Encontro de quadros

Ensino politécnico é discriminado

A discriminação de que é alvo o ensino superior politécnico em relação às universidades é um dos principais problemas deste sub-sistema. Esta é uma das conclusões do Encontro Nacional de Quadros do Ensino Superior Politécnico da JCP, que se realizou no sábado. Os participantes referem que o politécnico recebem menos financiamento do Estado, menos bolsas de estudo e com um valor médio de menos 50 por cento do valor das atribuídas nas universidades. Além disso, não pode formar o seu corpo docente nem fazer investigação científica.
Outros problemas foram apontados no decorrer do encontro, como a gestão pouco democrática com a participação muito limitada dos estudantes; o aumento do valor das propinas; e a existência de um modelo bietápico estanque, retendo os estudantes no final dos bacharelatos e impedindo-os de iniciarem de imediato as disciplinas dos dois últimos anos.
O Processo de Bolonha foi também abordado. Os participantes consideram que a tentativa de implementar este protocolo não atende aos interesses dos estudantes e coloca em causa a sobrevivência das escolas se as propinas do segundo ciclo de ensino forem mais altas do que as actuais.
Os militantes comunistas sublinham que actualmente há muitas escolas em situação de ruptura financeira, atrasos de meses no pagamento de bolsas de estudo e subsistem situações de gritante falta de condições materiais e humanas.
A JCP considera que os anteriores governos são responsáveis por esta situação e exige ao novo executivo medidas concretas para a sua resolução. No entanto, a partir de uma análise ao Programa do Governo, afirma «não ter ilusões»: não há intenções de executar a necessária mudança política».
«O único caminho que garante a resolução destes e de outros problemas dos estudantes é o desenvolvimento da luta estudantil em torno de problemas concretos e objectivos imediatos, a par do crescimento da organização da JCP», lê-se no comunicado.


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