Em defesa da produção nacional
O candidato presidencial comunista, Jerónimo de Sousa, reafirmou em Esposende que a defesa da produção nacional é uma das prioridades da sua candidatura.
Há uma completa indiferença face aos problemas da pesca
Falando perante dezenas de pessoas na sede da Junta de Freguesia de Esposende, o candidato comunista à Presidência da República, Jerónimo de Sousa, destacou a necessidade de defender o sector das pescas nacional. Jerónimo de Sousa considera inaceitável que Portugal aceite a política europeia de destruição da frota pesqueira nacional. Para o candidato, esta situação provoca a dependência do País em termos de importação de peixe. Contrariamente, em Espanha, sucede o contrário.
Presente na sessão estava o presidente da associação de pescadores de Esposende, que entregou ao candidato comunista as reivindicações dos pescadores, que assumem como primeira prioridade o desassoreamento da barra e da foz do rio Cávado. Jerónimo de Sousa destacou que para além do desinvestimento na frota pesqueira, que provocou já o abate de metade dos barcos, os sucessivos governos, do PS e do PSD, não se têm preocupado com o aumento dos custos de produção, nomeadamente dos combustíveis, cujo crescimento «dificulta a vida dos marinheiros».
«Há uma completa indiferença face às dificuldades do sector, como se comprova aqui em Esposende», acusou o candidato comunista. Referindo-se à questão levantada pelo dirigente associativo, Jerónimo de Sousa lembrou que o caso da barra do Cávado é «sintomático do desprezo a que os governantes votam o sector pesqueiro». Em sua opinião, é justa a reivindicação dos pescadores locais. Ainda por cima, realçou, estes são prejudicados nas obras que reclamam por viverem num concelho gerido pelo PSD e não pelo PS. O também secretário-geral do PCP recordou que o grupo parlamentar comunista levantou já, na Assembleia da República, a questão da barra. A maioria permaneceu indiferente.
Afirmando que o Presidente da República não governa nem legisla, Jerónimo de Sousa destacou que fará das pescas, como da defesa da produção nacional, industrial ou agrícola, uma «preocupação constante».
Portugal prejudicado por alargamento
O País saiu prejudicado das negociações do acordo para os fundos europeus, alcançado em Bruxelas no passado fim-de-semana. Esta a opinião que Jerónimo de Sousa expressou aos jornalistas, à margem de uma sessão pública realizada em Esposende. O candidato comunista lembrou que, no quadro da negociação da Agenda 2000, tinha sido prometido que «não seríamos prejudicados com o alargamento, mas não foi isso que agora sucedeu».
O acordo alcançado na União Europeia, destacou Jerónimo de Sousa, beneficia os países ricos. Ao mesmo tempo que beneficiam países como a Alemanha, a Suécia, a Áustria, a França e a Inglaterra, perdem Portugal e os países do alargamento. A base da discussão, defendeu o candidato, deveria ter sido o acordo de 2000 e não as propostas luxemburguesa e inglesa.
Jerónimo de Sousa considera que o orçamento comunitário recentemente aprovado demonstra que em tempo de crise a «solidariedade europeia é apenas uma palavra». Em sua opinião, o acordo alcançado foi um passo atrás «que vai aumentar o fosso entre os países ricos e os pobres».
Presente na sessão estava o presidente da associação de pescadores de Esposende, que entregou ao candidato comunista as reivindicações dos pescadores, que assumem como primeira prioridade o desassoreamento da barra e da foz do rio Cávado. Jerónimo de Sousa destacou que para além do desinvestimento na frota pesqueira, que provocou já o abate de metade dos barcos, os sucessivos governos, do PS e do PSD, não se têm preocupado com o aumento dos custos de produção, nomeadamente dos combustíveis, cujo crescimento «dificulta a vida dos marinheiros».
«Há uma completa indiferença face às dificuldades do sector, como se comprova aqui em Esposende», acusou o candidato comunista. Referindo-se à questão levantada pelo dirigente associativo, Jerónimo de Sousa lembrou que o caso da barra do Cávado é «sintomático do desprezo a que os governantes votam o sector pesqueiro». Em sua opinião, é justa a reivindicação dos pescadores locais. Ainda por cima, realçou, estes são prejudicados nas obras que reclamam por viverem num concelho gerido pelo PSD e não pelo PS. O também secretário-geral do PCP recordou que o grupo parlamentar comunista levantou já, na Assembleia da República, a questão da barra. A maioria permaneceu indiferente.
Afirmando que o Presidente da República não governa nem legisla, Jerónimo de Sousa destacou que fará das pescas, como da defesa da produção nacional, industrial ou agrícola, uma «preocupação constante».
Portugal prejudicado por alargamento
O País saiu prejudicado das negociações do acordo para os fundos europeus, alcançado em Bruxelas no passado fim-de-semana. Esta a opinião que Jerónimo de Sousa expressou aos jornalistas, à margem de uma sessão pública realizada em Esposende. O candidato comunista lembrou que, no quadro da negociação da Agenda 2000, tinha sido prometido que «não seríamos prejudicados com o alargamento, mas não foi isso que agora sucedeu».
O acordo alcançado na União Europeia, destacou Jerónimo de Sousa, beneficia os países ricos. Ao mesmo tempo que beneficiam países como a Alemanha, a Suécia, a Áustria, a França e a Inglaterra, perdem Portugal e os países do alargamento. A base da discussão, defendeu o candidato, deveria ter sido o acordo de 2000 e não as propostas luxemburguesa e inglesa.
Jerónimo de Sousa considera que o orçamento comunitário recentemente aprovado demonstra que em tempo de crise a «solidariedade europeia é apenas uma palavra». Em sua opinião, o acordo alcançado foi um passo atrás «que vai aumentar o fosso entre os países ricos e os pobres».