Isto anda tudo ligado
Quantos milhares de presos políticos existem, hoje, nos EUA ou à ordem da administração Bush? Eis uma questão a que só o próprio Bush e os seus homens de mão mais chegados (Gonzalez, Rumsfeld e outros facínoras) poderão responder. São conhecidos, contra a vontade dos tiranos, os casos da prisão de Guantánamo Bay, onde permanecem 520 presos oriundos de 40 países, que ali são tratados barbaramente; da prisão de Abu Ghraib, de que há tempos vimos elucidativas imagens e onde permanecem mais de 3000 prisioneiros; da prisão de Camp Bucca, uma base norte-americana no Iraque, onde estão cerca de 6300 presos – em qualquer destas duas últimas, as autoridades iraquianas não têm qualquer poder sobre os presos: são os EUA que mandam. Todos estes presos são acusados de terroristas. Sabe-se, contudo, que, para Bush, terrorista é todo o que contesta a sua ambição de domínio do mundo – já que os verdadeiros terroristas são visitas e sócios da família...
Três prisões - todas fora dos EUA - com cerca de 10 mil presos sem quaisquer direitos legais e sujeitos às mais brutais violações dos direitos humanos: era isto o que se sabia até há pouco tempo. Agora, sabe-se mais – e o mais certo é que aquilo que agora se sabe continue a estar muito, muito aquém da sinistra realidade. Segundo a Amnistia Internacional, «os EUA mantêm um verdadeiro arquipélago de prisões em todo o mundo», «uma rede de prisões secretas onde a tortura é usada de forma sistemática e onde os presos morrem sem que ninguém o saiba». Essa dezenas de prisões são, nuns casos, dirigidas pela CIA, noutros casos, pelos governos locais sob o superior controle da CIA.
Seria interessante saber quais os países que se prestam à degradante situação. E é importante sabermos se - sabe-se lá! - alguma dessas prisões se situa em território português.
Como é natural, a turba canora de comentadores políticos com lugar cativo nos média dominantes não fala sobre esta matéria. Para quê?: eles já decretaram, unanimemente, que os EUA são a pátria da democracia, da liberdade, dos direitos humanos, o modelo a copiar para Portugal. E está tudo dito.
Quase tudo: esses escribas são também unânimes no apoio à política de direita que há 29 anos tem vindo a ser aplicada pelos governos PS, PSD, CDS e que, entre outras malfeitorias, tem vindo a empobrecer cada vez mais o conteúdo democrático do regime. Porque isto anda tudo ligado.
Três prisões - todas fora dos EUA - com cerca de 10 mil presos sem quaisquer direitos legais e sujeitos às mais brutais violações dos direitos humanos: era isto o que se sabia até há pouco tempo. Agora, sabe-se mais – e o mais certo é que aquilo que agora se sabe continue a estar muito, muito aquém da sinistra realidade. Segundo a Amnistia Internacional, «os EUA mantêm um verdadeiro arquipélago de prisões em todo o mundo», «uma rede de prisões secretas onde a tortura é usada de forma sistemática e onde os presos morrem sem que ninguém o saiba». Essa dezenas de prisões são, nuns casos, dirigidas pela CIA, noutros casos, pelos governos locais sob o superior controle da CIA.
Seria interessante saber quais os países que se prestam à degradante situação. E é importante sabermos se - sabe-se lá! - alguma dessas prisões se situa em território português.
Como é natural, a turba canora de comentadores políticos com lugar cativo nos média dominantes não fala sobre esta matéria. Para quê?: eles já decretaram, unanimemente, que os EUA são a pátria da democracia, da liberdade, dos direitos humanos, o modelo a copiar para Portugal. E está tudo dito.
Quase tudo: esses escribas são também unânimes no apoio à política de direita que há 29 anos tem vindo a ser aplicada pelos governos PS, PSD, CDS e que, entre outras malfeitorias, tem vindo a empobrecer cada vez mais o conteúdo democrático do regime. Porque isto anda tudo ligado.