Enfermeiros pararam
Teve forte adesão, por todo o País, a greve convocada para ontem pelo SEP e pelos outros três sindicatos de enfermeiros, contra a manutenção da idade de reforma.
As primeiras notícias referiam paralisações praticamente totais em vários hospitais e centros de saúde, em particular os grandes hospitais de Lisboa e Porto. Estavam apurados índices globais de participação superiores a 85 por cento, nas regiões do Grande Porto, do Algarve e do Centro.
Os quatro sindicatos dos enfermeiros convocaram esta greve contra a decisão do Governo de aumentar a idade de reforma dos trabalhadores da Administração Pública. Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, sublinhou à Agência Lusa que o Estado «é responsável por garantir a salvaguarda dos enfermeiros face ao risco e penosidade da profissão», de acordo com legislação datada de 1996. Para a sindicalista, o aumento da idade da reforma, dos 57 para os 62 ou 65 anos, proposto pelo Governo, vem pôr em risco a segurança com que é exercida a actividade dos enfermeiros, pois «as condições do exercício da enfermagem nos hospitais não mudaram significativamente, apesar da alteração nas necessidades de cuidados de saúde».
Desde 1991, os 37 500 enfermeiros portugueses que exercem na administração pública (de um total de 44 mil inscritos na Ordem dos Enfermeiros) podem reformar-se com 57 anos de idade e 35 de serviço.
O SEP salienta que o Estado «tem o dever, para com os cidadãos, de garantir a possibilidade dos enfermeiros se aposentarem nas condições que hoje têm, dando continuidade ao reconhecimento das condições particularmente penosas inerente ao exercício da profissão de enfermagem, que vem sendo referido e consagrado em legislação desde 1967» - ou seja, há 38 anos.
Os quatro sindicatos dos enfermeiros convocaram esta greve contra a decisão do Governo de aumentar a idade de reforma dos trabalhadores da Administração Pública. Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, sublinhou à Agência Lusa que o Estado «é responsável por garantir a salvaguarda dos enfermeiros face ao risco e penosidade da profissão», de acordo com legislação datada de 1996. Para a sindicalista, o aumento da idade da reforma, dos 57 para os 62 ou 65 anos, proposto pelo Governo, vem pôr em risco a segurança com que é exercida a actividade dos enfermeiros, pois «as condições do exercício da enfermagem nos hospitais não mudaram significativamente, apesar da alteração nas necessidades de cuidados de saúde».
Desde 1991, os 37 500 enfermeiros portugueses que exercem na administração pública (de um total de 44 mil inscritos na Ordem dos Enfermeiros) podem reformar-se com 57 anos de idade e 35 de serviço.
O SEP salienta que o Estado «tem o dever, para com os cidadãos, de garantir a possibilidade dos enfermeiros se aposentarem nas condições que hoje têm, dando continuidade ao reconhecimento das condições particularmente penosas inerente ao exercício da profissão de enfermagem, que vem sendo referido e consagrado em legislação desde 1967» - ou seja, há 38 anos.