Berlusconi alia-se aos neofascistas
A menos de dois meses das eleições legislativas, de 9 e 10 de Abril, o chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, concluiu, na sexta-feira, 17, um acordo político com o movimento neofascista, Alternativa Social (AS), liderado por Alessandra Mussolini, neta do ditador que envolveu o país na segunda guerra mundial ao lado de Hitler.
O programa político do partido da sra. Mussolini inclui, entre outros objectivos, a revogação da lei do aborto, visando a sua total interdição, o repatriamento dos imigrantes e o estabelecimento de uma nova concordata entre os Estado e a igreja católica.
Recorde-se que nas legislativas de há cinco anos, em 2001, il Cavaliere já tinha se tinha aliado com o movimento neofascista MSI-Chama Nacional, de Pino Rauti.
Contudo, desta vez, o pacto «indignou» os próprios parceiros de Berlusconi, que consideraram «inapresentáveis» os líderes de dois grupelhos neofascistas que integram a AS.
Em causa estão Roberto Fiore, da Forza Nuova (FN), implicado nos atentados de extrema-direita durante os anos 70, e Adriano Tilgher, o cabecilha da Frente Nacional Social, preso em 1975 por tentativa de reconstrução do partido fascista.
Em resposta, Sílvio Belusconi fingiu não conhecer estas figuras. «Até ontem à noite. nem sequer sabia que Tilgher e Fiore existiam». (...) «Nos últimos meses dialoguei sempre com Alessandra Mussolini, cujo apego à democracia ninguém pode pôr em dúvida», alegou o governante.
A verdade é que a neta de Mussolini abandonou a Aliança Nacional, o partido de Gianfranco Fini, em Novembro de 2004, após este ter declarado durante uma viagem a Israel que havia renegado definitivamente a herança de Mussolini, qualificando o fascismo de «mal absoluto».
Para salvar o acordo que estava pronto há mais de uma semana, segundo revelou a sra. Mussolini, os dois dirigentes da extrema-direita aceitaram não figurar pessoalmente nas listas eleitorais, facto que permitiu a Berlusconi afirmar que «o nosso álbum de família é imaculado».
O programa político do partido da sra. Mussolini inclui, entre outros objectivos, a revogação da lei do aborto, visando a sua total interdição, o repatriamento dos imigrantes e o estabelecimento de uma nova concordata entre os Estado e a igreja católica.
Recorde-se que nas legislativas de há cinco anos, em 2001, il Cavaliere já tinha se tinha aliado com o movimento neofascista MSI-Chama Nacional, de Pino Rauti.
Contudo, desta vez, o pacto «indignou» os próprios parceiros de Berlusconi, que consideraram «inapresentáveis» os líderes de dois grupelhos neofascistas que integram a AS.
Em causa estão Roberto Fiore, da Forza Nuova (FN), implicado nos atentados de extrema-direita durante os anos 70, e Adriano Tilgher, o cabecilha da Frente Nacional Social, preso em 1975 por tentativa de reconstrução do partido fascista.
Em resposta, Sílvio Belusconi fingiu não conhecer estas figuras. «Até ontem à noite. nem sequer sabia que Tilgher e Fiore existiam». (...) «Nos últimos meses dialoguei sempre com Alessandra Mussolini, cujo apego à democracia ninguém pode pôr em dúvida», alegou o governante.
A verdade é que a neta de Mussolini abandonou a Aliança Nacional, o partido de Gianfranco Fini, em Novembro de 2004, após este ter declarado durante uma viagem a Israel que havia renegado definitivamente a herança de Mussolini, qualificando o fascismo de «mal absoluto».
Para salvar o acordo que estava pronto há mais de uma semana, segundo revelou a sra. Mussolini, os dois dirigentes da extrema-direita aceitaram não figurar pessoalmente nas listas eleitorais, facto que permitiu a Berlusconi afirmar que «o nosso álbum de família é imaculado».