Desigualdade social

Dois milhões de pobres em Portugal

Em 2000, mais de dois milhões de pessoas viviam abaixo do limiar de pobreza, segundo um estudo do INE. Hoje a situação pode ser bem mais crítica.

O Norte é a região do país onde vive um maior número de pobres

De acordo com um estudo apresentado no Congresso Português de Demografia, pelo menos dois em cada dez portugueses (20,6 por cento) viviam há quatro anos com menos de 60 por cento do rendimento mediano da população, ou seja, com um orçamento inferior a 283 euros por mês.
Mais de um quinto dos portugueses não tinha capacidade de comer uma refeição de carne ou peixe de dois em dois dias, não dispunha de banheira, chuveiro ou retrete em casa, nem possuía bens de consumo como um automóvel, televisão ou telefone.
A pesquisa, que tem por objectivo medir e caracterizar a pobreza e a desigualdade em Portugal entre 1995 e 2000, adianta ainda que os grupos etários mais vulneráveis são os jovens com menos de 24 anos e os idosos com idade superior a 65 anos, que representam, no conjunto, mais de metade da população pobre.
Com base no índice de pobreza monetária, verifica-se igualmente que as mulheres são as mais afectadas pela pobreza e exclusão social, constituindo quase 57 por cento do total de pobres, enquanto os homens representam 44 apor cento.
O estudo, concluído em Março deste ano, revela também que o Norte é a região do país onde vive um maior número de pobres em termos absolutos, com quase 34 por cento do total, seguido da região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, ambas com mais de 20 por cento.
No entanto, em termos relativos, isto é quando comparado o número de pobres com a população total, verifica-se que as regiões mais pobres do país são o Alentejo, o Algarve e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.


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