O prémio
Quando estas linhas aparecerem em letra de forma já o caso que as motiva pertencerá ao passado. Não se trata de má vontade da nossa parte, creiam, mas tão só a própria condição da imprensa escrita que nos impede de acompanhar a par e passo um evento da maior relevância da vida política portuguesa.
Falamos da condecoração de Paulo Portas, evidentemente, que as estas horas já é o feliz possuidor da medalha Distinguished Public Service Award com que a administração Bush decidiu contemplá-lo.
A cerimónia de entrega da distinção, atribuída pela primeira vez a um (ex)governante português, realizou-se ontem, quarta-feira, no Pentágono, pelo que à hora de encerramento desta edição se desconhecia ainda os fundamentos que a determinaram.
Ponderosos devem ser, os fundamentos, pois Washington não costuma ser mãos largas a premiar estrangeiros por «serviços públicos distintos». Não terá sido certamente - é até mesquinhice pensá-lo - por causa da compra das fragatas norte-americanas para as Forças Armadas portuguesas; nem pelo apoio dado à guerra no Iraque, que aí poucos levaram a palma a José Manuel Fernandes; nem pela defesa intransigente da NATO e do seu alargamento a Leste, que nessa matéria os governantes portugueses pedem meças a qualquer um; nem sequer para marcar as distâncias entre Portas e Freitas, que a Casa Branca não é dada a semelhantes subtilezas e há muito que demonstrou levar a sério a máxima «tudo o que vem à rede é peixe».
Outras razões haverá. Mas quais?
Importa dizer que Portas informou o primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro da Defesa, Luís Amado, de que iria receber a condecoração norte-americana. Não consta que tenha avançado motivos, mas já se diz que esta pode ser a forma de os EUA retribuírem a condecoração dada por Jorge Sampaio a Frank Carlucci pelos «relevantes serviços prestados» à contra-revolução. Más línguas.
Lamentavelmente, a cerimónia de entrega do prémio é reservada, o que nos impede de acompanhar em directo o (ex)Paulinho das feiras a receber, emocionado, o troféu que secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, lhe vai entregar, tal como as palavras comovidas que ambos sem dúvida vão trocar. Também não poderemos assistir às audiências privadas que Portas terá com outros dirigentes norte-americanos.
Assim sendo, só nos resta esperar que o próprio PP venha a público dar as boas novas ao País, em pose de Estado e de preferência de medalha ao pescoço.
Falamos da condecoração de Paulo Portas, evidentemente, que as estas horas já é o feliz possuidor da medalha Distinguished Public Service Award com que a administração Bush decidiu contemplá-lo.
A cerimónia de entrega da distinção, atribuída pela primeira vez a um (ex)governante português, realizou-se ontem, quarta-feira, no Pentágono, pelo que à hora de encerramento desta edição se desconhecia ainda os fundamentos que a determinaram.
Ponderosos devem ser, os fundamentos, pois Washington não costuma ser mãos largas a premiar estrangeiros por «serviços públicos distintos». Não terá sido certamente - é até mesquinhice pensá-lo - por causa da compra das fragatas norte-americanas para as Forças Armadas portuguesas; nem pelo apoio dado à guerra no Iraque, que aí poucos levaram a palma a José Manuel Fernandes; nem pela defesa intransigente da NATO e do seu alargamento a Leste, que nessa matéria os governantes portugueses pedem meças a qualquer um; nem sequer para marcar as distâncias entre Portas e Freitas, que a Casa Branca não é dada a semelhantes subtilezas e há muito que demonstrou levar a sério a máxima «tudo o que vem à rede é peixe».
Outras razões haverá. Mas quais?
Importa dizer que Portas informou o primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro da Defesa, Luís Amado, de que iria receber a condecoração norte-americana. Não consta que tenha avançado motivos, mas já se diz que esta pode ser a forma de os EUA retribuírem a condecoração dada por Jorge Sampaio a Frank Carlucci pelos «relevantes serviços prestados» à contra-revolução. Más línguas.
Lamentavelmente, a cerimónia de entrega do prémio é reservada, o que nos impede de acompanhar em directo o (ex)Paulinho das feiras a receber, emocionado, o troféu que secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, lhe vai entregar, tal como as palavras comovidas que ambos sem dúvida vão trocar. Também não poderemos assistir às audiências privadas que Portas terá com outros dirigentes norte-americanos.
Assim sendo, só nos resta esperar que o próprio PP venha a público dar as boas novas ao País, em pose de Estado e de preferência de medalha ao pescoço.