Organizações do PCP

Em defesa das populações

As organizações do PCP, atentas a todas os problemas que podem afectar ou prejudicar as populações, analisam-nos e apontam as soluções que consideram correctas.

As regiões são às vezes prejudicadas por jogos de interesses

A eleição do Banco Espírito Santo para presidir à Globalgarve merece, por exemplo, a «viva contestação» da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP.
Esta eleição – «que instala a maior das desconfianças sobre aquela estrutura», maiores ainda face ao desequilíbrio representativo regional – é mais um caso a somar a outros, diz o PCP, referindo o caso do PROTAL, «onde são patentes os jogos de influências e de interesses que presidem à acção de determinado tipo de estruturas», em detrimento dos reais interesses da região. Mas o que importa agora, sublinha, é que a componente pública da Globalgarve, ou seja, os dinheiros públicos não continuem «a alimentar e amparar opacidades».
A regionalização é uma outra questão que a DORAL quer ver concretizada, razão por que acusa o PS e o PSD de nada terem dito sobre a proposta de resolução apresentada pelo Grupo Parlamentar do PCP, fixando tempos concretos para o desenvolvimento deste processo.
Aliás, o PS, quando das eleições legislativas, deixou clara a sua posição: atirar para 2010 o tratamento desta matéria. Entretanto, denunciam os comunistas, o Governo não se coíbe de fechar Centros de Saúde, maternidades, escolas, tribunais e outros serviços da Administração Pública, «concentrando-os no litoral do país, prejudicando a vida a milhares de portugueses, contribuindo para a desertificação e criando lastro para justificar mais à frente, um determinado tipo de descentralização administrativa».
Quanto ao PSD, «afina o seu diapasão pelo bloco central de interesses», sendo assim que Miguel Macedo, secretário-geral do PSD, diz não ser «altura de abrir esse dossier» e Azevedo Soares, vice-presidente do PSD, que há «problemas urgentes a resolver», tendo a regionalização uma «prioridade baixa».
Mas quando um dia estes partidos acharem que é chegado o momento, então, de «afogadilho», vão criar dinâmicas regionais, apresentando-se como campeões da regionalização, esquecendo os anos de «marca passo» a que obrigaram as regiões.
O PCP, contudo, com «a independência e coerência» das suas posições, vai continuar a bater-se pela regionalização.

Falta de meios

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Évora está a ver o seu trabalho dificultado pela falta de meios, apesar de, em 2005, ter movimentados 213 processos, a maioria dos quais referentes a crianças entre os 10 e os 15 anos, denuncia por sua vez a Direcção da Organização Regional de Évora.
A insuficiência e desadequação das instalações, a falta de meios técnicos e humanos, a frequente substituição dos técnicos ali destacados são aspectos que o PCP diz afectarem o funcionamento da Comissão, cujo trabalho considera fundamental para a definição de soluções preventivas ou respostas a situações que põem em causa os direitos das crianças. Também a inexistência de um técnico a tempo inteiro e de representantes do Ministério da Educação e dos serviços de saúde, em sua opinião, dificulta a articulação da Comissão com estas instituições.
Face à situação, que há muito preocupa a DOREV, o deputado João Oliveira a questionar o Governo sobre os motivos da falta de indicação dos representantes dos serviços do Ministério da Educação e dos serviços de saúde para aquela Comissão e, ainda, sobre quais as perspectivas de afectação dos recursos técnicos e humanos necessários ao seu regular funcionamento.


Mais artigos de: PCP

PCP na linha da frente

Um plenário do PCP, em Santa Maria da Feira, reuniu, no passado dia 4, cerca de 30 militantes que, para além da análise à situação política nacional e local, discutiram os resultados das últimas eleições presidenciais, particularmente no município.

Em defesa dos serviços públicos

A linha estratégica privatizadora do governo do PS e a ausência ou mau funcionamento de equipamentos das várias áreas em causa, com destaque para os da saúde, reforçaram a decisão do PCP no Montijo de empenhar-se na luta em defesa dos serviços públicos.Reunidos em plenário, os comunistas do Montijo, lembrando o voto...

Contra a tendência privatizadora

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, reafirmou a necessidade urgente de uma Reforma dos Cuidados de Saúde Primários e considera que as mudanças a efectuar têm de se realizar em ruptura com as políticas que tem sido seguidas, no quadro de um Serviço Nacional de Saúde público, de qualidade e para todos, no respeito pela Constituição da República.

Cordão humano no Porto

O PCP promove na próxima segunda-feira, pelas 17.30 horas, uma concentração junto à Câmara Municipal do Porto, seguida de um cordão humano em volta do edifício. Com esta acção, os comunistas pretendem protestar contra a tentativa inconstitucional de Rui Rio de limitação do direito de propaganda política e afirmar que o PCP não «abdicará de exercer» este direito.