Escândalo financeiro abala sindicato
O presidente da Federação Austríaca de Sindicatos foi forçado a demitir-se, no passado dia 27 de Março, sob pressão da base sindical, por ter hipotecado o fundo de greve em operações financeiras.
Fritz Verzetnitsch, que dirigia a federação sindical há 19 anos, terá autorizado a utilização indevida do referido fundo (reservado exclusivamente para o financiamento de conflitos sociais e cujo montante nunca foi revelado) para salvar da falência o banco dos sindicatos.
O BAWAG foi criado em 1947 para gerir os fundos sindicais mas, com o passar dos tempos, transformou-se numa instituição comercial de crédito igual a tantas outras. Entre 1995 e 2000, na sequência de arriscadas especulações financeiras, acumulou perdas de mil milhões de euros.
À beira da falência, o banco voltou-se para a federação sindical, o seu principal accionista, e obteve, no maior dos segredos, autorização para empenhar o fundo de greve como garantia dos prejuízos.
Devido à ligação histórica da Federação dos Sindicatos com o Partido Social-Democrata, o escândalo está a ter repercussões que vão muito para além da esfera sindical.
A seis meses das eleições legislativas, o governo conservador aproveitou as circunstâncias para pôr em causa a competência de gestão dos sociais-democratas. E o facto é que as sondagens, até aqui favoráveis a estes, dão agora vantagem ao ÖVP, o partido do chanceler Wolfgang Schüssel.
Os sociais-democratas recolhem 39 por cento das intenções de voto, atrás dos conservadores com 40 por cento. Seguem-se os Verdes com dez por cento, a extrema-direita (FPÖ) com nove por cento e o BZÖ (actual partido de Jörg Haider) com apenas dois por cento.
Para Fritz Verzetnitsch, este episódio poderá significar o fim de uma promissora carreira. Na qualidade de presidente de uma Federação que conta 1,4 milhões de associados num país com oito milhões de habitantes, era até ao momento uma figura de proa da política austríaca.
Visto como um homem dado ao compromisso, o seu nome tinha sido indicado várias vezes para o lugar de vice-chanceler, no caso de uma eventual «grande coligação» entre os sociais-democratas e os conservadores.
Agora o seu futuro ficou ensombrado. É que, para além de abandonar a Federação, Verzetnitsch viu-se obrigado igualmente a abdicar do seu mandato de deputado social-democrata, afastando-se para já dos holofotes da política.
Fritz Verzetnitsch, que dirigia a federação sindical há 19 anos, terá autorizado a utilização indevida do referido fundo (reservado exclusivamente para o financiamento de conflitos sociais e cujo montante nunca foi revelado) para salvar da falência o banco dos sindicatos.
O BAWAG foi criado em 1947 para gerir os fundos sindicais mas, com o passar dos tempos, transformou-se numa instituição comercial de crédito igual a tantas outras. Entre 1995 e 2000, na sequência de arriscadas especulações financeiras, acumulou perdas de mil milhões de euros.
À beira da falência, o banco voltou-se para a federação sindical, o seu principal accionista, e obteve, no maior dos segredos, autorização para empenhar o fundo de greve como garantia dos prejuízos.
Devido à ligação histórica da Federação dos Sindicatos com o Partido Social-Democrata, o escândalo está a ter repercussões que vão muito para além da esfera sindical.
A seis meses das eleições legislativas, o governo conservador aproveitou as circunstâncias para pôr em causa a competência de gestão dos sociais-democratas. E o facto é que as sondagens, até aqui favoráveis a estes, dão agora vantagem ao ÖVP, o partido do chanceler Wolfgang Schüssel.
Os sociais-democratas recolhem 39 por cento das intenções de voto, atrás dos conservadores com 40 por cento. Seguem-se os Verdes com dez por cento, a extrema-direita (FPÖ) com nove por cento e o BZÖ (actual partido de Jörg Haider) com apenas dois por cento.
Para Fritz Verzetnitsch, este episódio poderá significar o fim de uma promissora carreira. Na qualidade de presidente de uma Federação que conta 1,4 milhões de associados num país com oito milhões de habitantes, era até ao momento uma figura de proa da política austríaca.
Visto como um homem dado ao compromisso, o seu nome tinha sido indicado várias vezes para o lugar de vice-chanceler, no caso de uma eventual «grande coligação» entre os sociais-democratas e os conservadores.
Agora o seu futuro ficou ensombrado. É que, para além de abandonar a Federação, Verzetnitsch viu-se obrigado igualmente a abdicar do seu mandato de deputado social-democrata, afastando-se para já dos holofotes da política.