JCP cresce no trabalho
Apesar da supressão de direitos com a cumplicidade do Governo, a luta dos jovens trabalhadores comunistas está a dar frutos. Nos locais de trabalho cresce a influência da JCP.
Cada vez mais jovens procuram fazer valer os seus direitos lutando com a JCP
O Encontro Nacional decorreu sábado, em Lisboa, no âmbito da preparação do 8.º Congresso da Juventude Comunista Portuguesa, agendado para Maio, sob o lema, «Transformar o sonho em vida», e concluiu que perante a exploração a que estão sujeitos, cada vez mais jovens procuram, na JCP, a forma de fazer valer os seus direitos através da luta, afirmou ao Avante!, no fim do encontro, Andreia Pereira, membro do Secretariado da Direcção Nacional e da Comissão Política da JCP, responsável pelo sector da juventude trabalhadora.
Os participantes aprofundaram conhecimentos e analisaram a situação dos jovens em cada local de trabalho, trocando experiências no sentido de intensificar a acção junto da juventude trabalhadora, reforçar a intervenção no movimento sindical e traçar linhas de acção.
Mais acção com mais colectivos
A afluência crescente de jovens trabalhadores à JCP prova que a luta com verdade é o único caminho a prosseguir. Desde o encontro nacional do ano passado «têm sido dados passos importantes e é crescente a influência dos jovens comunistas nos locais de trabalho», prosseguiu Andreia Pereira.
Foram criados mais colectivos de empresa em quase todas as regiões, autónomas incluídas, com reuniões regulares, intervindo nos locais de trabalho, dando um forte contributo para a sindicalização.
No encontro, mais de setenta jovens trabalhadores comunistas «deram a conhecer as realidades laborais que vivem nos respectivos locais de trabalho, fizeram um balanço do trabalho desenvolvido por cada colectivo e trocaram experiências que os ajudarão, no futuro, a suprir dificuldades e a prosseguir com o trabalho militante, pela dignificação e pela melhoria das suas condições de vida e de trabalho», comentou Andreia Pereira.
Em Lisboa, Porto e Setúbal formaram-se grupos de trabalho regionais e colectivos concelhios, que se pretende multiplicar por todo o País. Onde o trabalho o proporciona, «formam-se colectivos nas empresas, os quais tomam posição sobre os problemas de cada sector ou local de trabalho», esclareceu Andreia.
É sempre possível intervir
A precariedade e as más condições de trabalho têm criado dificuldades e limitações ao desenvolvimento do trabalho. As várias intervenções no encontro reflectiram esta realidade, mas também mostraram que é sempre possível intervir com a força da razão e a lucidez das propostas do Partido e da JCP, ganhando trabalhadores para a sindicalização, «discutindo com eles a sua situação de explorados, elevando a sua consciência de classe e efectuando recrutamentos», referem os documentos do encontro.
A sindicalização, a actualização dos ficheiros, a formação ideológica dos militantes, a recolha de fundos e a integração dos militantes nas várias frentes de trabalho são outras prioridades enunciadas e decisivas para que prossiga o aumento da influência da JCP e do Partido.
Exploração nos Call-centers
Por serem uma fonte de contratos a prazo e exigirem ritmos e horários de trabalho que não respeitam minimamente a dignidade dos jovens trabalhadores, os call-centers, as empresas de trabalho temporário, contratadoras de mão-de-obra precária mereceram especial atenção do encontro.
A este respeito, a JCP realizou, no ano passado, um café-concerto contra a precariedade, em Lisboa. À porta de call-centers foram distribuídos milhares de convites e, através de um trabalho constante, os jovens comunistas divulgaram documentos específicos na Vodafone, na PT Multimédia, na TV Cabo e na TMN. Junto a estas empresas efectuaram a venda especial do Avante!, na passagem do seu 75.º aniversário.
Aprender com o Partido
O documento aprovado no final do encontro considerou que esta frente de trabalho é das que exige uma maior articulação com o Partido, cuja experiência «é necessária ao desenvolvimento das tarefa da JCP, para sabermos qual a composição social da empresa, quais os seus horários e turnos, afim de contactar os trabalhadores e quais os seus problemas». «Esta articulação tem tido, na maioria das regiões, resultados positivos», afirmou Andreia Pereira.
Uma das ferramentas da luta, considerada linha de trabalho, é a venda do Avante! à porta das empresas. A responsabilização de camaradas por essa tarefa tem tido bons resultados, embora possam ser ainda melhores. Neste sentido, o encontro concluiu pela necessidade de se «dar um novo impulso a esta importante linha de trabalho».
Além da divulgação de O Proletário - o boletim da JCP dedicado à juventude trabalhadora - e do Agit, os jovens trabalhadores comunistas continuarão a dar prioridade à realização de documentos próprios por empresas ou sector, «simples na forma e concretos no conteúdo».
Juventude ameaçada
Num documento que pretendia distribuir aos órgãos de comunicação social – que primaram pela total ausência no encontro – os jovens comunistas salientam as consequências da política de direita para a juventude, onde «coabita uma política de desemprego, baixos salários precariedade com a acumulação de lucros fabulosos por parte do grande capital nacional e transnacional».
O Código do Trabalho, o imparável aumento do desemprego que o patronato utiliza para reduzir os salários e desenvolver a precariedade, a discriminação salarial dos jovens, a generalização dos contratos individuais, o subaluguer de mão-de-obra através das empresas de trabalho temporário, utilizadas pelos grandes grupos económicos para contornar os direitos dos trabalhadores e a continuação das privatizações foram outras grandes preocupações denunciadas.
Intensa actividade
A organização vai mobilizar esforços para que o próximo 28 de Março, Dia Mundial da Juventude, seja um grande dia de luta convocado pela CGTP-IN e a sua estrutura para a juventude, a Interjovem. A par das acções e iniciativas específicas em cada empresa ou local de trabalho, a JCP vai continuar a dar um importante contributo para as comemorações do 85.º aniversário do PCP, do 25 de Abril e do 1.º de Maio, o Dia Mundial da Mulher, a 8 de Março e para a construção e realização da festa do Avante!.
Vem aí o 8.º Congresso
Como sublinhou, na intervenção final do encontro, o membro do Secretariado, da Direcção Nacional, da Comissão Política da JCP e da Comissão Política do Partido, Vasco Cardoso, após ter feito um balanço das consequências das políticas de direita do Governo, lembrou que o 8.º Congresso, agendado para os dias 20 e 21 de Maio, em Gaiaza, «não é apenas para os jovens comunistas, mas para afirmar a JCP junto dos jovens trabalhadores nas empresas e nos locais de trabalho». Exortou, por isso, à participação de todos na sua divulgação, para que se saiba que «a organização revolucionária da juventude portuguesa vai fazer um congresso que vale também pelos milhares de camaradas que estarão envolvidos na sua preparação, discussão e afirmação política».
Da meta assumida, de recrutar mil novos camaradas até ao congresso, pretende-se que 300 sejam jovens trabalhadores.
Outro compromisso assumido é a pintura de cem murais alusivos ao 8.º congresso, por todo o País.
Os participantes aprofundaram conhecimentos e analisaram a situação dos jovens em cada local de trabalho, trocando experiências no sentido de intensificar a acção junto da juventude trabalhadora, reforçar a intervenção no movimento sindical e traçar linhas de acção.
Mais acção com mais colectivos
A afluência crescente de jovens trabalhadores à JCP prova que a luta com verdade é o único caminho a prosseguir. Desde o encontro nacional do ano passado «têm sido dados passos importantes e é crescente a influência dos jovens comunistas nos locais de trabalho», prosseguiu Andreia Pereira.
Foram criados mais colectivos de empresa em quase todas as regiões, autónomas incluídas, com reuniões regulares, intervindo nos locais de trabalho, dando um forte contributo para a sindicalização.
No encontro, mais de setenta jovens trabalhadores comunistas «deram a conhecer as realidades laborais que vivem nos respectivos locais de trabalho, fizeram um balanço do trabalho desenvolvido por cada colectivo e trocaram experiências que os ajudarão, no futuro, a suprir dificuldades e a prosseguir com o trabalho militante, pela dignificação e pela melhoria das suas condições de vida e de trabalho», comentou Andreia Pereira.
Em Lisboa, Porto e Setúbal formaram-se grupos de trabalho regionais e colectivos concelhios, que se pretende multiplicar por todo o País. Onde o trabalho o proporciona, «formam-se colectivos nas empresas, os quais tomam posição sobre os problemas de cada sector ou local de trabalho», esclareceu Andreia.
É sempre possível intervir
A precariedade e as más condições de trabalho têm criado dificuldades e limitações ao desenvolvimento do trabalho. As várias intervenções no encontro reflectiram esta realidade, mas também mostraram que é sempre possível intervir com a força da razão e a lucidez das propostas do Partido e da JCP, ganhando trabalhadores para a sindicalização, «discutindo com eles a sua situação de explorados, elevando a sua consciência de classe e efectuando recrutamentos», referem os documentos do encontro.
A sindicalização, a actualização dos ficheiros, a formação ideológica dos militantes, a recolha de fundos e a integração dos militantes nas várias frentes de trabalho são outras prioridades enunciadas e decisivas para que prossiga o aumento da influência da JCP e do Partido.
Exploração nos Call-centers
Por serem uma fonte de contratos a prazo e exigirem ritmos e horários de trabalho que não respeitam minimamente a dignidade dos jovens trabalhadores, os call-centers, as empresas de trabalho temporário, contratadoras de mão-de-obra precária mereceram especial atenção do encontro.
A este respeito, a JCP realizou, no ano passado, um café-concerto contra a precariedade, em Lisboa. À porta de call-centers foram distribuídos milhares de convites e, através de um trabalho constante, os jovens comunistas divulgaram documentos específicos na Vodafone, na PT Multimédia, na TV Cabo e na TMN. Junto a estas empresas efectuaram a venda especial do Avante!, na passagem do seu 75.º aniversário.
Aprender com o Partido
O documento aprovado no final do encontro considerou que esta frente de trabalho é das que exige uma maior articulação com o Partido, cuja experiência «é necessária ao desenvolvimento das tarefa da JCP, para sabermos qual a composição social da empresa, quais os seus horários e turnos, afim de contactar os trabalhadores e quais os seus problemas». «Esta articulação tem tido, na maioria das regiões, resultados positivos», afirmou Andreia Pereira.
Uma das ferramentas da luta, considerada linha de trabalho, é a venda do Avante! à porta das empresas. A responsabilização de camaradas por essa tarefa tem tido bons resultados, embora possam ser ainda melhores. Neste sentido, o encontro concluiu pela necessidade de se «dar um novo impulso a esta importante linha de trabalho».
Além da divulgação de O Proletário - o boletim da JCP dedicado à juventude trabalhadora - e do Agit, os jovens trabalhadores comunistas continuarão a dar prioridade à realização de documentos próprios por empresas ou sector, «simples na forma e concretos no conteúdo».
Juventude ameaçada
Num documento que pretendia distribuir aos órgãos de comunicação social – que primaram pela total ausência no encontro – os jovens comunistas salientam as consequências da política de direita para a juventude, onde «coabita uma política de desemprego, baixos salários precariedade com a acumulação de lucros fabulosos por parte do grande capital nacional e transnacional».
O Código do Trabalho, o imparável aumento do desemprego que o patronato utiliza para reduzir os salários e desenvolver a precariedade, a discriminação salarial dos jovens, a generalização dos contratos individuais, o subaluguer de mão-de-obra através das empresas de trabalho temporário, utilizadas pelos grandes grupos económicos para contornar os direitos dos trabalhadores e a continuação das privatizações foram outras grandes preocupações denunciadas.
Intensa actividade
A organização vai mobilizar esforços para que o próximo 28 de Março, Dia Mundial da Juventude, seja um grande dia de luta convocado pela CGTP-IN e a sua estrutura para a juventude, a Interjovem. A par das acções e iniciativas específicas em cada empresa ou local de trabalho, a JCP vai continuar a dar um importante contributo para as comemorações do 85.º aniversário do PCP, do 25 de Abril e do 1.º de Maio, o Dia Mundial da Mulher, a 8 de Março e para a construção e realização da festa do Avante!.
Vem aí o 8.º Congresso
Como sublinhou, na intervenção final do encontro, o membro do Secretariado, da Direcção Nacional, da Comissão Política da JCP e da Comissão Política do Partido, Vasco Cardoso, após ter feito um balanço das consequências das políticas de direita do Governo, lembrou que o 8.º Congresso, agendado para os dias 20 e 21 de Maio, em Gaiaza, «não é apenas para os jovens comunistas, mas para afirmar a JCP junto dos jovens trabalhadores nas empresas e nos locais de trabalho». Exortou, por isso, à participação de todos na sua divulgação, para que se saiba que «a organização revolucionária da juventude portuguesa vai fazer um congresso que vale também pelos milhares de camaradas que estarão envolvidos na sua preparação, discussão e afirmação política».
Da meta assumida, de recrutar mil novos camaradas até ao congresso, pretende-se que 300 sejam jovens trabalhadores.
Outro compromisso assumido é a pintura de cem murais alusivos ao 8.º congresso, por todo o País.