Situação social preocupa comunistas
A Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP, reunida no dia 22 de Outubro, analisou a situação política e apontou medidas de reforço da organização partidária e de dinamização do apoio à candidatura de Jerónimo de Sousa à Presidência da República.
O Governo reduziu a verba para Aveiro em mais de 35 milhões de euros
Em nota à comunicação social, a DORAV começa por considerar que o Orçamento de Estado, confirmando as piores expectativas, mostra que o PS «não entendeu» o aviso que o povo português expressou nas eleições autárquicas e insiste em penalizar os trabalhadores e as famílias.
Com a imposição no PIDDAC de cortes significativos nos apoios às regiões, o Governo reduziu a verba para Aveiro em mais de 35 milhões de euros – regressando a níveis abaixo do ano 2000 – e desistiu de um importante conjunto de obras, razão por que a DORAV vai apresentar ao Grupo Parlamentar do PCP um conjunto de propostas que, apesar de não alterarem profundamente «o sentido erróneo do documento», correspondem a aspirações sentidas pelas populações.
Entretanto, o PCP assistiu com «profunda preocupação» às declarações da ministra da Educação sobre a intenção de encerrar de mais de meio milhar de escolas com menos de 20 aluno, com o intuito apenas de «poupar mais uns milhões aos cofres do Estado, que depois entrega à banca em benefícios fiscais». A concretização desta intenção, diz o PCP, traduzir-se-ia no distrito pelo encerramento de muitas escolas – grande parte com mais de uma dezena de crianças –, que «representam nas suas aldeias o último elemento de dinamismo», e acentuaria «o caminho da desertificação e do isolamento de povoações já desfavorecidas».
Relativamente à situação social do distrito, o PCP mostra-se preocupado com o rumo do desemprego (que parece estar a retomar o caminho do crescimento), com o aumento da precariedade e com o facto de grandes empresas se manterem numa situação de indefinição e mesmo de crise declarada. É o caso da Rohde – com um processo de lay-off em curso até Janeiro de 2006 – que, sem assumir qualquer compromisso de garantia de continuação da empresa e dos postos de trabalho, vê o governo anunciar a autorização de novo processo, ou da ECCO que, segundo informações a circular, tenciona despedir mais de uma centena de trabalhadores.
Por um futuro melhor
A DORAV avaliou, também, o andamento dos contactos em torno do apoio à candidatura de Jerónimo de Sousa à Presidência da Republica, registando com satisfação «a ampla simpatia que ela está a granjear em todos aqueles que não aceitam este rumo da política nacional e que não se resignam perante a brutal ofensiva contra os direitos dos trabalhadores». Sendo a única, diz, «que assume um projecto de ruptura com os actuais caminhos e que transporta consigo um património de luta e de denúncia dos responsáveis pela situação a que chegamos», é a que, com uma grande votação, «melhor contribuirá para a derrota do candidato da direita e a que, sem dúvidas, projecta um sinal de esperança num futuro melhor».
Por fim, os comunistas de Aveiro, «animados» com os resultados positivos das últimas eleições autárquicas, discutiram e apontaram medidas de reforço da organização partidária, marcando a sua Assembleia da Organização Regional para o primeiro trimestre de 2006.
Com a imposição no PIDDAC de cortes significativos nos apoios às regiões, o Governo reduziu a verba para Aveiro em mais de 35 milhões de euros – regressando a níveis abaixo do ano 2000 – e desistiu de um importante conjunto de obras, razão por que a DORAV vai apresentar ao Grupo Parlamentar do PCP um conjunto de propostas que, apesar de não alterarem profundamente «o sentido erróneo do documento», correspondem a aspirações sentidas pelas populações.
Entretanto, o PCP assistiu com «profunda preocupação» às declarações da ministra da Educação sobre a intenção de encerrar de mais de meio milhar de escolas com menos de 20 aluno, com o intuito apenas de «poupar mais uns milhões aos cofres do Estado, que depois entrega à banca em benefícios fiscais». A concretização desta intenção, diz o PCP, traduzir-se-ia no distrito pelo encerramento de muitas escolas – grande parte com mais de uma dezena de crianças –, que «representam nas suas aldeias o último elemento de dinamismo», e acentuaria «o caminho da desertificação e do isolamento de povoações já desfavorecidas».
Relativamente à situação social do distrito, o PCP mostra-se preocupado com o rumo do desemprego (que parece estar a retomar o caminho do crescimento), com o aumento da precariedade e com o facto de grandes empresas se manterem numa situação de indefinição e mesmo de crise declarada. É o caso da Rohde – com um processo de lay-off em curso até Janeiro de 2006 – que, sem assumir qualquer compromisso de garantia de continuação da empresa e dos postos de trabalho, vê o governo anunciar a autorização de novo processo, ou da ECCO que, segundo informações a circular, tenciona despedir mais de uma centena de trabalhadores.
Por um futuro melhor
A DORAV avaliou, também, o andamento dos contactos em torno do apoio à candidatura de Jerónimo de Sousa à Presidência da Republica, registando com satisfação «a ampla simpatia que ela está a granjear em todos aqueles que não aceitam este rumo da política nacional e que não se resignam perante a brutal ofensiva contra os direitos dos trabalhadores». Sendo a única, diz, «que assume um projecto de ruptura com os actuais caminhos e que transporta consigo um património de luta e de denúncia dos responsáveis pela situação a que chegamos», é a que, com uma grande votação, «melhor contribuirá para a derrota do candidato da direita e a que, sem dúvidas, projecta um sinal de esperança num futuro melhor».
Por fim, os comunistas de Aveiro, «animados» com os resultados positivos das últimas eleições autárquicas, discutiram e apontaram medidas de reforço da organização partidária, marcando a sua Assembleia da Organização Regional para o primeiro trimestre de 2006.