto dos trabalhadores
O anúncio desta jornada de luta foi feito, segunda-feira, em conferência de imprensa, após reunião da Comissão Executiva da CGTP-IN que concluiu pela existência de muitas e fundadas razões para que os trabalhadores de todos os sectores expressem o seu descontentamento pelo curso das políticas seguidas pelo Governo e pelos patrões e exijam, simultaneamente, uma profunda mudança das orientações para o país.
«Vamos ter certamente um grande protesto global e nacional em Outubro porque os portugueses querem mostrar que não aceitam as políticas que estão a ser seguidas», afirmou Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da central sindical.
A possibilidade de uma grande acção de protesto para Outubro fora discutida e aprovada na Assembleia Sindical realizada a 12 de Julho, no Coliseu dos Recreios, que contou com a participação de cerca de 2.500 dirigentes e activistas sindicais.
Aos jornalistas foram adiantadas por Carvalho da Silva «quatro razões fundamentais» para esta que será seguramente uma grande jornada de luta e protesto. São elas, especificou, «a situação que se vive na segurança social; a situação do desemprego e a fragilidade das políticas de emprego; as reformas da administração pública; e a exigência premente de uma melhoria dos salários dos trabalhadores portugueses».
Denunciada pela central sindical foi ainda o que considerou ser a «hipocrisia de se continuar a associar as dificuldades da economia e em particular da competitividade da economia portuguesa a hipotéticos excessos de direitos dos trabalhadores, ou a excessos de legislação de trabalho, ou a excessos de salários, ou ainda de uma legislação laboral, quer portuguesa, quer europeia, rígida».
«Isto é um exercício de hipocrisia e as evidência estão aí», acusou Carvalho da Silva, observando que «não foi pelos salários elevados, nem por falta de produtividade, nem por rigidez de legislação que a OPEL se deslocalizou de Portugal».
A CGTP entende, por isso, face à situação social e económica que o País vive, que é necessário valorizar o sector produtivo e o factor trabalho, «aumentar a qualificação dos trabalhadores e combater a economia clandestina». Tal como é importante, acrescenta, «valorizar a negociação colectiva, o trabalho e o diálogo social», bem como, noutro plano, a adopção de «medidas para uma administração pública eficiente e serviços públicos de qualidade».
Subir o salário mínimo
O aumento do Salário Mínimo Nacional dos actuais 385,9 euros para 410 euros constitui uma exigência da CGTP-IN, que defende que este valor passe a ser actualizado em Setembro, associado a uma estratégia global de negociação salarial.
Garantir que o salário mínimo seja de 500 euros em 2010 é outra das metas de que a central sindical não abdica, objectivo reiterado pela sua Comissão Executiva na reunião de segunda-feira.
«Vamos ter certamente um grande protesto global e nacional em Outubro porque os portugueses querem mostrar que não aceitam as políticas que estão a ser seguidas», afirmou Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da central sindical.
A possibilidade de uma grande acção de protesto para Outubro fora discutida e aprovada na Assembleia Sindical realizada a 12 de Julho, no Coliseu dos Recreios, que contou com a participação de cerca de 2.500 dirigentes e activistas sindicais.
Aos jornalistas foram adiantadas por Carvalho da Silva «quatro razões fundamentais» para esta que será seguramente uma grande jornada de luta e protesto. São elas, especificou, «a situação que se vive na segurança social; a situação do desemprego e a fragilidade das políticas de emprego; as reformas da administração pública; e a exigência premente de uma melhoria dos salários dos trabalhadores portugueses».
Denunciada pela central sindical foi ainda o que considerou ser a «hipocrisia de se continuar a associar as dificuldades da economia e em particular da competitividade da economia portuguesa a hipotéticos excessos de direitos dos trabalhadores, ou a excessos de legislação de trabalho, ou a excessos de salários, ou ainda de uma legislação laboral, quer portuguesa, quer europeia, rígida».
«Isto é um exercício de hipocrisia e as evidência estão aí», acusou Carvalho da Silva, observando que «não foi pelos salários elevados, nem por falta de produtividade, nem por rigidez de legislação que a OPEL se deslocalizou de Portugal».
A CGTP entende, por isso, face à situação social e económica que o País vive, que é necessário valorizar o sector produtivo e o factor trabalho, «aumentar a qualificação dos trabalhadores e combater a economia clandestina». Tal como é importante, acrescenta, «valorizar a negociação colectiva, o trabalho e o diálogo social», bem como, noutro plano, a adopção de «medidas para uma administração pública eficiente e serviços públicos de qualidade».
Subir o salário mínimo
O aumento do Salário Mínimo Nacional dos actuais 385,9 euros para 410 euros constitui uma exigência da CGTP-IN, que defende que este valor passe a ser actualizado em Setembro, associado a uma estratégia global de negociação salarial.
Garantir que o salário mínimo seja de 500 euros em 2010 é outra das metas de que a central sindical não abdica, objectivo reiterado pela sua Comissão Executiva na reunião de segunda-feira.