Irlanda do Norte

IRA desmantela arsenal

O Exército Republicano Irlandês concluiu na segunda-feira o desmantelamento do seu arsenal, concretizando o compromisso assumido em 28 de Julho de por fim a 36 anos de operações militares para obter a unificação do país.
A conclusão do processo foi confirmada em Belfast pelo general canadiano, John de Chastelain, chefe da Comissão de Internacional de Desarmamento (IIDC). «Informámos - em documento confidencial - os Governos britânico e irlandês de que observámos e verificámos que importantes quantidades de armas foram inutilizadas, e consideramos que tal inclui todas as armas na posse do IRA», declarou Chastelain em conferência de imprensa.
O inventário do armamento destruído só será publicado após o desarmamento dos grupos paramilitares protestantes conforme estabelece o acordo de «Sexta-feira Santa» de 1998.
Em Brighton, durante o congresso anual do Partido Trabalhista britânico, Tony Blair considerou que este acontecimento permite ter «esperança de ver o processo de paz finalizado». Em Washington, o porta-voz da Casa branca qualificou o desarmamento como uma «etapa crucial» que deve ser seguida de actos que provem o comprometimento inequívoco do movimento republicano na direcção de um Esatdo de direito e o abandono de todas as actividades paramilitares ou criminosas». O senador democrata, Ted Kennedy felicitou o líder do Sinn Fein, Gerry Adams, pelo seu papel neste processo. Por seu turno, Adams exigiu que os governos britânico e irlandês apliquem o acordo de 1998 em todas as suas vertentes, designadamente no que se refere à igualdade, à polícia e aos direitos do homem.
O futuro depende agora em grande parte do comportamento da comunidade protestante e dos seus líderes. O reverendo radical Ian Paisley, o principal dirigente protestante norte-irlandês, líder do maioritário Partido Democrático Unionista (DUP) e adversário do acordo de 1999, criticou a «duplicidade» e a «desonestidade» dos governos britânico e irlandês, bem como do IRA, considerando que o processe de desarmamento foi um fracasso, faltando dados concretos sobre a quantidade de armas inutilizadas.


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