Aumento dos transportes

Famílias mais endividadas

Em nota à comunicação social, divulgada no passado dia 14 de Abril, o Gabinete de Imprensa do PCP manifesta-se contra o aumento dos transportes públicos anunciado pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Cada vez mais portugueses são empurrados para o transporte individual

«O Governo PS começa mal», diz o PCP, chamando a atenção para o facto de esta medida ter sido anunciada «apenas alguns dias» depois de conhecida a ameaça feita por empresas privadas de transporte público de passageiros, de acabar com o passe social nas carreiras da Rodoviária de Lisboa, TST, Vimeca e Scotturb, a partir de Maio, caso não cheguem a acordo com o Governo sobre o diploma que define a contratualização do transporte público.
Para além disto, o aumento médio máximo anunciado de 3,7% (que se prevê tenha maior incidência nos pequenos percursos) está muito acima da taxa de inflação prevista para 2005 - 2,2% -, bem como dos aumentos salariais previstos para a grande maioria dos trabalhadores portugueses, denuncia o PCP, recordando que Portugal é o país da União Europeia onde os passageiros pagam a maior percentagem dos custos dos transportes públicos com o preço dos bilhetes e dos passes.
O PCP considera assim que, com estes aumentos, justificados com a necessidade de ajustar os novos preços ao atraso de três meses na actualização anual e à variação do preço dos combustíveis, entre Setembro de 2004 e Março de 2005, o Governo do PS está, de facto, a promover «a baixa do poder de compra dos trabalhadores e o crescimento do endividamento das famílias» e a empurrar «cada vez mais portugueses para a utilização do transporte individual».

Um problema geral

A questão dos transportes constitui, de resto, um problema para a generalidade das populações portuguesas, nomeadamente para as da margem sul do Tejo, a quem a Fertagus e a CP estão a aplicar preços diferentes dos que praticam noutras linhas e noutros percursos.
Para a Direcção da Organização Regional de Setúbal trata-se de uma situação profundamente injusta, razão por que o PCP vai apresentar na Assembleia da República um Projecto de Resolução para a criação de um passe que abranja todos os transportes colectivos da Área Metropolitana, incluindo a Fertagus. A DORS manifesta-se, ainda, contra a decisão saída no Diário da República, de 13 de Abril, que permite à Fertagus aumentar todos os anos os preços dos bilhetes em 5%, para além do aumento anual dos transportes.
Entretanto, no dia 14 de Abril, os deputados do PCP eleitos pelo círculo eleitoral de Setúbal Francisco Lopes e Odete Santos realizaram uma acção de esclarecimento junto dos utentes da Fertagus, a quem informaram da iniciativa do seu Grupo Parlamentar.
A Comissão Concelhia de Sintra, por sua vez, considera que a CP, em vez de distribuir bilhetes de comboio aos utentes do IC19, devia era abrir gratuitamente os parques de estacionamento, pois «isso, sim, seria um incentivo à utilização do comboio na linha de Sintra».
A colocação pela REFER dos parques de estacionamento à disposição dos utentes, mediante a apresentação do título de transporte - medida já várias vezes apresentada pela CDU-Sintra -, «alteraria completamente a situação», diz a Concelhia do PCP, uma vez que os preços praticados nos Parques de Estacionamento levam a que estes estejam desertos e as zonas limítrofes às estações da CP sobrelotadas.

Abaixo-assinado no Algarve

Promovido pela Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP, está a circular entre a população algarvia um abaixo-assinado reclamando um caminho de ferro e transportes ferroviários ao serviço do desenvolvimento da região.
Os subscritores começam por considerar que o Algarve tem sido preterido nos Planos de Modernização da Rede Ferroviária Nacional e que as beneficiações feitas por ocasião do Euro 2004 são manifestamente insuficientes para as necessidades dos utentes e da Região. Além disto, um serviço de transporte ferroviário moderno e eficiente, para além de essencial para o desenvolvimento do Algarve, constitui uma mais-valia do ponto de vista turístico. Assim, os subscritores reclamam do Governo a electrificação de toda a linha ferroviária regional do Algarve; a duplicação da via, de forma a permitir mais horários e serviços; a modernização de estações, apeadeiros e acessos; o reforço de partidas na época balnear.


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