Uma sociedade sem exploradores nem explorados
Centena de pessoas assistiram às «oficinas» do PCP no Fórum Social Português. «A necessidade e actualidade do Socialismo», foi o primeiro, dos três debates, que se realizou, sábado, no ISCTE.
«Há possibilidades de grandes frentes de luta ao capitalismo»
«O século XX trouxe grandes conquistas civilizacionais», afirmou Aurélio Santos, no início da sua intervenção, destacando os direitos humanos e a universalização dos direitos políticos com o surgimento do Socialismo.
Reportando-se aos tempos actuais, e aos direitos agora perdidos, Aurélio Santos sublinhou que «há possibilidades de grandes frentes de luta ao capitalismo, mas que é preciso desenvolvê-las». A revolta, segundo ele, «é necessária e os partidos comunistas tem um papel importante na transformação da sociedade».
Sérgio Ribeiro, outro dos intervenientes no debate, falou sobre a necessidade, indespensabilidade, inevitabilidade de uma alternativa ao capitalismo. «Mas que alternativa»», interrogou-se, dando de imediato algumas respostas: «No modo de produção, pela socialização das forças produtivas, pela centralidade do trabalho enquanto emprego da força produtiva criadora de valor e, por fim, pela racionalidade económica relacionando meios com produtos», no sentido lato.
O economista salientou ainda algumas «ideias falsas, ou falsificadoras» que existem na actual economia, entre as quais a «dicotomia direcção central/mercado, a economia de mercado como ideologia "escondida", a direcção central como "funcionalismo", a planificação económica como objectivo e não como necessidade instrumental e a participação dos trabalhadores como logro e não como intrínseca ao socialismo e à humanidade»
No final da sua intervenção, Sérgio Ribeiro, apontou a questão das «colagens terminológicas só combatidas pela afirmação da perspectiva e abordagem de classe valorizando a actualidade do pensamento de Marx, revelando o que se esconde ou escamoteia: a criação e a apropriação da mais-valia, as classes e a luta de classes».
O terceiro e último interveniente foi Ruben de Carvalho, que destacou o papel do marxismo e do leninismo no combate das ideias e na construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados.
Construir a alternativa
Meia centena de pessoas assistiram à segunda oficina promovida pelo PCP no Fórum, que decorreu domingo, no Auditório 2 do ISCTE, com o tema «As políticas de direita e alternativa de esquerda».
Vítor Dias foi o primeiro a intervir, esboçando os traços da construção da alternativa no seu contexto histórico e conjuntural, de correlação de forças existentes e potenciais, ligada às massas populares e ao papel do partido como dinamizador do combate à política de direita.
Em seguida, Agostinho Lopes explicitou resumidamente os conteúdos da alternativa de esquerda, reforçando que primeiro é fundamental afirmar a quem se destina a alternativa. Assim, na perspectiva de elevação das condições de vida dos trabalhadores, explicou cada um dos itens que caracterizam a alternativa, entre os quais a valorização do trabalho com direitos, uma política económica que defenda a produção nacional e a aposta num sector público dinâmico em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país, uma política fiscal voltada para a justiça social.
A Bernardino Soares coube o papel de explicar como se articulam a luta institucional do partido e a luta de massas, demonstrando a qualidade do trabalho desenvolvido na Assembleia da República e o seu carácter combativo e de proposta.
Jorge Cordeiro moderou o debate, no qual se abordaram as temáticas numa perspectiva de melhoria do trabalho desenvolvido e com a profunda esperança que com o PCP é possível um Portugal melhor.
Segunda-feira, com a moderação de Sérgio Teixeira, Albano Nunes, Jorge Cadima e Manuela Bernardino debateram, na Faculdade de Letras - Anfiteatro 3, o tema «Capitalismo, violência e guerra».
No mesmo dia, coube a Jerónimo de Sousa encerrar os trabalhos do PCP no Fórum Social Português. «Os movimentos sociais e os partidos políticos em Portugal» foi o tema proposto na «mesa de diálogo e controvérsia», que se realizou no Anfiteatro 1, da Faculdade de Letras.
Reportando-se aos tempos actuais, e aos direitos agora perdidos, Aurélio Santos sublinhou que «há possibilidades de grandes frentes de luta ao capitalismo, mas que é preciso desenvolvê-las». A revolta, segundo ele, «é necessária e os partidos comunistas tem um papel importante na transformação da sociedade».
Sérgio Ribeiro, outro dos intervenientes no debate, falou sobre a necessidade, indespensabilidade, inevitabilidade de uma alternativa ao capitalismo. «Mas que alternativa»», interrogou-se, dando de imediato algumas respostas: «No modo de produção, pela socialização das forças produtivas, pela centralidade do trabalho enquanto emprego da força produtiva criadora de valor e, por fim, pela racionalidade económica relacionando meios com produtos», no sentido lato.
O economista salientou ainda algumas «ideias falsas, ou falsificadoras» que existem na actual economia, entre as quais a «dicotomia direcção central/mercado, a economia de mercado como ideologia "escondida", a direcção central como "funcionalismo", a planificação económica como objectivo e não como necessidade instrumental e a participação dos trabalhadores como logro e não como intrínseca ao socialismo e à humanidade»
No final da sua intervenção, Sérgio Ribeiro, apontou a questão das «colagens terminológicas só combatidas pela afirmação da perspectiva e abordagem de classe valorizando a actualidade do pensamento de Marx, revelando o que se esconde ou escamoteia: a criação e a apropriação da mais-valia, as classes e a luta de classes».
O terceiro e último interveniente foi Ruben de Carvalho, que destacou o papel do marxismo e do leninismo no combate das ideias e na construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados.
Construir a alternativa
Meia centena de pessoas assistiram à segunda oficina promovida pelo PCP no Fórum, que decorreu domingo, no Auditório 2 do ISCTE, com o tema «As políticas de direita e alternativa de esquerda».
Vítor Dias foi o primeiro a intervir, esboçando os traços da construção da alternativa no seu contexto histórico e conjuntural, de correlação de forças existentes e potenciais, ligada às massas populares e ao papel do partido como dinamizador do combate à política de direita.
Em seguida, Agostinho Lopes explicitou resumidamente os conteúdos da alternativa de esquerda, reforçando que primeiro é fundamental afirmar a quem se destina a alternativa. Assim, na perspectiva de elevação das condições de vida dos trabalhadores, explicou cada um dos itens que caracterizam a alternativa, entre os quais a valorização do trabalho com direitos, uma política económica que defenda a produção nacional e a aposta num sector público dinâmico em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país, uma política fiscal voltada para a justiça social.
A Bernardino Soares coube o papel de explicar como se articulam a luta institucional do partido e a luta de massas, demonstrando a qualidade do trabalho desenvolvido na Assembleia da República e o seu carácter combativo e de proposta.
Jorge Cordeiro moderou o debate, no qual se abordaram as temáticas numa perspectiva de melhoria do trabalho desenvolvido e com a profunda esperança que com o PCP é possível um Portugal melhor.
Segunda-feira, com a moderação de Sérgio Teixeira, Albano Nunes, Jorge Cadima e Manuela Bernardino debateram, na Faculdade de Letras - Anfiteatro 3, o tema «Capitalismo, violência e guerra».
No mesmo dia, coube a Jerónimo de Sousa encerrar os trabalhos do PCP no Fórum Social Português. «Os movimentos sociais e os partidos políticos em Portugal» foi o tema proposto na «mesa de diálogo e controvérsia», que se realizou no Anfiteatro 1, da Faculdade de Letras.