Em causa interesses da população
As afirmações do vice-presidente da Câmara Municipal do Porto Paulo Morais na revista «Visão» da semana passada, no sentido de que estaria a ser afastado das listas PSD/PP para tornar esta candidatura mais «vulnerável» à satisfação de interesses imobiliários, mereceram do PCP, no próprio dia, um pedido público de esclarecimento.
A Direcção da Organização Regional do Porto começa por exigir de Rui Rio que explique se efectivamente foi «cúmplice» do afastamento de Paulo Morais com este objectivo ou se considera que aquelas afirmações não são verdadeiras. É que não o sendo, pela sua gravidade, «torna incompreensível» a manutenção de Paulo Morais no cargo que actualmente ocupa.
Contudo, diz o PCP, as afirmações de Paulo Morais vêm pôr a nu o que os comunistas denunciam há dezenas de anos: a existência de um «bloco central de interesses instalados na região», que se traduz na «promiscuidade» de PS, PSD e também CDS com os interesses dos grandes grupos económicos, designadamente na área da construção civil. E que servindo-se do poder que detêm nas Câmaras Municipais, na Junta Metropolitana do Porto e nos grandes projectos em que estas estão envolvidas, procuram «assegurar o financiamento partidário a troco de benesses e contrapartidas», pondo em causa os interesses das populações e das próprias autarquias.
Por fim, a DORP apela à coragem de Paulo Morais para que denuncie quais as pessoas que deste e dos anteriores governos exerceram pressões para a aprovação de projectos imobiliários que não respeitam as regras urbanísticas, de forma a que a verdade possa ser apurada, designadamente pela Procuradoria Geral da República.
A Direcção da Organização Regional do Porto começa por exigir de Rui Rio que explique se efectivamente foi «cúmplice» do afastamento de Paulo Morais com este objectivo ou se considera que aquelas afirmações não são verdadeiras. É que não o sendo, pela sua gravidade, «torna incompreensível» a manutenção de Paulo Morais no cargo que actualmente ocupa.
Contudo, diz o PCP, as afirmações de Paulo Morais vêm pôr a nu o que os comunistas denunciam há dezenas de anos: a existência de um «bloco central de interesses instalados na região», que se traduz na «promiscuidade» de PS, PSD e também CDS com os interesses dos grandes grupos económicos, designadamente na área da construção civil. E que servindo-se do poder que detêm nas Câmaras Municipais, na Junta Metropolitana do Porto e nos grandes projectos em que estas estão envolvidas, procuram «assegurar o financiamento partidário a troco de benesses e contrapartidas», pondo em causa os interesses das populações e das próprias autarquias.
Por fim, a DORP apela à coragem de Paulo Morais para que denuncie quais as pessoas que deste e dos anteriores governos exerceram pressões para a aprovação de projectos imobiliários que não respeitam as regras urbanísticas, de forma a que a verdade possa ser apurada, designadamente pela Procuradoria Geral da República.