Governo veta fusão nas auto-estradas
O governo italiano rejeitou, no sábado, dia 5, a tomada de controlo do concessionário nacional de auto-estradas Autostrade pelo homólogo espanhol Abertis, fusão que daria origem ao maior grupo mundial do sector.
Em carta conjunta, dirigida à autoridade nacional das auto-estradas, o ministro italiano das Finanças, Tommaso Padoa-Schioppa, e o seu colega das Infra-estruturas, Antonio Di Pietro, sublinham que a operação implicaria tais alterações no controlo, estrutura financeira e interesses estratégicos da Autostrade – com consequências negativas em termos dos investimentos, da qualidade e segurança da rede italiana de auto-estradas - que colocaria em causa o «interesse público».
Os dois ministros consideram que a fusão contraria a lei de 1997 sobre a concessão e privatização das auto-estradas, designadamente em matéria de conflitos de interesses entre a gestão da rede e as empresas de construção, notando que um dos dois accionistas de referência da Abertis é a empresa de obras públicas ACS.
Já com o aval dos accionistas dos dois grupos, o novo gigante seria detido em 24,9 por cento pela holding da família Benetton, e 24,2 por cento pela Caixa e ACS. Com sede em Barcelona, o novo grupo teria uma capitalização bolsista de 35 mil milhões de euros, empregando cerca de 17 mil trabalhadores em mais de 6 700 quilómetros de autoestradas.
Os sindicatos italianos congratularam-se com o veto governamental, apesar de responsáveis espanhóis da Abertis terem declarado que o projecto de fusão irá prosseguir.
Em carta conjunta, dirigida à autoridade nacional das auto-estradas, o ministro italiano das Finanças, Tommaso Padoa-Schioppa, e o seu colega das Infra-estruturas, Antonio Di Pietro, sublinham que a operação implicaria tais alterações no controlo, estrutura financeira e interesses estratégicos da Autostrade – com consequências negativas em termos dos investimentos, da qualidade e segurança da rede italiana de auto-estradas - que colocaria em causa o «interesse público».
Os dois ministros consideram que a fusão contraria a lei de 1997 sobre a concessão e privatização das auto-estradas, designadamente em matéria de conflitos de interesses entre a gestão da rede e as empresas de construção, notando que um dos dois accionistas de referência da Abertis é a empresa de obras públicas ACS.
Já com o aval dos accionistas dos dois grupos, o novo gigante seria detido em 24,9 por cento pela holding da família Benetton, e 24,2 por cento pela Caixa e ACS. Com sede em Barcelona, o novo grupo teria uma capitalização bolsista de 35 mil milhões de euros, empregando cerca de 17 mil trabalhadores em mais de 6 700 quilómetros de autoestradas.
Os sindicatos italianos congratularam-se com o veto governamental, apesar de responsáveis espanhóis da Abertis terem declarado que o projecto de fusão irá prosseguir.