Em vários pontos do País

Comunistas denunciam abusos patronais

Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, o PCP está atento e activo ao que se passa no mundo do trabalho. E apela à luta dos trabalhadores em defesa dos seus direitos.

Os comunistas assumem o seu lugar ao lado da luta dos trabalhadores

Em Aveiro, o PCP considera que, a consumar-se o despedimento anunciado na Yasaki Saltano, estar-se-à perante mais um «claro aproveitamento dos dinheiros públicos e comunitários, que o Governo não pode deixar em claro». Para a Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP, o Governo deveria «reclamar a devolução» dos montantes recebidos. Os comunistas consideram que havendo notícias de «negociações secretas» entre o Estado português e a multinacional, «importa que este argumento seja utilizado junto da empresa».
Os comunistas acusam a Yasaki de ter recebido 5 milhões de euros de fundos comunitários nos últimos quatro anos e denunciou esta situação junto dos trabalhadores na jornada de luta que estes travaram no passado dia 1 contra os despedimentos. A delegação do PCP, que incluía João Frazão, membro da Comissão Política, prestou desta forma a sua solidariedade activa para com os trabalhadores da empresa.
O deputado do PCP, Jorge Machado, entregou, entretanto, na Assembleia da República um requerimento questionando o Ministério da Economia acerca da posição do Governo face aos apoios recebidos pela Yasaki nos últimos anos. A questão foi igualmente levantada pela deputada ao Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo. O representante da Comissão Europeia questionado afirmou caber às autoridades nacionais a garantia do respeito das condições em que são concedidos os fundos e adoptar as medidas adequadas em caso de violação, designadamente o reembolso dos apoios recebidos indevidamente.

Cerâmica em crise

Nas Caldas da Rainha, a Comissão Concelhia do Partido considera que o sector da Cerâmica pratica uma política de baixos salários e fraca qualificação da mão-de-obra. Estas práticas, aliadas ao aumento do trabalho precário e sem direitos, originou uma grave crise no sector. A Barrarte e a Pastoret encerraram, custando o posto de trabalho a cerca de 220 trabalhadores; na ex-Subtil, mais de uma centena de trabalhadores subsistem com salários em atraso; na Bordalo Pinheiro e Secla foram despedidos mais de cem trabalhadores; em empresas como a Molde, os trabalhadores são mandados para casa e chamados apenas quando a empresa tem encomendas.
Para os comunistas das Caldas da Rainha, esta «crise de dimensões preocupantes», tem origem do «domínio das multinacionais que ditam as leis na União Europeia, com as suas políticas neoliberais em que o máximo lucro é transformado em dogma». Mas, para o PCP, as políticas de direita seguidas pelos sucessivos governos de Portugal «nunca se preocuparam em defender e modernizar o nosso aparelho produtivo», principalmente em sectores como a cerâmica, a cristalaria ou os têxteis. Também a Câmara Municipal têm culpas na situação que se vive, afirmam os comunistas, que acusam a autarquia de nada ter feito para atrair novas indústrias para o concelho e por ter deixado degradar o parque industrial existente.

SPAL

Para a Comissão Concelhia de Alcobaça do PCP, os cerca de 600 trabalhadores da SPAL «mereciam receber da administração da empresa um tratamento mais digno». Até porque, afirmam os comunistas, são eles que têm assegurado o funcionamento de todo o processo produtivo. Os comunistas de Alcobaça questionam: «Aumentos salariais em 2005 para quando?»
Sem quaisquer informações acerca das razões da demora nos aumentos, comunistas e trabalhadores questionam se haverá dificuldades na empresa e exigem explicações.


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