P.S.Lopes – as trapalhadas e o «bife»
Titulava o «Público» de segunda feira: «P.S.Lopes fez comunicado a desmentir desarticulação com ministros» e relatava as diligências intestinas do Governo que comprovariam que as gritantes trapalhadas e contradições sobre a GNR no Iraque após Novembro, o aumento de custas para os utentes do S.N.Saúde, a alteração de regras do concurso dos professores e o putativo encerramento da refinaria de Matosinhos, afinal nunca aconteceram.
Do nosso ponto de vista, importa lembrar que nos media dominantes, nas «caixas» sob tutela «empresarial» e nas colunas de quase todos os «comentadores de serviço», não é a desgraçada substância das políticas prosseguidas que é notícia ou objecto relevante de discussão, mas antes as «gaffes», a «ligeireza», o «estilo intuitivo», a «preguiça» e a «empatia» de P.S.Lopes e os efeitos daí decorrentes na «imagem do Governo».
Tal qual M.R.Sousa, que na perversidade do seu «ajuste de contas» semanal, já depois de J.Sócrates ser líder do PS, pediu «juizinho» à maioria, muito mais para gerir melhor a imagem do Governo de que para mexer nas políticas. (Ele lá saberá qual a sua maior preocupação face ao «PS recentrado».)
Daí que fosse o P.Ministro, porque a «Central de Comunicação» nesta matéria(!) não comunica, a procurar afastar a imagem de trapalhice e inconsistência, mas ao fazê-lo, objectivamente, promove a manobra de diversão, para que se fale da política-espectáculo, do estilo e imagem do P.Ministro e do Governo e não da substância da sua política.
P.S.Lopes tem direito ao seu «perfil» e não seremos nós agora a discuti-lo, porque não é isso que realmente importa, nem tão pouco dar para o peditório nacional da sua «auto estima».
O que de facto importa à direita e extrema-direita é o «bife». As contra-reformas definidas pelos grandes interesses, e feitas a mata cavalos, porque a «conjuntura» entre o Rato e Belém não levanta grandes ondas - implementar os pacotes laboral e da segurança social, beneficiar a polarização da riqueza, cercear direitos no acesso à justiça, na saúde, no ensino, uma mãozinha aos USA no Iraque e uma condecoração para o Carlucci.
P.S.Lopes é um instrumento destas políticas e o seu «estilo prima-dona», sem escrúpulos nem hesitações, é o que por agora serve o «bife» aos grandes interesses e trata da «governança» e das suas trapalhadas.
A nossa luta é outra. Zero de mistificação e bife para todos.
Do nosso ponto de vista, importa lembrar que nos media dominantes, nas «caixas» sob tutela «empresarial» e nas colunas de quase todos os «comentadores de serviço», não é a desgraçada substância das políticas prosseguidas que é notícia ou objecto relevante de discussão, mas antes as «gaffes», a «ligeireza», o «estilo intuitivo», a «preguiça» e a «empatia» de P.S.Lopes e os efeitos daí decorrentes na «imagem do Governo».
Tal qual M.R.Sousa, que na perversidade do seu «ajuste de contas» semanal, já depois de J.Sócrates ser líder do PS, pediu «juizinho» à maioria, muito mais para gerir melhor a imagem do Governo de que para mexer nas políticas. (Ele lá saberá qual a sua maior preocupação face ao «PS recentrado».)
Daí que fosse o P.Ministro, porque a «Central de Comunicação» nesta matéria(!) não comunica, a procurar afastar a imagem de trapalhice e inconsistência, mas ao fazê-lo, objectivamente, promove a manobra de diversão, para que se fale da política-espectáculo, do estilo e imagem do P.Ministro e do Governo e não da substância da sua política.
P.S.Lopes tem direito ao seu «perfil» e não seremos nós agora a discuti-lo, porque não é isso que realmente importa, nem tão pouco dar para o peditório nacional da sua «auto estima».
O que de facto importa à direita e extrema-direita é o «bife». As contra-reformas definidas pelos grandes interesses, e feitas a mata cavalos, porque a «conjuntura» entre o Rato e Belém não levanta grandes ondas - implementar os pacotes laboral e da segurança social, beneficiar a polarização da riqueza, cercear direitos no acesso à justiça, na saúde, no ensino, uma mãozinha aos USA no Iraque e uma condecoração para o Carlucci.
P.S.Lopes é um instrumento destas políticas e o seu «estilo prima-dona», sem escrúpulos nem hesitações, é o que por agora serve o «bife» aos grandes interesses e trata da «governança» e das suas trapalhadas.
A nossa luta é outra. Zero de mistificação e bife para todos.