Alternativa pacífica
O Exército Republicano Irlandês anunciou o fim das acções armadas. Londres reagiu de imediato, apresentando um plano de redução para metade dos seus efectivos no Ulster.
IRA põe fim a 35 anos de luta armada pela causa irlandesa
Um comunicado da direcção do IRA, divulgado na quinta-feira, dia 28, revelou que a organização «ordenou formalmente o fim da campanha armada com efeitos a partir das 16 horas [daquele dia]. Todas as unidades do IRA receberam ordem para depor armas».
O mesmo texto apela aos militantes para, através de meios exclusivamente «democráticos e pacíficos», continuarem a luta pela reunificação da Irlanda e pelo fim da autoridade britânica sobre o território.
Esta decisão do IRA, que observa um cessar-fogo desde 1997, foi de imediato qualificada pelo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, como «um passo de uma amplitude jamais vista na história recente da Irlanda».
Isto apesar de a organização ter sublinhado que não se dissolverá, rejeitando assim uma das condições impostas pelos unionistas para negociar com o Sinn Fein o relançamento do governo local, no qual católicos e protestantes partilharam o poder entre 1999 e 2002.
Não abdicando do seu passado revolucionário com mais de um século de história, o IRA declara o seu empenhamento no processo de paz, tendo «autorizado que representantes seus colaborem com a Comissão Internacional Independente de Desarmamento (IIDC)» para completar o processo de destruição dos seus arsenais de «uma forma verificável».
Em 6 de Abril, o líder do Sin Fein tinha apelado ao movimento clandestino irlandês para que abandonasse as armas definitivamente. Gerry Adams declarou na altura que a luta pela unificação política da ilha podia ser conduzida por outros meios. Explicando que no passado tinha defendido «o direito do IRA a recorrer à luta armada» porque «não havia outra solução» para aqueles que recusavam submeter-se, Adams considerou que essa «solução existe hoje».
A decisão histórica do IRA, de acordo com o comunicado da organização, foi tomada «depois de uma discussão interna sem precedentes e de um processo de consulta com as unidades e os voluntários». «O resultado dessas consultas demonstra um apoio muito forte entre os voluntários à estratégia pacífica do Sinn Fein», o principal partido republicano da Irlanda do Norte. Não obstante, «reiteramos a nossa opinião de que a luta armada era totalmente legítima», acrescenta o texto.
Retirada britânica
Na segunda-feira, dia 1, o Ministério britânico para a Irlanda do Norte divulgou um plano de «normalização» que prevê a retirada de metade dos seus efectivos militares no prazo de dois anos, bem como o desmantelamento das respectivas instalações.
O titular do ministério, Peter Hain, explicou que o objectivo reduzir os actuais 11 mil soldados distribuídos por 30 bases e portos fronteiriços para cinco mil efectivos em 14 casernas. O plano prevê ainda a extinção, em Agosto de 2007, do Royal Irish Regiment (RIR), o único regimento do exército britânico na Irlanda do Norte, composto por três mil homens.
O mesmo texto apela aos militantes para, através de meios exclusivamente «democráticos e pacíficos», continuarem a luta pela reunificação da Irlanda e pelo fim da autoridade britânica sobre o território.
Esta decisão do IRA, que observa um cessar-fogo desde 1997, foi de imediato qualificada pelo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, como «um passo de uma amplitude jamais vista na história recente da Irlanda».
Isto apesar de a organização ter sublinhado que não se dissolverá, rejeitando assim uma das condições impostas pelos unionistas para negociar com o Sinn Fein o relançamento do governo local, no qual católicos e protestantes partilharam o poder entre 1999 e 2002.
Não abdicando do seu passado revolucionário com mais de um século de história, o IRA declara o seu empenhamento no processo de paz, tendo «autorizado que representantes seus colaborem com a Comissão Internacional Independente de Desarmamento (IIDC)» para completar o processo de destruição dos seus arsenais de «uma forma verificável».
Em 6 de Abril, o líder do Sin Fein tinha apelado ao movimento clandestino irlandês para que abandonasse as armas definitivamente. Gerry Adams declarou na altura que a luta pela unificação política da ilha podia ser conduzida por outros meios. Explicando que no passado tinha defendido «o direito do IRA a recorrer à luta armada» porque «não havia outra solução» para aqueles que recusavam submeter-se, Adams considerou que essa «solução existe hoje».
A decisão histórica do IRA, de acordo com o comunicado da organização, foi tomada «depois de uma discussão interna sem precedentes e de um processo de consulta com as unidades e os voluntários». «O resultado dessas consultas demonstra um apoio muito forte entre os voluntários à estratégia pacífica do Sinn Fein», o principal partido republicano da Irlanda do Norte. Não obstante, «reiteramos a nossa opinião de que a luta armada era totalmente legítima», acrescenta o texto.
Retirada britânica
Na segunda-feira, dia 1, o Ministério britânico para a Irlanda do Norte divulgou um plano de «normalização» que prevê a retirada de metade dos seus efectivos militares no prazo de dois anos, bem como o desmantelamento das respectivas instalações.
O titular do ministério, Peter Hain, explicou que o objectivo reduzir os actuais 11 mil soldados distribuídos por 30 bases e portos fronteiriços para cinco mil efectivos em 14 casernas. O plano prevê ainda a extinção, em Agosto de 2007, do Royal Irish Regiment (RIR), o único regimento do exército britânico na Irlanda do Norte, composto por três mil homens.