Cuba alertou EUA para ataques terroristas
Os EUA ignoraram informações de Cuba sobre a actividade de terroristas em Miami, onde viviam e treinavam os autores dos atentados de 11 de Setembro de 2001.
«Os EUA silenciaram as informações fornecidas por Cuba em 1998»
A denúncia foi feita pelo presidente cubano, Fidel Castro, que no passado sábado revelou perante centenas de milhares de compatriotas, em Havana, ter recorrido em 1998 aos bons ofícios do escritor colombiano Gabriel García Márquez para fazer chegar uma mensagem ao então presidente dos EUA, Bill Clinton.
Pressionada pela Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), que na época financiava uma onda de atentados contra instalações turísticas na ilha, a Casa Branca optou por usar os dados recebidos para prender os cinco patriotas cubanos infiltrados nos grupos terroristas da Florida, que eram a principal fonte de informação para prevenir esses crimes.
Gerardo Hernández, Ramón Labañino, René González, Antonio Guerrero e Fernando González foram julgados e condenados a pesadas penas por um tribunal de Miami, enquanto a maioria dos terroristas, incluindo os que levaram a cabo os atentados de 11 de Setembro de 2001, continuaram a viver e a treinar em Miami.
Segundo Fidel Castro, cujas revelações foram acompanhadas pela divulgação de documentos desclassificados «sem uma censura», Havana forneceu a agentes do Bureau Federal de Investigações (FBI) informação pormenorizada sobre os atentados em Cuba, incluindo 64 dossiers com elementos de 31 acções e planos terroristas levados a cabo entre 1990 e 1998, na sua maioria ligados à FNAC e levados a cabo pela rede mercenária dirigida por Luis Posada Carriles.
Trata-se do mesmo Carriles que há dois meses entrou ilegalmente nos EUA pedindo asilo político, fugido da Venezuela onde é acusado pelo derrube de um avião civil cubano com 73 pessoas a bordo. Carriles está intimamente ligado com outro terrorista, Orlando Bosch, acusado, entre outros crimes, de responsabilidades no assassínio do ex ministro chileno Orlando Letelier.
Terroristas à solta
Entre as provas fornecidas por Cuba aos EUA conta-se ainda 51 dossiers sobre o dinheiro fornecido pela FNCA a grupos terroristas para actividades contra Cuba, bem como outros 60 com fichas - incluindo dados para a sua localização - de 40 terroristas de origem cubana, a maioria dos quais residentes em Miami.
«Nenhum terrorista foi preso em lado nenhum», afirmou Fidel Castro, lembrando que Orlando Bosch se passeia por Miami graças ao indulto recebido por Bush pai.
O mais dramático, sublinhou Fidel, é que o então responsável pelo FBI na Florida, Héctor Pesquera, se encarniçou na perseguição contra os cinco patriotas cubanos que permitiram reunir a informação prestada aos EUA, mas nada fez contra os pelo menos 14 dos 19 terroristas que participaram nos ataques de 11 de Setembro e que viviam na área da sua jurisdição.
Os EUA silenciaram as informações fornecidas por Cuba em 1998 sobre os atentados terroristas financiados a partir da Florida, cujos métodos se repetiram em Setembro de 2001, apesar de Fidel Castro ter então alertado Bill Clinton para o facto de os ataques a aviões comerciais «poderem vir a tornar-se um epidemia, como sucedeu antes com o sequestro de aviões» e chamado a atenção para a participação de grupos terroristas cubanos nessas actividades.
Três anos depois, milhares de pessoas inocentes morreram em Nova Iorque. O Afeganistão e o Iraque foram invadidos e os criminosos passeiam-se pelos EUA.
Pressionada pela Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), que na época financiava uma onda de atentados contra instalações turísticas na ilha, a Casa Branca optou por usar os dados recebidos para prender os cinco patriotas cubanos infiltrados nos grupos terroristas da Florida, que eram a principal fonte de informação para prevenir esses crimes.
Gerardo Hernández, Ramón Labañino, René González, Antonio Guerrero e Fernando González foram julgados e condenados a pesadas penas por um tribunal de Miami, enquanto a maioria dos terroristas, incluindo os que levaram a cabo os atentados de 11 de Setembro de 2001, continuaram a viver e a treinar em Miami.
Segundo Fidel Castro, cujas revelações foram acompanhadas pela divulgação de documentos desclassificados «sem uma censura», Havana forneceu a agentes do Bureau Federal de Investigações (FBI) informação pormenorizada sobre os atentados em Cuba, incluindo 64 dossiers com elementos de 31 acções e planos terroristas levados a cabo entre 1990 e 1998, na sua maioria ligados à FNAC e levados a cabo pela rede mercenária dirigida por Luis Posada Carriles.
Trata-se do mesmo Carriles que há dois meses entrou ilegalmente nos EUA pedindo asilo político, fugido da Venezuela onde é acusado pelo derrube de um avião civil cubano com 73 pessoas a bordo. Carriles está intimamente ligado com outro terrorista, Orlando Bosch, acusado, entre outros crimes, de responsabilidades no assassínio do ex ministro chileno Orlando Letelier.
Terroristas à solta
Entre as provas fornecidas por Cuba aos EUA conta-se ainda 51 dossiers sobre o dinheiro fornecido pela FNCA a grupos terroristas para actividades contra Cuba, bem como outros 60 com fichas - incluindo dados para a sua localização - de 40 terroristas de origem cubana, a maioria dos quais residentes em Miami.
«Nenhum terrorista foi preso em lado nenhum», afirmou Fidel Castro, lembrando que Orlando Bosch se passeia por Miami graças ao indulto recebido por Bush pai.
O mais dramático, sublinhou Fidel, é que o então responsável pelo FBI na Florida, Héctor Pesquera, se encarniçou na perseguição contra os cinco patriotas cubanos que permitiram reunir a informação prestada aos EUA, mas nada fez contra os pelo menos 14 dos 19 terroristas que participaram nos ataques de 11 de Setembro e que viviam na área da sua jurisdição.
Os EUA silenciaram as informações fornecidas por Cuba em 1998 sobre os atentados terroristas financiados a partir da Florida, cujos métodos se repetiram em Setembro de 2001, apesar de Fidel Castro ter então alertado Bill Clinton para o facto de os ataques a aviões comerciais «poderem vir a tornar-se um epidemia, como sucedeu antes com o sequestro de aviões» e chamado a atenção para a participação de grupos terroristas cubanos nessas actividades.
Três anos depois, milhares de pessoas inocentes morreram em Nova Iorque. O Afeganistão e o Iraque foram invadidos e os criminosos passeiam-se pelos EUA.