Falta de trabalho é preocupante
O documento distribuído aos jovens trabalhadores foca alguns dos ataques aos direitos laborais, nomeadamente às convenções colectivas de trabalho, através do bloqueio feito pelas associações patronais e pelo novo Código do Trabalho. Esta legislação permite ao patronato criar vínculos contratuais precários. A consequência é o surgimento de um elevado número de desempregados, particularmente nas camadas mais jovens.
Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional referentes a Janeiro, Aveiro é o quinto distrito a nível nacional com o número de desempregados registados, tendo cerca de 31500 desempregados. Destes, 13 mil são jovens com idades inferiores a 35 anos. Mais de metade dos jovens desempregados do distrito estão concentrados nos concelhos de Santa Maria da Feira, Aveiro, Ovar e Espinho.
Para a Interjovem, «esta situação é tão mais preocupante se tivermos em conta as constantes ameaças de diminuição dos postos de trabalho, com a alegada deslocalização de empresas ou encomendas». É o caso da Yasaki, que ameaça reduzir 500 postos de trabalho; da Tovartex, onde desde o fim do ano foram rescindidos 150 contratos; e da Rohde, onde os trabalhadores constantemente são confrontados com o lay off, a pretexto da falta de encomendas.
Bom, mas pouco
Recentemente o Governo anunciou a criação de emprego para mil jovens licenciados, atribuindo às empresas o valor de 1,5 salário mínimo nacional por cada pessoa, o que equivale a 500 euros. «Esta medida é bem vinda, contudo peca por escassa, uma vez que é do conhecimento geral que os jovens licenciados têm muita dificuldade em entrar no mundo do trabalho. Gostaríamos de chamar a atenção para o facto de que é enorme o número de jovens desempregados e que só no nosso distrito haverá mais de mil jovens licenciados desempregados», afirma a Interjovem, lembrando que o número de desempregados licenciados registado no IEFP de Aveiro no final de Janeiro era de 2620.
Os sindicalistas levantam outras questões em relação a esta medida governamental: «Sendo as empresas a decidir quanto vão pagar para além dos 500 euros suportados pelos nossos impostos, quantos serão os jovens que vão receber o justo valor pelas funções que vão desempenhar? Como pretende o Governo fiscalizar se esses jovens vão mesmo desempenhar funções adequadas com aquelas para que são contratados, a fim de “provocar o dito choque tecnológico”, e não sejam apenas uns quantos postos de trabalho “pau para toda a obra”, à borla para as empresas?»
«Os jovens necessitam de garantias para o futuro, precisam de saber que têm emprego», afirma a Interjovem, sublinhando que ter emprego estável é um direito. «A garantia dos direitos laborais faz-se no dia-a-dia, no local de trabalho, exercendo-os, agindo e participando nos processos de negociação colectiva», acrescenta.
Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional referentes a Janeiro, Aveiro é o quinto distrito a nível nacional com o número de desempregados registados, tendo cerca de 31500 desempregados. Destes, 13 mil são jovens com idades inferiores a 35 anos. Mais de metade dos jovens desempregados do distrito estão concentrados nos concelhos de Santa Maria da Feira, Aveiro, Ovar e Espinho.
Para a Interjovem, «esta situação é tão mais preocupante se tivermos em conta as constantes ameaças de diminuição dos postos de trabalho, com a alegada deslocalização de empresas ou encomendas». É o caso da Yasaki, que ameaça reduzir 500 postos de trabalho; da Tovartex, onde desde o fim do ano foram rescindidos 150 contratos; e da Rohde, onde os trabalhadores constantemente são confrontados com o lay off, a pretexto da falta de encomendas.
Bom, mas pouco
Recentemente o Governo anunciou a criação de emprego para mil jovens licenciados, atribuindo às empresas o valor de 1,5 salário mínimo nacional por cada pessoa, o que equivale a 500 euros. «Esta medida é bem vinda, contudo peca por escassa, uma vez que é do conhecimento geral que os jovens licenciados têm muita dificuldade em entrar no mundo do trabalho. Gostaríamos de chamar a atenção para o facto de que é enorme o número de jovens desempregados e que só no nosso distrito haverá mais de mil jovens licenciados desempregados», afirma a Interjovem, lembrando que o número de desempregados licenciados registado no IEFP de Aveiro no final de Janeiro era de 2620.
Os sindicalistas levantam outras questões em relação a esta medida governamental: «Sendo as empresas a decidir quanto vão pagar para além dos 500 euros suportados pelos nossos impostos, quantos serão os jovens que vão receber o justo valor pelas funções que vão desempenhar? Como pretende o Governo fiscalizar se esses jovens vão mesmo desempenhar funções adequadas com aquelas para que são contratados, a fim de “provocar o dito choque tecnológico”, e não sejam apenas uns quantos postos de trabalho “pau para toda a obra”, à borla para as empresas?»
«Os jovens necessitam de garantias para o futuro, precisam de saber que têm emprego», afirma a Interjovem, sublinhando que ter emprego estável é um direito. «A garantia dos direitos laborais faz-se no dia-a-dia, no local de trabalho, exercendo-os, agindo e participando nos processos de negociação colectiva», acrescenta.