Maio grande nas ruas
Às dificuldades agravadas pelas políticas de direita, muitas dezenas de milhares de trabalhadores responderam com uma forte e vibrante participação nas comemorações do Dia Mundial do Trabalhador. A determinação de prosseguir a luta por uma nova política ganhará especial relevo na manifestação nacional da Administração Pública, marcada para dia 19, e deverá convergir numa próxima jornada da CGTP-IN.
A luta dos trabalhadores deverá convergir para uma jornada comum nacional
Em Lisboa, no Porto e em todos os distritos e regiões autónomas, o 1.º de Maio trouxe para as ruas os justos protestos e reivindicações de quem vive do seu trabalho. Nas intervenções sindicais, nas palavras de ordem gritadas, nas faixas e cartazes exibidos, os trabalhadores apontaram o desemprego, a precariedade do emprego, os baixos salários e as cada vez mais gordas fortunas, a destruição do aparelho produtivo e a «reestruturação» que visa privatizar ainda mais sectores da Administração Pública, a defesa de direitos conquistados e sob graves ameaças, as promessas que Sócrates e o PS fizeram antes das eleições e que são contrariadas pela prática do actual Governo.
Na manifestação de Lisboa, que começou no Estádio 1.º de Maio e terminou na Alameda da Cidade Universitária, as notícias chegaram a referir 70 mil participantes, citando uma última informação da Polícia, que ao princípio da tarde terá avançado com um cálculo de 30 mil pessoas. Na capital, mesmo sem «contagens», muitos manifestantes comentavam que este 1.º de Maio terá sido um dos que contaram com maior participação, nos anos mais recentes.
As comemorações promovidas pela CGTP-IN – nas quais a central evocou os operários de Chicago, reprimidos em 1886, há 120 anos, quando reivindicavam a jornada de trabalho de 8 horas – tiveram lugar por todo o País, sob o lema «Dignidade no Trabalho, Emprego, Salários e Direitos», com manifestações, desfiles, convívios e provas desportivas, designadamente, no Porto, Setúbal, Aveiro, Beja, Guimarães, Castelo Branco, Covilhã, Tortosendo, Coimbra, Évora, Vendas Novas, Montemor-o-Novo, Faro, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Sines, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Viana do Castelo, Caminha, Vila Real, Régua, Chaves, Viseu, Mangualde, Lamego, Funchal, Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada.
Lutar
vale a pena
A par das críticas ao Governo e à sua política – com ênfase especial, na intervenção de Carvalho da Silva, em Lisboa, para o combate à precariedade de emprego e à ideia de esta seria uma situação inevitável, sobretudo entre os jovens –, a mensagem da CGTP-IN valorizou a importância da luta dos trabalhadores.
Uma das palavras de ordem mais repetidas, nas quase duas horas de desfile em Lisboa, salientava que «quem luta sempre alcança, queremos a mudança»
Refere a resolução sindical, lida no final do comício, na Cidade Universitária, que «a luta dos trabalhadores e dos seus sindicatos tem sido determinante para impedir um ainda maior agravamento das condições de vida e de trabalho e o agudizar dos problemas do País». Daí a afirmação de que «Maio está na rua, a luta continua», repetida por milhares e milhares de vozes.
Na resolução, são sintetizados os objectivos deste combate: contra o encerramento de empresas e mais despedimentos; contra a carestia de vida, pela melhoria dos salários e um salário mínimo nacional de 500 euros; pela contratação colectiva e os direitos contratuais; pela revogação das normas gravosas do Código do Trabalho e respectiva Regulamentação; pelo emprego com direitos e contra a precariedade; contra os ataques aos sistemas públicos de Segurança Social, Saúde e Ensino; pelo acesso à Justiça; por uma Administração Pública que respeite os direitos e dignifique os seus trabalhadores, servindo com eficácia os portugueses.
Para as iniciativas a desenvolver, seja nas empresas e serviços, seja nas regiões e a nível nacional, a CGTP-IN reafirmou o empenhamento em «reforçar os laços de solidariedade entre os diversos sectores de actividade, numa acção que conjugue e faça convergir as principais reivindicações dos trabalhadores do sector público e do privado».
Na manifestação de Lisboa, que começou no Estádio 1.º de Maio e terminou na Alameda da Cidade Universitária, as notícias chegaram a referir 70 mil participantes, citando uma última informação da Polícia, que ao princípio da tarde terá avançado com um cálculo de 30 mil pessoas. Na capital, mesmo sem «contagens», muitos manifestantes comentavam que este 1.º de Maio terá sido um dos que contaram com maior participação, nos anos mais recentes.
As comemorações promovidas pela CGTP-IN – nas quais a central evocou os operários de Chicago, reprimidos em 1886, há 120 anos, quando reivindicavam a jornada de trabalho de 8 horas – tiveram lugar por todo o País, sob o lema «Dignidade no Trabalho, Emprego, Salários e Direitos», com manifestações, desfiles, convívios e provas desportivas, designadamente, no Porto, Setúbal, Aveiro, Beja, Guimarães, Castelo Branco, Covilhã, Tortosendo, Coimbra, Évora, Vendas Novas, Montemor-o-Novo, Faro, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Sines, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Viana do Castelo, Caminha, Vila Real, Régua, Chaves, Viseu, Mangualde, Lamego, Funchal, Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada.
Lutar
vale a pena
A par das críticas ao Governo e à sua política – com ênfase especial, na intervenção de Carvalho da Silva, em Lisboa, para o combate à precariedade de emprego e à ideia de esta seria uma situação inevitável, sobretudo entre os jovens –, a mensagem da CGTP-IN valorizou a importância da luta dos trabalhadores.
Uma das palavras de ordem mais repetidas, nas quase duas horas de desfile em Lisboa, salientava que «quem luta sempre alcança, queremos a mudança»
Refere a resolução sindical, lida no final do comício, na Cidade Universitária, que «a luta dos trabalhadores e dos seus sindicatos tem sido determinante para impedir um ainda maior agravamento das condições de vida e de trabalho e o agudizar dos problemas do País». Daí a afirmação de que «Maio está na rua, a luta continua», repetida por milhares e milhares de vozes.
Na resolução, são sintetizados os objectivos deste combate: contra o encerramento de empresas e mais despedimentos; contra a carestia de vida, pela melhoria dos salários e um salário mínimo nacional de 500 euros; pela contratação colectiva e os direitos contratuais; pela revogação das normas gravosas do Código do Trabalho e respectiva Regulamentação; pelo emprego com direitos e contra a precariedade; contra os ataques aos sistemas públicos de Segurança Social, Saúde e Ensino; pelo acesso à Justiça; por uma Administração Pública que respeite os direitos e dignifique os seus trabalhadores, servindo com eficácia os portugueses.
Para as iniciativas a desenvolver, seja nas empresas e serviços, seja nas regiões e a nível nacional, a CGTP-IN reafirmou o empenhamento em «reforçar os laços de solidariedade entre os diversos sectores de actividade, numa acção que conjugue e faça convergir as principais reivindicações dos trabalhadores do sector público e do privado».