Prisões do império
Depois das continuadas denúncias internacionais e da condenação da Comissão dos Direitos Humanos da ONU relativamente à manutenção do campo de concentração de Guantanamo e às condições de detenção que os EUA impõe naquele estabelecimento prisional, novos dados revelam a existência de um outro, similar, em território afegão.
Segundo avançou o The New York Times na sua edição de domingo, na prisão de Bagram, a 60 km de Cabul, capital do Afeganistão, encontram-se cerca de meio milhar de detidos em situação tão ou mais precária que os homólogos de Guantanamo.
O diário cita uma fonte não identificada ligada ao Pentágono que revela que, também ali, os presos se amontoam nas celas há pelo menos quatro anos, sem direito a visitas, sem acesso a defensores legais e sem que lhes tenha sido movido qualquer processo de acusação.
De acordo com o testemunho do referido funcionário, as instalações de Bagram foram inicialmente usadas, desde 2002, para fazer a triagem de «suspeitos de terrorismo» em trânsito para outros estabelecimentos – provavelmente os que os norte-americanos mantém, agora menos discretamente, no Norte de África, Ásia e Europa de Leste –, mas o conhecimento público das prisões secretas e a condenação de Guantanamo levaram a administração Bush a suspender as transferências, facto que só veio degradar ainda mais as condições de detenção no Afeganistão.
Já em Maio passado, o francês Libération afirmou que dois dos prisioneiros de Bagram foram torturados até à morte.
Segundo avançou o The New York Times na sua edição de domingo, na prisão de Bagram, a 60 km de Cabul, capital do Afeganistão, encontram-se cerca de meio milhar de detidos em situação tão ou mais precária que os homólogos de Guantanamo.
O diário cita uma fonte não identificada ligada ao Pentágono que revela que, também ali, os presos se amontoam nas celas há pelo menos quatro anos, sem direito a visitas, sem acesso a defensores legais e sem que lhes tenha sido movido qualquer processo de acusação.
De acordo com o testemunho do referido funcionário, as instalações de Bagram foram inicialmente usadas, desde 2002, para fazer a triagem de «suspeitos de terrorismo» em trânsito para outros estabelecimentos – provavelmente os que os norte-americanos mantém, agora menos discretamente, no Norte de África, Ásia e Europa de Leste –, mas o conhecimento público das prisões secretas e a condenação de Guantanamo levaram a administração Bush a suspender as transferências, facto que só veio degradar ainda mais as condições de detenção no Afeganistão.
Já em Maio passado, o francês Libération afirmou que dois dos prisioneiros de Bagram foram torturados até à morte.