Devido a cartaz sobre 25 de Abril

Protestos contra expulsões de colégio em Braga

A expulsão de três alunos do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, é contestado pela JCP e pelo Grupo Parlamentar comunista. Um cartaz sobre o 25 de Abril motivou o caso.

Agostinho Lopes questiona sobre as ajudas financeiras dadas ao colégio

Três estudantes do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, foram expulsos da instituição no início de Fevereiro por colocarem um cartaz sobre o 25 de Abril num placard. O cartaz – assinado por 40 alunos – foi arrancado pela direcção da escola e levou ao início de processos disciplinares de cinco alunos, três deles suspensos por três dias. «Os alunos têm o direito de dizer o que pensam, a ter uma educação liberal, a fazer greves» lia-se no cartaz.
A direcção da escola explica que castigou apenas cinco dos 40 alunos envolvidos dizendo que apenas aquelas assinaturas eram reconhecíveis. Os três estudantes foram expulsos sem qualquer notificação ou conhecimento por escrito dos encarregados de educação.
A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) reconheceu «alguns erros em todo o processo», nomeadamente a inexistência de um «documento para proceder à transferência de escola».
A Comissão Regional de Braga da JCP está solidária com os alunos expulsos e com todos os atingidos. «Quem deve ser punido é a direcção da escola, e não os alunos. Exigimos a reintegração imediata dos estudantes visados», afirma.
«Estes acontecimentos constituem um atropelo extremamente grave à liberdade de expressão e manifestação, conquistadas com a revolução de Abril. Não conseguimos compreender esta postura, que revela por si só uma concepção democrática extremamente dúbia. Estranhamos ainda a posição da DREN, que exclusivamente questiona os procedimentos formais de todo o processo», comentam os jovens comunistas.
A JCP apela às entidades competentes para que apurem as responsabilidades do caso. Para a organização, a DREN deve assumir uma posição enérgica contra esta decisão, de forma a «evitar a arbitrariedade mais que evidente com que a direcção do colégio tratou esta questão».
Entretanto, o deputado do PCP eleito por Braga, Agostinho Lopes, apresentou na Assembleia da República um requerimento pedindo ao Ministério da Educação que explique que avaliação faz «de uma situação que tão gravemente ofende a liberdade e a democracia, com a agravante de acontecer num estabelecimento de ensino, que por ser privado, não está à margem dos princípios e leis que regem a sociedade portuguesa».
Agostinho Lopes questiona o Governo sobre o comportamento da DREN e requer informações sobre as medidas tomadas e as ajudas financeiras dadas pelo Estado ao Colégio D. Diogo de Sousa nos últimos 20 anos.


Mais artigos de: Juventude

JCP cresce no trabalho

Apesar da supressão de direitos com a cumplicidade do Governo, a luta dos jovens trabalhadores comunistas está a dar frutos. Nos locais de trabalho cresce a influência da JCP.

Pais e professores contra encerramento de escolas

O Sindicato dos Professores da Região Centro acusa a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) de se preparar para «agir à margem da lei e infringir gravemente a Constituição», encerrando mais escolas e alterando a tipologia de muitas outras.O documento que contém os princípios, as metodologias e o calendário para o...

Encontro reúne jovens comunistas de Évora

O Centro Polivalente de Vendas Novas recebeu o 8.º Encontro Regional de Évora da JCP, que se realizou no dia 19, com a participação de dezenas de jovens. «Organizar para intervir nas escolas, no trabalho e nas ruas» foi o lema que transversalmente ocupou os trabalhos da iniciativa. Durante o encontro foram aprovadas duas...

250 dançam em Grândola

No âmbito da campanha de recolha de fundos para o 8.º Congresso da JCP, o colectivo de Grândola promoveu um baile em Melides no dia 17. Num armazém que os jovens militantes arranjaram e decoraram para a iniciativa, a animação começou mesmo antes da hora marcada para início. Aos poucos o espaço foi-se enchendo de jovens –...

<em>O Proletário</em> está na rua

A Organização dos Jovens Trabalhadores da JCP lançou o terceiro número do seu boletim, O Proletário. O boletim aborda os colectivos de empresa – apontada como «a mais importante organização de base dos jovens trabalhadores» – e o 8.º Congresso da JCP.O sindicalismo de classe é desenvolvido noutro artigo, assumindo o...