Ao serviço do capital

Em declarações recentes, o secretário-geral da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Robert Ménard, admitiu receber financiamentos da Fundação Nacional para a Democracia (NED na sigla inglesa), organização criada em 1983 pelo então presidente norte-americano, Ronald Reagen, e que em 2002 esteve directamente envolvida na campanha que precedeu a tentativa de golpe armado contra o governo bolivariano de Hugo Chavez.
A NED é apenas uma das muitas entidades que sustentam a RSF e o seu trabalho continuo em Cuba e agora na Venezuela. Entre os doadores constam não só o Estado francês e a Comissão Europeia, como também a FNAC ou a Hewlett Packard.
O relatório de contas da associação revela, ainda, que quase metade dos fundos angariados são provenientes de publicações próprias, isto é, a RSF afirma vender quase 250 mil calendários por ano para atingir a sustentação de cerca de 48 por cento dos seus rendimentos.
Quanto aos apoios prestados, as contas indicam que apenas 7 por cento do orçamento é usado para ajudar jornalistas que em todo o mundo se encontram em dificuldades, uma das «razões» invocadas para o surgimento da RSF. Resta a Ménard clarificar onde são gastos os remanescentes 93 por cento que não chegaram às mãos dos 14 profissionais da comunicação auxiliados pela RSF em 2003.


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