Deficientes manifestam-se na Assembleia da República

Vigília contra a discriminação

Dezenas de pessoas portadoras de deficiência concentraram-se sexta-feira frente à Assembleia da República para exigir medidas que lhes permitam igualdade no mercado de trabalho, nas acessibilidades, educação e melhores cuidados de saúde.

Para melhorar a vida de cerca de um milhão de portugueses

A vigília, organizada pela Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD) visa também protestar pela redução de verbas no Orçamento de Estado de 2006 para as organizações sem fins lucrativos que trabalham com deficientes e que empregam pessoas com deficiência.
De acordo com os mapas comparativos divulgados pela CNOD, estas instituições receberam este ano uma verba de cerca de 3,1 milhões de euros e vão receber em 2006 cerca de 2,9 milhões de euros, sendo a reivindicação da confederação de quatro milhões de euros.
Esta matéria específica tem estado a ser discutida com os grupos parlamentares, aos quais a CNOD entregou um manifesto com outras reivindicações para melhorar a vida de cerca de um milhão de portugueses portadores de deficiência.
Durante o protesto, os manifestantes empunharam cartazes e tarjas com inscrições contra a discriminação e a injustiça social que afirmam viver.
A CNOD reclama o reforço de verbas para as ajudas técnicas, vacinação gratuita para doenças crónicas, uma escola inclusiva, oportunidades e trabalho e melhores acessibilidades para pessoas com problemas de locomoção.
Várias pessoas em cadeiras de rodas participaram na vigília, em que os manifestantes sublinharam também os problemas das pessoas com outras deficiências menos visíveis e o drama das famílias que têm filhos com problemas de saúde mental. A CNOD protesta também contra o encerramento de hospitais psiquiátricos e maternidades.

MURPI exige justiça social

Ontem, terça-feira, foi a vez de os reformados e os pensionistas se manifestarem, entre a Assembleia da República e São Bento, com um cordão humano, com o objectivo de repudiar a «errada e degradante concepção de Justiça Social que o Governo PS transportou para o Orçamento de Estado».
«O cordão humano é apenas mais uma forma de manifestarmos o nosso profundo repúdio contra tamanha insensibilidade da parte de quem, como foi o caso do PS, obteve votos com a promessa solene de que, se ganhasse as eleições, aumentaria as pensões e reformas para 300 euros», afirma, em nota dirigida à comunicação social, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI).
Lembrando que «os dois milhões e 600 mil reformados e pensionistas recebem uma pensão média de 259 euros e 50 cêntimos», «a pensão de sobrevivência é, em média, de 156 euros e 37 cêntimos» e «com este Orçamento de Estado, com a subida dos preços dos medicamentos e dos cuidados de saúde, os reformados e pensionistas vêem a sua qualidade de vida degradar-se ainda mais», a MURPI, no documento, destaca ainda que «o primeiro-ministro, José Sócrates, rasgou rapidamente os seus compromissos e o resultado negativo está à vista, a somar à sua esmagadora solidão e às dificuldades de locomoção e de conveniência social».


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