PCP entrega seis diplomas

Responder aos problemas

Dando pronto cumprimento ao que foram alguns dos seus compromissos eleitorais, o PCP entregou ontem na Mesa do Parlamento seis iniciativas legislativas, quatro das quais na forma de projecto de lei e duas sob a figura de projecto de resolução.
São matérias de grande importância estreitamente ligadas à vida das pessoas, em particular dos trabalhadores, que não deixarão de marcar a agenda política nos tempos mais próximos. É o caso da contratação colectiva, que o PCP quer urgentemente ver desbloqueada. Nesse sentido vai o projecto de lei da sua autoria que revoga as disposições do Código do Trabalho e da sua regulamentação respeitantes à negociação colectiva. Trata-se de impedir a caducidade dos instrumentos de regulamentação colectiva do trabalho, garantindo, simultaneamente, o direito à negociação colectiva.
Questão a que é dada grande relevância pela formação comunista é, por outro lado, a da despenalização do aborto. Batendo-se por este objectivo com propostas concretas no plano legislativo desde 1982, para os comunistas o que importa é alterar um sistema penal repressivo que atenta contra as mulheres, ofendendo-as e humilhando-as na sua dignidade.
Um outro projecto de lei agora entregue diz respeito ao salário mínimo nacional. Tal como defendeu no programa com que se apresentou aos eleitores em Fevereiro passado, o PCP quer ver consagrado um aumento intercalar em 2005 do salário mínimo, fixando-o em 400 euros.
Também as pensões e reformas – e esta foi outro dos seus compromissos eleitorais agora materializado em diploma – devem ser objecto de um aumento intercalar no ano em curso. Assim, de acordo com o articulado do projecto comunista, a pensão social deve ser fixada em 178 euros, elevando-se a pensão agrícola para 214 euros, enquanto as pensões da segurança social devem ser escalonadas entre 231 euros e 356 euros, correspondendo, respectivamente, a 50%, 60% e 65% -100% do valor do Salário Mínimo Nacional líquido proposto pelo PCP (356 euros).


Mais artigos de: Assembleia da República

Toda a atenção às questões sociais

Agendada estava para ontem, quarta-feira, na segunda sessão plenária da X Legislatura, a eleição dos membros da Mesa da Assembleia da República.

Para evitar o pior

O PCP quer ver accionada a cláusula de salvaguarda capaz de defender os têxteis nacionais e respectivos postos de trabalho da ameaça que representa desde o início do ano a liberalização do comércio dos produtos têxteis e vestuário.Esta é uma medida considerada fundamental para tentar minorar os inevitáveis impactes...

Pôr fim ao garrote

O PCP defende uma profunda alteração do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Muito críticos desde que este foi adoptado pelo Conselho Europeu em 1997, devido a regras e normas que têm sido causa de graves prejuízos económicos e sociais, os comunistas não querem «alterações de fachada» mas sim uma profunda revisão do PEC...