Democrata-cristão demite-se
O secretário-geral da União Democrata-Cristã (CDU), Laurenz Meyer, demitiu-se na semana passada, após a imprensa ter revelado que recebeu indevidamente uma elevada verba do seu antigo patrão, o consórcio energético RWE.
Meyer reconheceu na segunda-feira, dia 20, ter recebido da RWE 250 mil marcos (perto de 125 mil euros) de indemnização quando, em 1999, abandonou um cargo de direcção na empresa para ir chefiar o grupo parlamentar do seu partido na Renânia do Norte-Vestefália.
Tendo perdido as eleições, Meyer regressou aos quadros da RWE sem precisar de devolver o montante recebido. E, mesmo depois de ter sido nomeado secretário-geral, em Novembro de 2000, continuou a auferir o seu salário durante cinco meses, embolsando cerca de 59 mil euros.
Como antigo funcionário da RWE, Meyer beneficiava também de um desconto mensal de 118 euros na sua conta da electricidade, assunto que os jornais alemães exploraram até à exaustão, comparando a conta de um utente normal com a do secretário-geral dos democratas-cristãos.
SPD e Verdes, os dois partidos do governo, criticaram duramente Meyer, lembrando-se que este não hesitara em pedir a demissão do ex-ministro da Defesa Rudolf Scharping, e, mais recentemente, do presidente do Bundesbank, Ernst Welteke, ambos acusados de terem recebido gratificações ou benesses de empresas privadas.
Contudo, Meyer teria eventualmente resistido ao escândalo se não tivesse admitido, na terça-feira, 21, que afinal o dinheiro recebido da RWE não tinha sido uma indemnização, nem fora tributado como tal.
Esta contradição foi-lhe fatal tanto mais que, na véspera, o político garantira que a verba recebida não configurava qualquer ilegalidade, embora pudesse ser mal compreendida pela opinião pública.
Numa última tentativa de recuperar simpatias, o dirigente democrata-cristão chegou a anunciar que iria doar 80 mil euros à organização humanitária «Aldeias SOS» uma. Mas este acto de altruísmo de nada lhe valeu.
«Estou numa situação em que tenho de reconhecer friamente que o meu trabalho prejudica mais o meu partido do que o beneficia», disse Meyer numa declaração lida na quarta-feira, 22, já depois de a sua demissão ter sido aceite pela presidente do partido, Angela Merkel.
Meyer reconheceu na segunda-feira, dia 20, ter recebido da RWE 250 mil marcos (perto de 125 mil euros) de indemnização quando, em 1999, abandonou um cargo de direcção na empresa para ir chefiar o grupo parlamentar do seu partido na Renânia do Norte-Vestefália.
Tendo perdido as eleições, Meyer regressou aos quadros da RWE sem precisar de devolver o montante recebido. E, mesmo depois de ter sido nomeado secretário-geral, em Novembro de 2000, continuou a auferir o seu salário durante cinco meses, embolsando cerca de 59 mil euros.
Como antigo funcionário da RWE, Meyer beneficiava também de um desconto mensal de 118 euros na sua conta da electricidade, assunto que os jornais alemães exploraram até à exaustão, comparando a conta de um utente normal com a do secretário-geral dos democratas-cristãos.
SPD e Verdes, os dois partidos do governo, criticaram duramente Meyer, lembrando-se que este não hesitara em pedir a demissão do ex-ministro da Defesa Rudolf Scharping, e, mais recentemente, do presidente do Bundesbank, Ernst Welteke, ambos acusados de terem recebido gratificações ou benesses de empresas privadas.
Contudo, Meyer teria eventualmente resistido ao escândalo se não tivesse admitido, na terça-feira, 21, que afinal o dinheiro recebido da RWE não tinha sido uma indemnização, nem fora tributado como tal.
Esta contradição foi-lhe fatal tanto mais que, na véspera, o político garantira que a verba recebida não configurava qualquer ilegalidade, embora pudesse ser mal compreendida pela opinião pública.
Numa última tentativa de recuperar simpatias, o dirigente democrata-cristão chegou a anunciar que iria doar 80 mil euros à organização humanitária «Aldeias SOS» uma. Mas este acto de altruísmo de nada lhe valeu.
«Estou numa situação em que tenho de reconhecer friamente que o meu trabalho prejudica mais o meu partido do que o beneficia», disse Meyer numa declaração lida na quarta-feira, 22, já depois de a sua demissão ter sido aceite pela presidente do partido, Angela Merkel.