Mulher de muitas lutas
Decorreu ontem na Livraria Bertrand, em Lisboa, a apresentação do livro «Maria Lamas. Biografia», de Maria António Fiadeiro.
A obra visa, segundo a autora, dar a conhecer o trabalho e a vida de uma lutadora pela emancipação da mulher como «uma realização profissional, uma consciencialização cívica».
O livro compila textos daquela militante comunista e testemunhos de diversas pessoas que com ela conviveram.
Na década de vinte, Maria Lamas colabora com as secções infantis de diversos jornais, passando a coordenar o suplemento Modas & Bordados do qual seria directora até ser compulsivamente afastada em 1947.
A par da carreira jornalística escreve romances, contos infantis e organiza mostras, imprimindo à revista um carácter «resistente e sobrevivente, que acompanha a evolução da mulher, a sua promoção cultural e cívica», como refere Maria António Fiadeiro, que destaca o papel de Maria Lamas na resistência ao fascismo.
Colabora na criação do MUD Juvenil e é eleita presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, que é depois encerrado. Inicia a sua obra mais relevante As Mulheres do meu País, que edita em fascículos quinzenais.
No regresso de uma viagem aos países socialistas é presa, passando desde então a ser vigiada pela PIDE até ao seu exílio em Paris.
Depois do 25 de Abril volta à Modas & Bordados como directora honorária, vindo a falecer em 1983 com 90 anos de idade.
A obra visa, segundo a autora, dar a conhecer o trabalho e a vida de uma lutadora pela emancipação da mulher como «uma realização profissional, uma consciencialização cívica».
O livro compila textos daquela militante comunista e testemunhos de diversas pessoas que com ela conviveram.
Na década de vinte, Maria Lamas colabora com as secções infantis de diversos jornais, passando a coordenar o suplemento Modas & Bordados do qual seria directora até ser compulsivamente afastada em 1947.
A par da carreira jornalística escreve romances, contos infantis e organiza mostras, imprimindo à revista um carácter «resistente e sobrevivente, que acompanha a evolução da mulher, a sua promoção cultural e cívica», como refere Maria António Fiadeiro, que destaca o papel de Maria Lamas na resistência ao fascismo.
Colabora na criação do MUD Juvenil e é eleita presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, que é depois encerrado. Inicia a sua obra mais relevante As Mulheres do meu País, que edita em fascículos quinzenais.
No regresso de uma viagem aos países socialistas é presa, passando desde então a ser vigiada pela PIDE até ao seu exílio em Paris.
Depois do 25 de Abril volta à Modas & Bordados como directora honorária, vindo a falecer em 1983 com 90 anos de idade.