Câmaras da revolta

A Associação Portuguesa de Realizadores manifestou-se, em conferência de imprensa, quarta-feira da semana passada, contra o plano de mercantilização do cinema português, contida no novo anteprojecto da Lei das Artes Cinematográficas e Audiovisuais.
Tal como já haviam feito durante a discussão pública do diploma, os realizadores voltaram a alertar para a transformação desta arte «num negócio de empresários», e para a não «separação clara entre cinema e televisão» cujos objectivos, modos de produção, difusão e consumo «são radicalmente diferentes».
Desta forma, disseram, procura-se efectivar a «censura económica», como é exemplo a diminuição de 14 para 6 longas metragens produzidas por ano de 2000 a esta parte.
Exigiram ainda a imediata revogação de uma recente portaria que regula o Plano de Produção Intercalar, que obriga, como regra de candidatura a subsídios, a agregação a um produtor, bem como subestima a capacidade de penetração no circuito internacional em detrimento das vendas nas salas de cinema nacionais.
Caso não sejam ouvidos pelo ministro da Cultura, dispuseram-se a encetar outras formas de luta para defenderem «a língua, a memória e a cultura de um país».


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