Mulheres «sem-terra» ocupam propriedade rural
Cerca de duas mil mulheres da organização internacional Via Campesina ocuparam uma propriedade de um dos maiores fabricantes de papel do Brasil, no Estado do Rio Grande do Sul. A propriedade Barba Negra, localizada numa região fronteiriça entre o Brasil, Argentina e Uruguai, é um das principais unidades de produção da Aracruz Celulose.
A acção do movimento, que representa trabalhadores «sem-terra» em 56 países, foi realizada apenas por mulheres no quadro das comemorações do Dia Internacional da Mulher.
«Neste 8 de Março solidarizamo-nos com as mulheres camponesas e trabalhadoras urbanas de todo o mundo, que sofrem as várias formas de violência imposta por esta sociedade capitalista e patriarcal», refere o grupo em comunicado.
A ocupação ocorre durante a II Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural da FA, que decorre em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, com a presença de representantes de 80 países.
A ocupação da propriedade é ainda uma forma de a Via Campesina se manifestar contra «os desertos verdes, as enormes plantações de eucalipto para produção de celulose, que cobrem milhões de hectares na América Latina».
A Via Campesina salienta ainda que as plantações de eucalipto criam apenas um emprego em cada 185 hectares plantados, enquanto as pequenas propriedades criam um emprego por hectare.
A acção do movimento, que representa trabalhadores «sem-terra» em 56 países, foi realizada apenas por mulheres no quadro das comemorações do Dia Internacional da Mulher.
«Neste 8 de Março solidarizamo-nos com as mulheres camponesas e trabalhadoras urbanas de todo o mundo, que sofrem as várias formas de violência imposta por esta sociedade capitalista e patriarcal», refere o grupo em comunicado.
A ocupação ocorre durante a II Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural da FA, que decorre em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, com a presença de representantes de 80 países.
A ocupação da propriedade é ainda uma forma de a Via Campesina se manifestar contra «os desertos verdes, as enormes plantações de eucalipto para produção de celulose, que cobrem milhões de hectares na América Latina».
A Via Campesina salienta ainda que as plantações de eucalipto criam apenas um emprego em cada 185 hectares plantados, enquanto as pequenas propriedades criam um emprego por hectare.