Governo encerra SAP de Beja
O MUSP manifestou-se contra o encerramento nocturno do SAP de Beja, acusando o Governo de dar prioridade à redução dos custos de saúde.
Em comunicado enviada aos órgãos de comunicação social, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) afirma-se «totalmente contra» a decisão do Ministério da Saúde, que através da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, em vigor desde 1 de Dezembro.
O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Beja, que prestava cuidados de saúde primários às populações de seis concelhos do distrito 24 horas por dia, passou a fechar às 00h00 e a reabrir às 08h00.
De acordo com o MUSP, não existe «coerência nenhuma» na decisão do Ministério da Saúde em «empurrar» os utentes do SAP de Beja para as urgências do hospital local. Sobretudo depois de o ministério ter «anunciado o pagamento de um valor adicional às taxas moderadoras para os utentes que recorram às urgências sem que os problemas de saúde se justifiquem».
Neste sentido, acusa o MUSP, «o que importa e é prioritário na acção deste Governo, como dos anteriores, é reduzir os custos nos serviços de saúde à custa de situações como esta, com prejuízos evidentes e graves para os utentes».
No comunicado, o MUSP manifesta ainda «total solidariedade com os utentes do SAP de Beja, apoiando as suas justas reivindicações de defesa do anterior horário de funcionamento».
Contra ventos e marés
Também em Coimbra há motivos de luta e de protesto. No início da semana, mais de uma centena de pessoas percorreu as ruas da cidade exigindo um novo edifício para o Hospital Pediátrico, devidamente apetrechado de equipamentos e com os meios técnicos e humanos indispensáveis ao seu funcionamento.
Porque o Hospital Pediátrico de Coimbra é fundamental para o atendimento e tratamento de dezenas de milhar de crianças e jovens de toda a região Centro, utentes, crianças, pais, educadores, funcionários, médicos, enfermeiros, auxiliares, professores, administrativos, técnicos e cidadãos, em moção aprovada, recordam que «a construção de um novo edifício para o Hospital Pediátrico é um velho sonho de todos, tendo vindo a merecer a atenção dos cidadãos e a luta da Comissão de Utentes e de muitos mais interessados na construção de um novo hospital capaz de corresponder à qualidade de excelência que, graças ao esforço e empenho abnegado de todos quantos nele trabalham, tem feito deste hospital o hospital das nossas crianças, ultrapassando todas as suas imensas limitações físicas que desde 1977 o condicionam severamente».
Saúde não é um negócio!
O MUSP denunciou ainda a intenção do Governo PS, através do Ministério da Saúde, de proceder ao encerramento de três hospitais, todas na cidade de Lisboa, substituindo-os por outros a construir no âmbito de parcerias público/privadas em Lisboa, Loures e na Margem Sul do Rio Tejo.
Um dos argumentos referidos pelo ministro da Saúde para o encerramento das unidades de saúde de S. José, Capuchos e Desterro é a dificuldade de acesso aos mesmos, argumento que não colhe do MUSP opinião favorável «por entendermos que outros interesses e valores se sobrepõem ao argumento em causa».
«Analisando as políticas neo-liberais que os sucessivos governos, incluindo o actual têm desenvolvido, privatizando de forma indiscriminada tudo o que eram ou ainda são empresas ou serviços públicos, somos levados a concluir que o que se pretende com o encerramento dos referidos hospitais não é a melhoria da qualidade da prestação dos cuidados de saúde que os utentes reclamam e têm direito, mas antes a criação das condições objectivas para entregar aos grandes grupos económicos importantes sectores da saúde proporcionando em simultâneo grandes negócios no sector imobiliário para os locais onde agora estão instalados os hospitais de S. José, Capuchos e Desterro» denunciam os utentes.
O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Beja, que prestava cuidados de saúde primários às populações de seis concelhos do distrito 24 horas por dia, passou a fechar às 00h00 e a reabrir às 08h00.
De acordo com o MUSP, não existe «coerência nenhuma» na decisão do Ministério da Saúde em «empurrar» os utentes do SAP de Beja para as urgências do hospital local. Sobretudo depois de o ministério ter «anunciado o pagamento de um valor adicional às taxas moderadoras para os utentes que recorram às urgências sem que os problemas de saúde se justifiquem».
Neste sentido, acusa o MUSP, «o que importa e é prioritário na acção deste Governo, como dos anteriores, é reduzir os custos nos serviços de saúde à custa de situações como esta, com prejuízos evidentes e graves para os utentes».
No comunicado, o MUSP manifesta ainda «total solidariedade com os utentes do SAP de Beja, apoiando as suas justas reivindicações de defesa do anterior horário de funcionamento».
Contra ventos e marés
Também em Coimbra há motivos de luta e de protesto. No início da semana, mais de uma centena de pessoas percorreu as ruas da cidade exigindo um novo edifício para o Hospital Pediátrico, devidamente apetrechado de equipamentos e com os meios técnicos e humanos indispensáveis ao seu funcionamento.
Porque o Hospital Pediátrico de Coimbra é fundamental para o atendimento e tratamento de dezenas de milhar de crianças e jovens de toda a região Centro, utentes, crianças, pais, educadores, funcionários, médicos, enfermeiros, auxiliares, professores, administrativos, técnicos e cidadãos, em moção aprovada, recordam que «a construção de um novo edifício para o Hospital Pediátrico é um velho sonho de todos, tendo vindo a merecer a atenção dos cidadãos e a luta da Comissão de Utentes e de muitos mais interessados na construção de um novo hospital capaz de corresponder à qualidade de excelência que, graças ao esforço e empenho abnegado de todos quantos nele trabalham, tem feito deste hospital o hospital das nossas crianças, ultrapassando todas as suas imensas limitações físicas que desde 1977 o condicionam severamente».
Saúde não é um negócio!
O MUSP denunciou ainda a intenção do Governo PS, através do Ministério da Saúde, de proceder ao encerramento de três hospitais, todas na cidade de Lisboa, substituindo-os por outros a construir no âmbito de parcerias público/privadas em Lisboa, Loures e na Margem Sul do Rio Tejo.
Um dos argumentos referidos pelo ministro da Saúde para o encerramento das unidades de saúde de S. José, Capuchos e Desterro é a dificuldade de acesso aos mesmos, argumento que não colhe do MUSP opinião favorável «por entendermos que outros interesses e valores se sobrepõem ao argumento em causa».
«Analisando as políticas neo-liberais que os sucessivos governos, incluindo o actual têm desenvolvido, privatizando de forma indiscriminada tudo o que eram ou ainda são empresas ou serviços públicos, somos levados a concluir que o que se pretende com o encerramento dos referidos hospitais não é a melhoria da qualidade da prestação dos cuidados de saúde que os utentes reclamam e têm direito, mas antes a criação das condições objectivas para entregar aos grandes grupos económicos importantes sectores da saúde proporcionando em simultâneo grandes negócios no sector imobiliário para os locais onde agora estão instalados os hospitais de S. José, Capuchos e Desterro» denunciam os utentes.