Congresso da Fesete/CGTP-IN

Crescer e lutar

No seu 9.º Congresso, realizado dia 12 no Porto, a Federação dos Sindicatos Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles de Portugal definiu objectivos de luta e de reforço organizativo. Nas orientações aprovadas para os próximos 4 anos, a mobilização dos trabalhadores para a luta por salários-base mínimos de 500 euros, para exigir do Governo medidas contra as falências fraudulentas e as deslocalizações de multinacionais, para defesa da indústria nacional e valorização dos trabalhadores são acompanhadas por objectivos de reforço da organização sindical, como a eleição de 200 representantes dos trabalhadores para comissões de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e de 500 delegados sindicais (sobretudo em médias e grandes empresas) e a sindicalização, até 2008, de 30 mil trabalhadores.
O congresso analisou a actividade desenvolvida nos últimos 4 anos e aprovou o Programa de Acção para o próximo quadriénio. A apresentação do balanço e das linhas de intervenção futura foi feita pelo coordenador da federação, Manuel Freitas. Na sessão da manhã participou o secretário-geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva.
Os delegados elegeram a Direcção Nacional da Fesete, para o período até 2008.
A Resolução político-sindical do congresso salienta a importância dos sectores têxteis, do vestuário e do calçado na economia nacional e nas regiões onde está implantada a maior parte das unidades industriais, daí decorrendo «a necessidade de os defendermos com todas as energias». Uma grande atenção é dada, no documento, à luta por emprego de qualidade e com garantia dos direitos dos trabalhadores, ressaltando o direito à valorização das competências profissionais, a par do combate à precariedade de emprego, à flexibilização de horários, à polivalência de funções e às discriminações salariais. A federação reclama combate firme ao trabalho clandestino e fiscalização periódica das empresas, bem como medidas para garantir os direitos dos trabalhadores, em casos de falência.


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