Comunistas da banca e dos seguros apelam à luta

Combater a escravatura

Construir a unidade, lutar e escolher estruturas sindicais de classe é a melhor forma de os trabalhadores se salvaguardarem, consideram os comunistas de Coimbra do sector.

Na banca é frequente obrigar ao cumprimento de trabalho extraordinário não pago

Confrontados com os resultados revelados, relativos aos lucros da banca, durante este ano, as células dos trabalhadores dos seguros e bancários de Coimbra do PCP alertam, através de um comunicado intitulado «Não à escravatura!», para o facto de, actualmente, a banca e as seguradoras trabalharem com metade do quadro de efectivos que tinham há poucos anos atrás, obrigando os funcionários a ritmos de trabalho desenfreados.
As células do PCP consideram que boa parte desses lucros assentam numa «exploração desenfreada» dos trabalhadores, que também são constantemente obrigados a cumprir períodos de trabalho extraordinário, sem qualquer tipo de remuneração.
Ao lembrar que os trabalhadores podem sempre contar com o PCP, o documento denuncia mais alguns dos motivos para os avultados resultados obtidos pela banca, nomeadamente os «despedimentos mascarados, as rescisões e reformas antecipadas forçadas, a insegurança no posto de trabalho, a coacção, o assédio e a sucessiva precarização, principalmente do trabalho jovem».
Sobre os jovens trabalhadores do sector, salienta-se que lhes são lançadas ilusões e criadas expectativas quanto ao seu futuro e à sua segurança profissional, a fim de lhes impor «ritmos de trabalho alucinantes, ao mesmo tempo que surgem ameaças a delegados sindicais e a trabalhadores que questionam o abuso de poder e o incumprimento da lei laboral».
O documento destaca situações em que os salários são reduzidos, quando não são cumpridos os objectivos impostos na venda de produtos comerciais – seguros, pratas, aplicações financeiras e outros – que, acusam os trabalhadores comunistas, são, muitas vezes, produtos inadequados ou desnecessários para os clientes de baixos recursos que, desta forma, são incentivados a endividarem-se.

O crime compensa

Para os trabalhadores comunistas da banca e dos seguros, de Coimbra, o Governo PS, como outros, pactua com os banqueiros, nada faz para corrigir abusos, não fiscaliza e, quando raramente o faz, aplica multas completamente irrisórias, demonstrando a administradores e gestores que «o crime compensa».
Nas seguradoras, as empresas tentam poupar nas despesas com sinistros, diminuindo os custos. As células do PCP consideram que a medida até seria normal se, a ela, não estivesse quase sempre associado o «incumprimento da lei», através da quase obrigatoriedade de os segurados colocarem os veículos danificados em oficinas protocoladas.


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