Castelo de São Jorge é de todos!
Na senda de Santana Lopes, a maioria PSD-PP e o PS aprovaram na última sessão da CML uma proposta votada à condenação popular: entradas pagas no Castelo. Apesar do sofisma de isentarem desse pagamento os residentes, a verdade é que se esqueceram de que o comércio também vive do turismo, as famílias que visitam Lisboa ou aqueles que têm parentes na Cidade também gostariam de visitar o Castelo sem pagar e, pior ainda, com esta deliberação, estão a vender um espaço que é público. De facto, é totalmente injustificável e até desaconselhável este pagamento, pelo menos no que se refere ao Miradouro.
Trata-se de um simples espaço muralhado, não havendo qualquer razão plausível para que se cobrem bilhetes.
Nem sequer o financiamento da empresa municipal que gere o Castelo justifica esta medida. Esse financiamento não deve ser feito à custa dos cidadãos que pretendem visitar o mais representativo miradouro da Cidade de Lisboa.
Era bem mais adequada a situação que vigorava até à semana passada: entrada gratuita no espaço da muralha e bilhetes eram pagos para os dois equipamentos complementares que funcionam no Castelo.
Menos visitantes
Números apurados dão como certo que um pouco mais de metade dos visitantes são estrangeiros. Da Grande Lisboa serão cerca de 35% e os restantes são cidadãos nacionais vindos do resto do País (e, eventualmente, do estrangeiro, emigrantes).
Para obviar aos notórios inconvenientes da medida drástica de se passar a pagar bilhete, a maioria PSD-PP pretende amenizá-la com uma isenção para os residentes em Lisboa.
E os milhares que, residindo fora de Lisboa, trabalham na Cidade? Ficam inibidos de desfrutar daquele local? E todos os que, visitando Lisboa, pretendem usufruir daquele espaço? Podem ficar inibidos de o fazer? E os prejuízos para o próprio comércio local que derivarão da diminuição do número de visitantes?
Entrada livre no Miradouro
O essencial é que o acesso ao Castelo deveria manter-se livre e aberto. Que o financiamento da empresa municipal envolvida que hoje assume a maior parte das políticas culturais da CML deve resultar de outro tipo de receitas, incluindo o Orçamento Municipal e não ser feita à custa de um bilhete para um espaço público. O que se justifica é que a CML avance rapidamente com programas atractivos de valorização do Castelo e de atracção dos cidadãos que visitam Lisboa. Essas sim seriam boas medidas…
Esta a posição foi defendida pelos vereadores do PCP na Câmara de Lisboa: votaram contra a proposta apresentada pelo PSD-PP e apoiada pelo PS.
Herança de Santana Lopes
Foi Santana Lopes quem, há um ano e meio, apareceu com esta ideia. Na altura, o PCP opôs-se firmemente. Organizou um abaixo-assinado que rapidamente recolheu quatro mil assinaturas. «Santana Lopes quer fazer-nos pagar entradas num símbolo maior da nossa História!», afirmava-se nesse documento. As Juntas de Freguesia da Colina manifestaram-se contra esta medida. De nada valeu. PSD e CDS não se comovem. O objectivo é claro: poupar nestes domínios da Cultura para depois poder esbanjar com urbanizações, trocas e baldrocas com terrenos do Município, para favorecer os clubes de futebol e os grandes especuladores, como é o caso das negociatas que aí vêm para a Feira Popular e o parque Mayer, depois das já anunciadas para a Parque Expo e o Pavilhão de Portugal…
E o Castelo?
A verdade é que Santana Lopes primeiro e Carmona Rodrigues depois deixaram degradar o Castelo. E, por falta de pagamento aos empreiteiros desde o início do mandato, as obras de reabilitação da Freguesia do Castelo foram interrompidas por esta Câmara.
Repete-se o que se divulgou há uma ano e meio: «O Castelo de São Jorge é um dos maiores símbolos da Cidade e da nossa História. O valor cultural, histórico e emocional deste local não pode ser reduzido a um ‘deve e haver’ da crueza e da frieza da contabilidade autárquica».
Trata-se de um simples espaço muralhado, não havendo qualquer razão plausível para que se cobrem bilhetes.
Nem sequer o financiamento da empresa municipal que gere o Castelo justifica esta medida. Esse financiamento não deve ser feito à custa dos cidadãos que pretendem visitar o mais representativo miradouro da Cidade de Lisboa.
Era bem mais adequada a situação que vigorava até à semana passada: entrada gratuita no espaço da muralha e bilhetes eram pagos para os dois equipamentos complementares que funcionam no Castelo.
Menos visitantes
Números apurados dão como certo que um pouco mais de metade dos visitantes são estrangeiros. Da Grande Lisboa serão cerca de 35% e os restantes são cidadãos nacionais vindos do resto do País (e, eventualmente, do estrangeiro, emigrantes).
Para obviar aos notórios inconvenientes da medida drástica de se passar a pagar bilhete, a maioria PSD-PP pretende amenizá-la com uma isenção para os residentes em Lisboa.
E os milhares que, residindo fora de Lisboa, trabalham na Cidade? Ficam inibidos de desfrutar daquele local? E todos os que, visitando Lisboa, pretendem usufruir daquele espaço? Podem ficar inibidos de o fazer? E os prejuízos para o próprio comércio local que derivarão da diminuição do número de visitantes?
Entrada livre no Miradouro
O essencial é que o acesso ao Castelo deveria manter-se livre e aberto. Que o financiamento da empresa municipal envolvida que hoje assume a maior parte das políticas culturais da CML deve resultar de outro tipo de receitas, incluindo o Orçamento Municipal e não ser feita à custa de um bilhete para um espaço público. O que se justifica é que a CML avance rapidamente com programas atractivos de valorização do Castelo e de atracção dos cidadãos que visitam Lisboa. Essas sim seriam boas medidas…
Esta a posição foi defendida pelos vereadores do PCP na Câmara de Lisboa: votaram contra a proposta apresentada pelo PSD-PP e apoiada pelo PS.
Herança de Santana Lopes
Foi Santana Lopes quem, há um ano e meio, apareceu com esta ideia. Na altura, o PCP opôs-se firmemente. Organizou um abaixo-assinado que rapidamente recolheu quatro mil assinaturas. «Santana Lopes quer fazer-nos pagar entradas num símbolo maior da nossa História!», afirmava-se nesse documento. As Juntas de Freguesia da Colina manifestaram-se contra esta medida. De nada valeu. PSD e CDS não se comovem. O objectivo é claro: poupar nestes domínios da Cultura para depois poder esbanjar com urbanizações, trocas e baldrocas com terrenos do Município, para favorecer os clubes de futebol e os grandes especuladores, como é o caso das negociatas que aí vêm para a Feira Popular e o parque Mayer, depois das já anunciadas para a Parque Expo e o Pavilhão de Portugal…
E o Castelo?
A verdade é que Santana Lopes primeiro e Carmona Rodrigues depois deixaram degradar o Castelo. E, por falta de pagamento aos empreiteiros desde o início do mandato, as obras de reabilitação da Freguesia do Castelo foram interrompidas por esta Câmara.
Repete-se o que se divulgou há uma ano e meio: «O Castelo de São Jorge é um dos maiores símbolos da Cidade e da nossa História. O valor cultural, histórico e emocional deste local não pode ser reduzido a um ‘deve e haver’ da crueza e da frieza da contabilidade autárquica».