Travar a deslocalização
Os trabalhadores da Yazaki Saltano, multinacional japonesa fabricante de componentes eléctricos para automóveis, sediada em Vila Nova de Gaia, estão preocupados com a possibilidade de a empresa estar a deslocalizar sectores da produção. Numa moção aprovada num plenário de empresa realizado nos finais de Abril, os trabalhadores acusam a Yazaki Santano, décima exportadora nacional, de já ter extinguido pelo menos dezasseis linhas de montagem e de já ter embalado várias dezenas de máquinas, que saem da empresa em sucessivos camiões fechados para destinos desconhecidos. Tudo isto – e a drástica redução de trabalhadores, cujo número atinge já cerca de mil nos últimos meses – foi acelerado desde que a multinacional japonesa instalou uma nova fábrica em Marrocos, há três anos.
Os trabalhadores denunciam ainda a política de precariedade praticada pela empresa, «com recurso a contratação a prazo e aluguer de mão-de-obra, enquanto procede a muitas centenas de rescisões de contratos de trabalhadores efectivos ao abrigo do chamado “mútuo acordo”». A política «instável e selvagem» que a Yazaki pratica provoca ainda a instabilidade das empresas de subcontratação de mão-de-obra, tendo já levado ao encerramento recente da Luís Tomé Cambalacho, que era uma das suas subcontratadas.
Os trabalhadores consideram que «importa travar a política de deslocalização da Yazaki, sobretudo para países estrangeiros, dada a necessidade que há de salvaguardar os mais de dois milhares de postos de trabalho ainda existentes».
A moção reclama a rápida intervenção do Governo, através dos ministérios competentes, «para que sejam aplicadas medidas eficazes de apoio e incentivo à permanência da Yazaki em Portugal, no sentido de manter a laboração» e os postos de trabalho.
Os trabalhadores denunciam ainda a política de precariedade praticada pela empresa, «com recurso a contratação a prazo e aluguer de mão-de-obra, enquanto procede a muitas centenas de rescisões de contratos de trabalhadores efectivos ao abrigo do chamado “mútuo acordo”». A política «instável e selvagem» que a Yazaki pratica provoca ainda a instabilidade das empresas de subcontratação de mão-de-obra, tendo já levado ao encerramento recente da Luís Tomé Cambalacho, que era uma das suas subcontratadas.
Os trabalhadores consideram que «importa travar a política de deslocalização da Yazaki, sobretudo para países estrangeiros, dada a necessidade que há de salvaguardar os mais de dois milhares de postos de trabalho ainda existentes».
A moção reclama a rápida intervenção do Governo, através dos ministérios competentes, «para que sejam aplicadas medidas eficazes de apoio e incentivo à permanência da Yazaki em Portugal, no sentido de manter a laboração» e os postos de trabalho.