Frente Polisário 30 anos de luta
A Frente Polisário assinalou anteontem, dia 20 de Maio, o 30º aniversário da sua criação, um acontecimento, como refere uma mensagem enviada a propósito pelo CC do PCP, «que se funde com o início da luta de libertação nacional do povo sahauri».
Saudando «calorosa e fraternalmente todos os militantes e activistas da Frente Polisário, a direcção da RASD e o povo do Sara Ocidental que, desde então, lutam corajosamente pelos seus direitos nacionais e a sua emancipação social», o PCP recorda que «inúmeras vezes» fez ouvir a sua voz contra o «não cumprimento das resoluções da ONU, nomeadamente em relação aos sucessivos adiamentos para a concretização do referendo, contra a expansão marroquina e a sua repressão sobre os activistas da Frente Polisário».
«É opinião do PCP - refere o texto - que novas iniciativas no quadro da ONU não podem pôr em causa a justa solução do problema nacional sahauri».
Apesar de reconhecer que o actual contexto internacional, «marcado por uma violenta ofensiva do imperialismo contra os interesses dos trabalhadores e os direitos dos povos – de que a criminosa agressão e ocupação do Iraque é a mais recente expressão – coloca grandes desafios às forças progressistas e nacional libertadoras», o PCP está confiante de que «a persistência na luta e o reforço da solidariedade internacionalista acabarão por triunfar».
Desejando os melhores êxitos à Frente Polisário e ao povo sahauri, o PCP reafirma na sua mensagem a solidariedade dos comunistas portugueses à justa luta pela autodeterminação e independência do Sara Ocidental.
Um plano por cumprir
O presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), Mohamed Abdelaziz, afirmou recentemente em entrevista ao diário espanhol «Canárias 7» que, «sem um Estado Saharaui, a instabilidade na região continuará sendo endémica».
Segundo Abdelaziz, a direcção da Frente Polisário tem estado a ser «pressionada» por parte de vários sectores da população para que volte «às armas como único meio de pressão para alcançar os nossos direitos».
O presidente da RASD recordou ainda que a comunidade internacional sempre reconheceu o direito do povo saharaui a uma pátria, e que até hoje não houve nenhum Estado no mundo que reconhecesse a soberania marroquina sobre os territórios ocupados do Sara Ocidental. «Além disso, acrescentou, existe um Plano de Paz desde o cessar-fogo de 1991 que recebeu o beneplácito das partes em conflito» e o apoio da comunidade internacional. Os sucessivos adiamentos do referendo para a autodeterminação do Sara Ocidental têm vindo a «degradar a imagem da ONU, em quem os saharauis depositaram a sua confiança há 12 anos», reconhece Abdelaziz.
Saudando «calorosa e fraternalmente todos os militantes e activistas da Frente Polisário, a direcção da RASD e o povo do Sara Ocidental que, desde então, lutam corajosamente pelos seus direitos nacionais e a sua emancipação social», o PCP recorda que «inúmeras vezes» fez ouvir a sua voz contra o «não cumprimento das resoluções da ONU, nomeadamente em relação aos sucessivos adiamentos para a concretização do referendo, contra a expansão marroquina e a sua repressão sobre os activistas da Frente Polisário».
«É opinião do PCP - refere o texto - que novas iniciativas no quadro da ONU não podem pôr em causa a justa solução do problema nacional sahauri».
Apesar de reconhecer que o actual contexto internacional, «marcado por uma violenta ofensiva do imperialismo contra os interesses dos trabalhadores e os direitos dos povos – de que a criminosa agressão e ocupação do Iraque é a mais recente expressão – coloca grandes desafios às forças progressistas e nacional libertadoras», o PCP está confiante de que «a persistência na luta e o reforço da solidariedade internacionalista acabarão por triunfar».
Desejando os melhores êxitos à Frente Polisário e ao povo sahauri, o PCP reafirma na sua mensagem a solidariedade dos comunistas portugueses à justa luta pela autodeterminação e independência do Sara Ocidental.
Um plano por cumprir
O presidente da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), Mohamed Abdelaziz, afirmou recentemente em entrevista ao diário espanhol «Canárias 7» que, «sem um Estado Saharaui, a instabilidade na região continuará sendo endémica».
Segundo Abdelaziz, a direcção da Frente Polisário tem estado a ser «pressionada» por parte de vários sectores da população para que volte «às armas como único meio de pressão para alcançar os nossos direitos».
O presidente da RASD recordou ainda que a comunidade internacional sempre reconheceu o direito do povo saharaui a uma pátria, e que até hoje não houve nenhum Estado no mundo que reconhecesse a soberania marroquina sobre os territórios ocupados do Sara Ocidental. «Além disso, acrescentou, existe um Plano de Paz desde o cessar-fogo de 1991 que recebeu o beneplácito das partes em conflito» e o apoio da comunidade internacional. Os sucessivos adiamentos do referendo para a autodeterminação do Sara Ocidental têm vindo a «degradar a imagem da ONU, em quem os saharauis depositaram a sua confiança há 12 anos», reconhece Abdelaziz.