Semana de greves na Justiça

Protesto geral

Teve ontem o seu ponto alto a luta de juizes, magistrados do Ministério Público, oficiais de Justiça, pessoal técnico e administrativo do MJ e funcionários dos registos e notariado.

A dimensão da luta expressa o descontentamento

O nível de adesão desta luta, que abrange todos os sectores da Justiça, «comprova a dimensão do descontentamento face aos inúmeros problemas que este Governo, como outros, não mostra capacidade nem vontade política de resolver», disse ontem ao Avante!, numa primeira apreciação, José Neto, da Comissão Política do PCP, expressando «toda a solidariedade» do Partido para com os justos objectivos das greves.
A série de paralisações iniciou-se segunda-feira, com uma greve de três dias dos funcionários técnicos, administrativos, auxiliares e operários da Polícia Judiciária. Anteontem, os magistrados do Ministério Público iniciaram uma greve de dois dias. A greve dos juizes iniciou-se ontem e termina hoje, tal como a do pessoal dos registos e notariado. Para ontem à tarde, o Sindicato dos Funcionários Judiciais convocou uma concentração no Terreiro do Paço, que poderia ter a participação de outros trabalhadores.
Nesta movimentação envolveu-se uma dúzia de estruturas sindicais, o que o ministro Alberto Costa verberou como «concertação para perturbar» os tribunais. José Sócrates, por seu turno, insistiu em condenar a greve, porque seria apenas motivada pela alteração do sistema de saúde dos trabalhadores.
O SFJ, por exemplo, em comunicado que distribuiu na semana passada, já havia explicado que a luta ia muito para além desse motivo: «Este Governo só nos retira direitos e não resolve nenhum problema dos tribunais».


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