Contra a expulsão dos moradores
O cabeça-de-lista da CDU à Câmara do Porto defende a recuperação dos edifícios do centro histórico da cidade baseada em investimento público, afastando do processo a Sociedade de Reabilitação Urbana «Porto Vivo».
Não se pode deixar matar a zona histórica
Esta sociedade pretende mobilizar privados para a recuperação do centro citadino, mas Rui Sá, que falava, na passada semana, em conferência de imprensa, considerou esse modelo «completamente inadequado» para as quatro freguesias da cidade com estatuto de Património da Humanidade, nomeadamente a Sé, Vitória, Miragaia e S. Nicolau.
O candidato comunista frisou que a zona histórica tem prédios pequenos, muitos com paredes comuns, sobrelotados e dispersos por vielas, onde é difícil fazer chegar meios técnicos para a reabilitação.
Acresce, segundo Rui Sá, que a filosofia de intervenção das sociedades de reabilitação urbana «caracteriza-se pela expulsão para a periferia dos moradores com menos posses, substituindo-os por inquilinos com melhores condições financeiras».
Nas quatro freguesias consideradas Património da Humanidade, as mais afectadas pela desertificação urbana no Porto, habitam 20 mil pessoas e um terço das habitações carece de recuperação, estimou Rui Sá. «Recuperá-las na totalidade é uma tarefa para várias décadas», admitiu.
O autarca defendeu que a missão seja conduzida directamente pelos serviços camarários, a partir da reconstituição das equipas técnicas do extinto Comissariado para a Reabilitação Urbana da Ribeira/Barredo (CRUARB).
Ao longo de duas décadas, até à eleição de Rui Rio, o CRUARB reabilitou 10 por cento das casas daquele pequeno núcleo da zona histórica.
Para suportar o esforço público de recuperação do edificado no centro histórico, Rui Sá preconizou o recurso a fundos comunitários (aproveitando as dinâmicas criadas pela Rede de Cidades Património Mundial) e a verbas do programa para recuperação habitacional Prohabita.
Legítimo e justo
O candidato defendeu ainda que o próprio Estado crie linhas de financiamento específicas para recuperar habitações em centros históricos. «Não se pode deixar matar a zona histórica, assim como o mercado do Bolhão. Aqui está a alma da cidade, que define o carácter tripeiro», observou o candidato da CDU.
Para reforçar as condições de atracção da zona histórica, Rui Sá defendeu ainda a melhoria dos equipamentos públicos, melhor compatibilização do funcionamento dos estabelecimentos nocturnos com o «legítimo e justo» direito dos moradores ao descanso, o lançamento do Festival do Douro e outras acções de animação.
O candidato comunista frisou que a zona histórica tem prédios pequenos, muitos com paredes comuns, sobrelotados e dispersos por vielas, onde é difícil fazer chegar meios técnicos para a reabilitação.
Acresce, segundo Rui Sá, que a filosofia de intervenção das sociedades de reabilitação urbana «caracteriza-se pela expulsão para a periferia dos moradores com menos posses, substituindo-os por inquilinos com melhores condições financeiras».
Nas quatro freguesias consideradas Património da Humanidade, as mais afectadas pela desertificação urbana no Porto, habitam 20 mil pessoas e um terço das habitações carece de recuperação, estimou Rui Sá. «Recuperá-las na totalidade é uma tarefa para várias décadas», admitiu.
O autarca defendeu que a missão seja conduzida directamente pelos serviços camarários, a partir da reconstituição das equipas técnicas do extinto Comissariado para a Reabilitação Urbana da Ribeira/Barredo (CRUARB).
Ao longo de duas décadas, até à eleição de Rui Rio, o CRUARB reabilitou 10 por cento das casas daquele pequeno núcleo da zona histórica.
Para suportar o esforço público de recuperação do edificado no centro histórico, Rui Sá preconizou o recurso a fundos comunitários (aproveitando as dinâmicas criadas pela Rede de Cidades Património Mundial) e a verbas do programa para recuperação habitacional Prohabita.
Legítimo e justo
O candidato defendeu ainda que o próprio Estado crie linhas de financiamento específicas para recuperar habitações em centros históricos. «Não se pode deixar matar a zona histórica, assim como o mercado do Bolhão. Aqui está a alma da cidade, que define o carácter tripeiro», observou o candidato da CDU.
Para reforçar as condições de atracção da zona histórica, Rui Sá defendeu ainda a melhoria dos equipamentos públicos, melhor compatibilização do funcionamento dos estabelecimentos nocturnos com o «legítimo e justo» direito dos moradores ao descanso, o lançamento do Festival do Douro e outras acções de animação.