A derrocada do SPD
Os cristãos-democratas venceram com 44,8 por cento dos votos, contra 37,1 por cento do SPD, as eleições para o Parlamento Regional da Renânia do Norte-Vestefália. A coligação governamental (SPD e Verdes somam juntos 43,2 por cento dos votos, enquanto os partidos de direita (CDU e liberais) alcançam a maioria absoluta no novo parlamento regional com 51 por cento dos votos.
O estrondoso desastre eleitoral da social-democracia alemã, num estado que controlava há 39 anos, obrigou o chanceler Gerhard Schroeder a anunciar eleições gerais antecipadas para o Outono deste ano, um ano antes do fim do mandato.
A decisão foi inicialmente comunicada pelo presidente do SPD, Franz Muentefering, minutos depois das primeiras projecções eleitorais. O responsável do grande partido alemão garantiu que «os social-democratas vão lutar» e que Gerhard Schroeder será de novo candidato a chanceler, alegando a necessidade de «pôr fim ao bloqueio» do Bundestag (Parlamento Federal) e do Bundesrat (Conselho Federal, formado por representantes dos 16 Estados Federados).
O SPD e os Verdes têm uma escassa maioria de três deputados no Parlamento Federal, mas já estão em minoria no Conselho Federal depois de sucessivas vitórias regionais dos cristãos-democratas, que agora se apoderaram do último land que era governado pela coligação SPD/Verdes.
O repúdio pelas políticas anti-sociais e pelos níveis recordes de desemprego são os factores que determinaram a acentuada erosão eleitoral dos partidos governantes, em particular do SPD que, desde 1954, não registava um resultado tão baixo neste estado federado.
A Renânia do Norte-Vestefália é um dos estados mais populosos da Alemanha, com 13 milhões de habitantes, e um símbolo das lutas operárias. Berço do «milagre» industrial do pós-guerra, é também um dos têm sido mais flagelados pelo desemprego.
Caso as eleições legislativas se tivessem realizado no domingo, os cristãos-democratas teriam obtido 46 por cento, contra 29 por cento do SPD, segundo um sondagem realizada para a estação ARD.
O estrondoso desastre eleitoral da social-democracia alemã, num estado que controlava há 39 anos, obrigou o chanceler Gerhard Schroeder a anunciar eleições gerais antecipadas para o Outono deste ano, um ano antes do fim do mandato.
A decisão foi inicialmente comunicada pelo presidente do SPD, Franz Muentefering, minutos depois das primeiras projecções eleitorais. O responsável do grande partido alemão garantiu que «os social-democratas vão lutar» e que Gerhard Schroeder será de novo candidato a chanceler, alegando a necessidade de «pôr fim ao bloqueio» do Bundestag (Parlamento Federal) e do Bundesrat (Conselho Federal, formado por representantes dos 16 Estados Federados).
O SPD e os Verdes têm uma escassa maioria de três deputados no Parlamento Federal, mas já estão em minoria no Conselho Federal depois de sucessivas vitórias regionais dos cristãos-democratas, que agora se apoderaram do último land que era governado pela coligação SPD/Verdes.
O repúdio pelas políticas anti-sociais e pelos níveis recordes de desemprego são os factores que determinaram a acentuada erosão eleitoral dos partidos governantes, em particular do SPD que, desde 1954, não registava um resultado tão baixo neste estado federado.
A Renânia do Norte-Vestefália é um dos estados mais populosos da Alemanha, com 13 milhões de habitantes, e um símbolo das lutas operárias. Berço do «milagre» industrial do pós-guerra, é também um dos têm sido mais flagelados pelo desemprego.
Caso as eleições legislativas se tivessem realizado no domingo, os cristãos-democratas teriam obtido 46 por cento, contra 29 por cento do SPD, segundo um sondagem realizada para a estação ARD.